sábado, 2 de novembro de 2013

Templo é construído em forma de pênis nos EUA

Templo é construído em forma de pênis nos EUA


Dixon é uma pequena cidade com pouco mais de 15.000 habitantes no Estado
 do Illinois, nos Estados Unidos, que - de repente - foi tirada do anonimato
 por causa da construção de um templo pertencente à Sociedade de Ciência Cristã local.

Ciência Cristã, para quem não conhece, é um movimento religioso surgido 
em Boston, Massachussets, no ano de 1866, fundado por Mary Baker Eddy, 
que tem uma interpretação bastante própria - um tanto quanto esotérica -
 da Bíblia, com ênfase na cura, e que hoje está ramificada em diversas outras facções.

Mary B. Eddy fundou, entre outras coisas, o conhecido jornal The Christian 
Science Monitor, que existe até hoje em sua edição virtual, do qual ela foi sua 
primeira editora e redatora, isto em 1908, dois anos antes de sua morte aos 89
 anos de idade.

O inusitado no caso de Dixon é que, quando se vê uma imagem aérea do 
templo da Ciência Cristã, ele tem a forma de um pênis, conforme você pode 
ver na reprodução abaixo que ilustra este artigo, ou checá-la diretamente no
 Google Maps.

O templo atende pelo pomposo nome de "Gathering Light - Center for Spiritual
 Seeking", cuja tradução é algo como "Luz do Encontro - Centro para a Busca 
Espiritual".

Curioso é que ninguém percebeu o, digamos, "problema gráfico" quando 
desenhavam e analisavam a planta da igreja. Será que são tão ingênuos assim?

Tire as suas próprias conclusões:


A fonte da informação é o BuzzFeed

Perseguição aos cristãos (Intolerância religiosa) - Exemplos

Perseguição aos cristãos (Intolerância religiosa) - Exemplos

 

Cristãos no Irã condenados a 80 chicotadas por beberem vinho da comunhão

Dois dos quatro condenados foram apreendidos pelo governo iraniano em 31 de dezembro de 2012, em uma repressão à igrejas domésticas. Em um comunicado, Mervyn Thomas, diretor executivo da Christian Solidarity Worldwide (CSW), disse: "As sentenças proferidas a esses membros da Igreja do Irã efetivamente criminalizam o sacramento cristão ... e constituem uma violação inaceitável no direito de praticar livremente e pacificamente a fé. Um relatório da ONU divulgado recentemente sobre a perseguição religiosa no Irã, disse: "Mais de 300 cristãos foram presos desde 2010, e dezenas de líderes religiosos e membros da comunidade ativos foram supostamente condenado por crimes contra a segurança nacional em conexão com as atividades da igreja, como a organização de oração grupos, proselitismo e participando de seminários cristãos no exterior". (Clarion)

 

Síriarebeldes islâmicos colocam on line os nomes de todos os cristãos que serão mortos

Os nazistas, que vieram antes deles, também gostavam de fazer listas com o nome daqueles a serem mortos de modo a facilitar o seu trabalho de limpeza étnica (link).

 

A pergunta que não se cala: onde está a condenação e o ultraje dos governos ocidentais e das igrejas cristãs com respeito ao genocídio dos cristãos em terras muçulmanas?

Paquistão: Após as bombas, novas atrocidades contra os cristãos: o tráfico de órgãos das vítimas de Peshawar
Após as bombas na igreja de Todos os Santos em Peshawar, a situação permanece tensa na sociedade paquistanesanão só a tragédia, mas também o horrorOs cristãos disseram que estavam horrorizados com os rumores que ligam as bombas em Peshawar ao problema do tráfico de órgãos: é o que alguns paramédicos presumivelmente locais, parecem ter aproveitado o alto número de mortos e feridos, a fim de roubar os corpos das vítimas e explorá-los para o comércio ilegal de órgãos (Agencia Fidez). 

 

Quênia: Pastor assassinado por expor cristianismo a muçulmanosUm pastor em Mombasa, no Quênia, foi morto a tiros enquanto rezava em sua igreja neste fim de semanade acordo com a Morning Star News. Charles Matole havia recebido ameaças depois de muitos (muçulmanos) terem se convertido ao cristianismo durante os cultos de avivamento em uma área costeira do país. No domingo, um outro pastor, Ebrahim Kidata, da Igreja Pentecostal do Leste Africanofoi estrangulado e deixado sob alguns arbustos, 30 quilômetros ao norte de Mombasa (CBN News). Esses assassinatos são consistentes com a lei islâmica.

Mais duas crianças mortas por serem cristãs, no Egito
No domingo passado, a Igreja da Virgem Maria em Waraq perto do Cairo foi atacada durante uma cerimônia de casamento, deixando quatro mortos e muitos feridos. De acordo com Dr. Hisham Abdul Hamid, médico forense, dois daqueles que foram assassinados eram crianças, duas meninas cristã, ambas Marias: Mary Nabil Fahmy, 12 anos, levou cinco tiros no peito, e Mary Ashraf Masih (que significa "Cristo"), de 8 anos de idade, levou um tiro nas costas, que explodiu ao sair pela frente. (Raymond Ibrahim)

A situação dos cristãos coptas do Egito, especialmente no Alto Egitocontinua crítica.De acordo com um novo relatório árabe, durante os últimos dias em Assiut"grupos criminosos e gangues conseguiram adquirir armas de fogo ecomo de costume, atacaram e abusaram dos cristãos para controlar suas fontes de renda, inclusive para financiar as atividades dos "gangsters". Eles forçaram os coptas a pagarem grandes quantias de dinheiro como imposto [jizya], a fim de não roubarem e / ou pilharem de suas terras.

Ninguém faz nada para se opor a essas gangues"eles simplesmente matam os cristãos e suas famílias, como aconteceu na aldeia de Shameiya quando dois coptas se recusaram a pagar o impostoa quadrilha matou-os, e fatos semelhantes se repetiram em muitas outras aldeias pertencentes à governadoria de AssiutIsto está se tornando tão normal agora, para ver como estes crimes contra os cristãos ocorrem no dia a dia e nada é feito." (Raymond Ibrahim)

Cristãos da Síria se voltando para a Rússia para proteçãoCerca de 50 mil cristãos sírios querem pedir a cidadania russa. Em uma carta ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia, eles disseram que não estavam planejando fugir na Síria, mas, se ameaçados de eliminação física, eles depositam suas esperanças na Rússia como garantia da sua sobrevivência. Analistas acham que, apesar das dificuldades que o pedido pode envolver, não vai passar despercebido. (Voice of Russia)
Considerando-se que os EUA estão apoiando os jihadistas, é o "sangue dos santos" nas mãos dos Estados UnidosRev. 17:06

Conflito na Síria: 450.000 cristãos estão fugindo da agressão muçulmana
Um dos maiores exemplos de limpeza étnica contra minorias causado por muçulmanos. Os islâmicos que lutam contra o Assad têm um manifesto inspirador muito claro (um livro chamado de Corão), que os ordena a destruir todos os infiéis (BBC). Hoje é domingo. Se você for uma pessoa de fé, reze por eles. Se você não for, faça um minuto de silencio em solidariedade. A coisa é séria e triste.

Canadá: A diferença entre a oração islâmica na hora do almoço e uma camiseta estampada com Jesus"escola pública em Toronto acha que um clérigo pode ser convidado para dirigir orações islâmicas na hora do almoço na escola. Como um administrador de escola explica," O que estamos fazendo é o que devemos fazer como uma diretoria da escola e que está acomodando as necessidades dos alunos, não importa qual a sua religião." Enquanto isso, a escola pública na localidade de Bacia Chester, na província da Nova Escócia, acha que um estudante pode ser proibido de usar na escola uma camisa com uma mensagem cristã estampada nela. Como administradores escolares explicaram, "Espera-se que os alunos não usem roupas com mensagens que possam ofender as crenças, raça, religião, cultura ou estilo de vida dos outros" (maio/2013, The Globe and Mail). Este é um padrão-duplo extremamente perigoso! 

Síria: Jihadistas atacam a antiga cidade cristã de Saidnaya

Outra antiga comunidade cristã indígena sob ataque armado por Jihadis, e a única estratégia de defesa deles é  "dar a outra face" e "colocar a sua fé em Deus". Além de rezar, não podemos fazer nada por eles, a não ser denunciar a sua limpeza étnica como um aviso para os outros (Pravoslavie.Ru)  

 

Canada: Xeique canadense dá recado para os cristãos egípcios: Se vocês não darem a outra face, o fogo vai queimar vocês.
Bem amoroso ... E o mais interessante no "sermão" deste xeique é que ele acusa todos aqueles que ele não gosta (o general al-Sisi do Egito e a família real da Arábia Saudita) de Judeus. Isso é algo comum no islamismo: a pior ofensa que pode ser feita para alguém é chama-lo de judeu. http://www.youtube.com/watch?v=a9HU0ZJTeVw                                                                   

Armênia – Vítimas do genocídio armênio podem ser canonizadas


O Sínodo dos Bispos da Igreja armênia apostólica colocou no centro da reflexão comum a proposta de canonização por martírio de todas as vítimas do “Grande Mal” perpetrado nos territórios da atual Turquia em 1915. “Na Igreja armênia apostólica, os últimos santos foram proclamados no século VI.” (Agencia Fidez). Isso é mais um tapa na cara da Turquia, que até hoje nega a simples existência do genocidio armeno, quanto mais assume a culpa.

O significado de "Jihad" explicado por autoridades islâmicas

O significado de "Jihad" explicado por autoridades islâmicas


Leia abaixo um texto muito bom que precisa ser lido todo. É um artigo escrito por Raymond Ibrahim, um cristão copta egípcio, que, por falar árabe fluentemente, tem a vantagem de mostrar o que é dito, em árabe, pelos muçulmanos ortodoxos. 

O artigo trata do significado da palavra "Jihad." Este assunto já foi tratado anteriormente em Jihad: como definida pela lei islâmica


O artigo foi traduzido por Perigo Islâmico

O significado de "Jihad" explicado por autoridades islâmicas

Jihad or Terrorism? The Semantic Arguments of Islam’s Authorities

Raymond Ibrahim 

Um artigo recentemente publicado no jornal Egípcio Al Ahram intitulado “O Terrorismo é Jihad?", e escrito por Dr. Abdul Fatah Idris (perito na lei islâmica), fornece-nos lições importantes - desde o facto da jihad realmente se centrar na subjugação dos não-maometanos, até ao porquê da mentalidade Ocidental ainda ser incapaz de o aceitar.

Idris, professor e presidente do Departamento de Jurisprudência Comparativa na Faculdade da Lei Sharia (Universidade de Al Azhar) é um jurista bem reputado. O seu artigo começa com ele citando varias instituições internacionais que correctamente definem o terrorismo como violência ou ameaças levadas a cabo como meio de coerção.

Idris menciona também a forma como "a Academia de Pesquisas Islâmicas, no seu relatório emitido no dia 4 de Novembro de 2001, define o terrorismo como o acto de aterrorizar pessoas inocentes e a destruição das suas propriedades, dos seus elementos essenciais de subsistência, das suas finanças, das suas pessoas, das suas liberdades e da sua dignidade humana sem justificação, e a propagação de corrupção por toda o território."

Apesar de Idris citar várias instituições internacionais, é interessante notar a forma como  a "Academia de Pesquisas Islâmicas" é que inclui as palavras "inocentes" e "sem justificação" na sua definição, ambas palavras que deixam margem de manobra para exonerar actos de terrorismo contra aqueles que são qualificados como "culpados" ou  aqueles contra quem é "justificável" dar início a ataques. Para muitos maometanos, o Ocidente está incluído neste último grupo.

De qualquer das formas, no contexto dos recentes ataques terroristas levados a cabo pela Irmandade Muçulmana por todo o Egipto - incluindo a destruição de mais de 80 igrejas Cristãs - Idris diz o seguinte:
Está, portanto, certo definir o que aconteceu [no Egipto] de terrorismo, e, tal como foi feito por alguns, não pode ser qualificado de jihad ou ribat nos caminhos de Alá uma vez que a diferença é enorme. O terrorismo é um crime - tanto segundo a Sharia tal como segundo a lei; e todas as convenções internacionais qualificam isso de crime e apelam as pessoas para lutar contra ele de todas as formas.
Até a este ponto, Idris qualifica e concorda com a definição internacional de terrorismo, e caracteriza as acções da Irmandade Muçulmana (que ele nunca identifica por nome) como actos de terrorismo.

Até aqui tudo bem.

No entanto, logo a seguir a Idris faz uma reversão completa em relação ao que ele tinha acabado de dizer:
Mas a jihad nos caminhos de Alá, para fazer a sua palavra suprema, propagar a sua religião, defender a honra da nação islâmica [umma], e responder à agressão contra os muçulmanos por toda a Terra - isto é a jihad: quando um muçulmano luta contra um infiél - sem qualquer tratado - para fazer da palavra de Alá, o Exaltado, suprema, forcando-o a combater ou a invadir as suas terras, isto é permitido segundo o consenso dos juristas [islâmicos]. De facto, isto é uma obrigação para todos os muçulmanos
Se os actos da jihad - o que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível - são permissíveis segundo a Sharia, então é impossível defini-los como actos de terrorismo uma vez que as evidências fundamentadas na Sharia as tornaram legítimas. 
Existe uma diferença enorme entre ambas [jihad e terrorismo], e não há qualquer ligação entre o que é obrigatório [jihad] e o que é proibido [terrorismo].
Por esta altura, o confuso leitor ocidental pode-se questionar do como, exactamente, é que a jihad - "segundo o consenso dos juristas" - é diferente das definições de terrorismo mencionadas em cima. Em situações como esta, o não-maometano tem que transcender a sua epistemologia e, por alguns momentos, começar a pensar como um maometano devoto - especialmente no contexto dos pontos que se seguem: 
  1. Segundo a doutrina islâmica, tal como assegura o Dr. Idris, a jihad é uma obrigação para os muçulmanos (jihad ofensiva sendo um esforço comunal enquanto que a jihad defensiva é individual). É exactamente como este perito na jurisprudência islâmica declara: "Mas a jihad nos caminhos de Alá, para fazer a sua palavra suprema, propagar a sua religião, defender a honra da nação islâmica [umma], e responder à agressão contra os muçulmanos por toda a Terra - isto é a jihad: quando um muçulmano luta contra um infiel - sem qualquer tratado - para fazer da palavra de Alá, o Exaltado, suprema, forcando-o a combater ou a invadir as suas terras..."

  2. Segundo o pensamento islâmico, a jihad ofensiva - "que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível" - é vista como uma actividade altruísta para o bem do mundo. Dito de outra forma, o fim justifica os meios.
Levando em conta estes dois pontos - (1) Alá ordena os maometanos a levar a cabo a jihad e (2) essa jihad é benéfica para todos os envolvidos, um meio de levar a cabo algo glorioso, isto é, "tornar a palavra de Alá suprema" - como é que os muçulmanos podem classificar a jihad de "terrorismo" mesmo quando, do ponto de vista dum não-maometano, ela parece ser idêntica à definição internacional de terrorismo que o próprio Idris ressalvou e com a qual ele concordou?

A resposta mais directa é, a jihad não é terrorismo apenas e só porque Alá assim o diz - mesmo que no mundo real e em termos prácticos, a jihad e o terrorismo sejam idênticos. Nas palavras de Idris: "Se os actos da jihad - o que inclui lutar contra os infiéis e partir-lhes a espinha de qualquer modo possível - são permissíveis segundo a Sharia,então é impossível defini-los como actos de terrorismo."

Três pensamentos finais:
  1. Da próxima vez que vocês acharem estranho o porquê dos muçulmanos "moderados" raramente (se alguma vez) condenarem o terrorismo habitualmente cometido no nome da sua religião, tente-se lembrar do artigo escrito pelo Dr. Idris e pela sua forma de pensar.

  2. Em relação à supostamente "controversa" questão do que a jihad realmente é, qual é a voz mais autoritária: 1) Um instrutor da lei Sharia que trabalha para a universidade islâmica mais prestigiada do mundo, escrevendo em árabe para outros maometanos, 2) ou a Karen Armstrong, que escreve artigos (falando do benigno e "mal-entendido" islão) dirigidos ao público Ocidental?

  3. Porque é que o artigo de Idris não foi denunciado? Imaginem a raiva internacional que seria gerada se um teólogo Cristão escreve-se para o New York Times - que é o equivalente do Al Ahram para o Egipto - afirmando que "é uma obrigação" para os Cristãos levar a cabo uma "guerra santa" contra os infiéis não-Cristãos e "lutar ou invadir as suas terras [não-Cristãs] de modo a tornar a Palavra do Senhor Jesus suprema".
E voltamos assim para o mesmo facto lamentável: embora os mandamentos islâmicos sejam claros como a água - claramente visíveis para quem quer ver - o Ocidente não consegue aceitar a realidade, largamente graças a uma quantidade sem fim de mentirosos, ignorantes e traidores.

Mon ami Hollande

Mon ami Hollande

2 NOVEMBRO, 2013
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Em França, na passada semana numa manifestação um operário ficou sem uma mão. Outro ficou ferido. Hoje espera-se uma manifestação em Quimper para a qual a localidade se prepara tirando painéis de vidro, fechando lojas, arrancando separadores de vias… pois o risco de se acabar numa batalha campal é elevado. As poucas  notícias que se fizeram em Portugal  sobre o sucedido esta semana na Bretanha passam a correr sobre o assunto – não temos um caso Mikael mas sim um caso Leonarda -e as implicações políticas da actuação de Hollande são deixadas de lado: a França está a radicalizar-se. Na Bretanha, desfilam lado a lado radicais de direita e de esquerda. O aparato é aquele  que os jornalistas tanto têm apreciado: bradam contra o sistema, partem o que apanham e bloqueiam estradas.
A insustentabilidade do modelo agrícola francês (e de muita da economia francesa fortemente protegida ) é um dos assuntos mais sérios da actualidade.  independentemente do que suceder agora na Bretanha o choque dos franceses com a realidade não vai ser fácil nem para eles nem para os parceiros da UE. Merkel tem sabido evitar os extremismos no seu país: apesar da inquietação que muitos contribuintes alemães apresentam com o apoio aos países do sul os radicais não são um perigo na Alemanha. Na França pelo contrário: a extrema-direita que tal como a esquerda apoia o que acontece na Bretanha não pára de crescer. Resta a Hollande o consolo de que o ‘jornalismo-socialista-como Deus manda’ que vigora por aqui apesar de já ter passado a fase da exaltação mística com a sua pessoa e em que se corria para o Eliseu para ficar na fotografia ainda o vai tratando com muita solidariedade como bem se vê lendo o El País que hoje dedica o seu destaque de  capa à manifestação de ontem em Portugal  frente à AR mas tem tratado o que está a suceder na Bretanha de forma discreta e institucionalíssima.

DILMA ABRE ROMBO RECORDE NAS CONTAS PÚBLICAS:MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM UM MÊS!

E aí, vai pra TV, Dilma?
 
Motivo da desconfiança crescente de investidores e organismos internacionais com a economia brasileira, as contas públicas tiveram em setembro o pior resultado em 11 anos. No mês passado, o setor público consolidado — que engloba União, estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras — fechou no vermelho em R$ 9,05 bilhões.
 
Foi o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, que começou a ser pesquisada pelo Banco Central (BC) em 2001. O número veio tão abaixo das projeções de mercado que até mesmo o governo reagiu mal. "Não há dúvida de que o quadro fiscal é desafiador", declarou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Os analistas mais pessimistas acreditavam que, na pior das hipóteses, o rombo do mês seria de R$ 2,6 bilhões. No entanto, eles não esperavam que o desempenho do governo central (Tesouro, BC e Previdência) seria tão ruim: deficit de R$ 10,473 bilhões, o resultado mais decepcionante já contabilizado no mês. De janeiro a setembro, a arrecadação do governo central aumentou apenas 8% na comparação com o mesmo período de 2012. Já as despesas dispararam 13,5%.

Endividamento

Com as contas no vermelho, o Estado acaba tendo de emitir títulos públicos para se financiar. Por conta disso, a dívida bruta não para de crescer. Em setembro houve nova alta, de 0,3 ponto percentual, fazendo com que ela alcançasse 58,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Uma outra metodologia, do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostra uma realidade ainda pior. Pelos cálculos da entidade, o débito era, em dezembro do ano passado, de 68,5% do PIB, fazendo do Brasil um dos países com o maior endividamento entre economias emergentes.

O descontrole fiscal vem sendo duramente criticado por organismos como o próprio FMI e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na semana passada, o fundo chamou a atenção para a "erosão" das contas públicas brasileiras, em um relatório em que apontou ainda a falta de investimentos e a incapacidade do país de crescer de maneira sustentável, se os desequilíbrios não forem corrigidos.

O diagnóstico foi repelido de maneira ríspida pelo governo. A presidente Dilma Rousseff reagiu com desdém, dizendo que não se daria ao trabalho de comentar as conclusões dos técnicos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou o relatório de "equivocado" e "incoerente". Uma semana depois, porém, o que se impõe é a realidade dos números, e o que ela mostra é um quadro desalentador.

Com a dívida crescendo e as contas debilitadas, o Brasil passou a acionar a luz amarela das agências de classificação de risco, que se dedicam a avaliar a capacidade de empresas e países de quitar seus compromissos. Organizações como Moody"s e Standard & Poor"s ameaçam reduzir a nota de crédito brasileira, o que tornaria ainda mais caro para o Tesouro e empresas nacionais recorrer ao mercado financeiro. "O resultado de setembro está em linha com o raciocínio de rebaixamento do país", diz o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.
Promessa
O comprometimento das contas públicas também provoca dúvidas sobre a capacidade do governo de alcançar as metas fiscais, mesmo recorrendo, mais uma vez, a truques contábeis. O objetivo fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o de uma economia de R$ 155,85 bilhões, o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), esforço que tem que ser feito por todos os entes públicos. São esses recursos, reservados ao pagamento dos juros da dívida pública — o chamado superavit primário —, que garantem aos credores que o país tem condições de honrar com os compromissos assumidos.
Até setembro, porém, foram apenas R$ 44,965 bilhões, menos de um terço do valor necessário. O montante ficou ainda 41% abaixo do conseguido no ano passado, neste mesmo período. Diante da dificuldade, o governo já avisou que perseguirá em 2103 uma meta de apenas R$ 115,6 bilhões, ou 2,3% do PIB.
Ainda assim, o objetivo parece distante — mesmo com a perspectiva do pagamento dos R$ 15 bilhões que os vencedores do leilão para explorar o campo petrolífero de Libra terão que fazer à União no fim deste mês. "A deterioração fiscal é muito forte. Enquanto as receitas com impostos crescem a um ritmo de 2,3%, as despesas públicas sobem 6%. É uma conta que não fecha", disse o economista Vagner Alves, da gestora de recursos Franklin Templeton. "É difícil acreditar que o governo vá conseguir cumprir a meta, faltando apenas três meses para o fim do ano", completou Felipe Salto, da consultoria Tendências.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, reconheceu que setembro foi um mês ruim, mas pondera que "especificidades" atenuaram o resultado, como a elevação dos repasses para estados e municípios, as despesas de compensação dos custos de energia elétrica devido à seca e também ao aumento dos gastos com abonos salariais. Ele espera que a arrecadação e os resultados melhorem nos próximos meses, e garantiu, contra todas as evidências, que o governo vai cumprir o superavit. "Trabalhamos para isso. Estamos fazendo um esforço (extra) e achamos que ele vai ser bem-sucedido", afirmou.
Investimento baixo
A queda da arrecadação cria outro problema. Sem recursos, o governo não consegue investir e estimular a economia. "No ano", diz Felipe Salto, da Tendências, "os investimentos cresceram apenas 2,9%, para R$ 46,5 bilhões, o que, descontada a inflação, é praticamente nulo". O secretário Arno Augustin rebateu as críticas. "O Brasil tem ido muito bem, mas temos sido vítima da volatilidade internacional."
Corte em benefícios
Pouco depois da divulgação do péssimo resultado fiscal de setembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo vai dificultar ainda mais as regras para a obtenção do seguro-desemprego e restringir a concessão do abono salarial. Juntos, esses dois itens devem chegar perto de R$ 50 bilhões neste ano. Segundo Mantega, a ideia é obrigar todo trabalhador que pretenda sacar o seguro a matricular-se em algum curso de capacitação oferecido pelo Pronatec, seja em entidades como o Sesc e o Senai, seja nas escolas técnicas federais. "É curioso que essas despesas estejam crescendo em uma situação favorável do mercado de trabalho", disse.
Desde 11 de outubro, a matrícula em cursos de qualificação é exigida na segunda vez em que o trabalhador recorre ao seguro, mas essa medida já vem sendo contestada judicialmente pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Vamos chamar as centrais sindicais para discutirmos a mudança no início da semana que vem", disse o ministro. Ele não estimou quando a nova regra pode entrar em vigor.
Fraudes
De acordo com Mantega, as despesas com seguro-desemprego e abono salarial — valor de um salário mínimo pago anualmente a trabalhadores de baixa renda — cresceram, respectivamente, 10% e 17% este ano, elevando o montante para quase R$ 47 bilhões, cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Apenas o abono neste ano chega a R$ 24 bilhões, segundo ele.Essa medida está sendo tomada para melhorar a qualificação do trabalhador e permitir que ele permaneça mais tempo no emprego. Há muita rotatividade no trabalho e também fraudes (quando o cidadão saca o seguro, mas continua trabalhando informalmente)", afirmou o ministro. Segundo ele, as irregularidades devem diminuir porque os trabalhadores não podem manter emprego com carteira assinada enquanto estão nos cursos.
Preocupação
Apesar da preocupação com a redução dos gastos, Mantega evitou comentar em detalhes o resultado das contas públicas no mês passado. Ele ressaltou, porém, que o desempenho foi influenciado por "despesas excepcionais", que não deverão se repetir até o fim do ano, como o pagamento do 13º salário aos aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "O governo está sempre preocupado em cumprir as metas fiscais e em diminuir as despesas públicas. Nesse sentido, estamos reduzindo os dispêndios com seguro-desemprego e abono", afirmou. (Correio Braziliense)

SERRA IRIA SAIR DO PSDB. FORÇOU O PARTIDO A EMPURRAR CANDIDATURA PARA MARÇO. FICOU. AGORA DIZ: " A IDÉIA DE MARÇO FOI DO AÉCIO. CHEGANDO LÁ, A GENTE OLHA". CEGO É QUEM NÃO QUER VER.

Embora ainda se apresente como pré-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra faz agora uma inflexão no seu discurso. Diz que vai trabalhar a favor da unidade do partido, "com quem for o candidato", ele ou o senador tucano Aécio Neves (MG).
 
"É a minha grande aspiração, que o PSDB esteja unido. Com quem for o candidato", afirmou em entrevista à Folha e ao UOL. Mas fará campanha a favor de Aécio? "Farei, farei, trabalharei para que a haja unidade, primeiro. E segundo, havendo unidade, para que a unidade se projete na campanha".
 
A declaração de Serra, é claro, pode ser interpretada com ressalvas. Por exemplo, quando ele diz que trabalhará pelo mineiro "havendo unidade". Adversários podem enxergar insinceridade no apoio prometido a Aécio. Mas o tucano poderia ter tergiversado quando indagado sobre se faria campanha para o colega. Preferiu ser direto.
 
Trata-se de uma mudança em relação ao tom quase beligerante das últimas semanas, quando o paulista passou a viajar pelo país para se apresentar como alternativa a Aécio, hoje o favorito para ser o candidato do PSDB.
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O sr. disputará a indicação para ser candidato a presidente?
O PSDB, por acordo, ficou de decidir isso mais adiante. Em março, a partir de março do ano que vem. Tenho seguido um pouco essa decisão. Aí vamos ver qual é a situação.

O sr. quase saiu do PSDB?
Era uma hipótese. Mas concluí minha análise achando que eu posso contribuir mais dentro do PSDB.

Há um acordo no PSDB sobre como definir o candidato. Quais serão os critérios?
As circunstâncias. As outras candidaturas. Hoje, nenhum partido definiu de fato. O que aconteceu com Marina Silva e Eduardo Campos era inteiramente imprevisível.

Como deve ser o processo?
Terá que haver conversas entre dirigentes. Auscultar o partido. Formalmente, a convenção é em junho.

Mas e em março?
Em março, a partir de março, se se achar que não tenha condições de maturidade para se tomar uma decisão.

É possível uma chapa presidencial do PSDB composta com Aécio Neves e José Serra?
Não temos candidato ainda. Imagine escolher vice a esta altura. Decidir que vice é do PSDB sem ter o quadro dos aliados já definido.

Se Aécio for o candidato a presidente, o PSDB e o sr. estarão unidos em torno dele?
É a minha grande aspiração, que o PSDB esteja unido. Com quem for o candidato. E eu trabalharei para isso, não tenha dúvida.

Fará campanha, de maneira incessante, a favor de Aécio?
Farei, farei. Trabalharei para que a haja unidade, primeiro. E segundo, havendo unidade, para que a unidade se projete na campanha.

Acha que Aécio fez campanha para o sr. com a intensidade que deveria ter feito em 2010?
Ele fez campanha me apoiando, segundo a estratégia que adotaram em Minas, inclusive no segundo turno.

Qual estratégia?
De ganhar eleição no governo estadual. Isso sempre é um fator que se impõe. Para deixar bem claro: eu não perdi a eleição porque podia ter tido mais votos em Minas. A derrota em 2010 foi porque tudo crescia 10% --a massa de salários, o crédito ao consumo. Foi um período de euforia, com o governo Lula lá nas nuvens de avaliação.

Qual dos dois, Aécio ou Serra, estaria mais à esquerda hoje?
Engraçada a pergunta. Acho que categoria esquerda-direita já é meio batida.

O sr. está à esquerda ou à direita de Aécio?
À direita, não estou.

À esquerda?
Depende do ângulo que se olhe. Tenho uma biografia de militância de esquerda longa. São histórias diferentes, difíceis de comparar. Não dá para comparar banana com laranja. São formações diferentes, perfis diferentes, personalidades diferentes. É muito difícil. Acho que ambos somos, para usar um termo genérico, progressistas.

Se não for candidato a presidente, o que pretende fazer? Disputar uma vaga ao Senado?
Tem diversas possibilidades. Não me detive a analisar nenhuma.

CHINESA SÓCIA DA PETROBRAS NO CAMPO DE LIBRA SOFRE DEVASSA POR CORRUPÇÃO

CHINESA SÓCIA DA PETROBRAS NO CAMPO DE LIBRA SOFRE DEVASSA POR CORRUPÇÃO

Estatal chinesa sócia da Petrobras no campo de Libra — a maior reserva de pré-sal — sofre devassa por corrupção


Xi Jinping, já eleito presidente em novembro passado, dirigindo-se ao Congresso Nacional do Povo da China: combate à corrupção não era só conversa fiada (Foto: AFP / Getty Images)
Xi Jinping, já eleito presidente em novembro passado, dirigindo-se ao Congresso Nacional do Povo da China: combate à corrupção atingiu a CNPC, gigante petrolífera que fatura quase meio trilhão de dólares por ano e é sócia da Petrobras na exploração do campo de Libra, a maior reserva descoberta até hoje no pré-sal (Foto: AFP / Getty Images)

O assunto passou praticamente em branco no avassalador noticiário sobre o recente leilão para exploração do campo de Libra, a maior reserva de petróleo na camada de pré-sal descoberta até hoje. Mas o fato é que uma das empresas integrantes do consórcio vencedor, a gigantesca estatal chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC), está sendo alvo da mão de ferro contra a corrupção que o novo presidente da China, Xi Jinping, anunciou ao tomar posse, há um ano.
 
Um colosso que fatura quase meio trilhão de dólares por ano e comanda uma rede de subsidiárias, a CNPC é um dos esteios da economia chinesa e virou alvo do presidente justamente pelo seu porte — e, claro, pelo que ocorria lá dentro.
 
Quem achava que a campanha de Xi tinha efeitos propagandísticos passageiros surpreendeu-se quando o presidente, depois de formalmente ouvido o órgão de controle e disciplina do Partido Comunista Chinês, mandou afastar da CNPC alguém que era mais do que um chefão da empresa, mas também uma figura em ascenção na complexa política chinesa — o vice-presidente da companhia,Wang Youngchun, assim como o vice-presidente da PetroChina, uma filial da CNPC, Ran Xinquan, e mais dois altos dirigentes – todos eles da mesma forma dinamitados dos cargos que ocupavam no Partido.

china national petroleum corporation

A chacoalhada na empresa que detém 10% do consórcio vencedor do leilão de Libra já era esperada por conhecedores da política chinesa desde que, em um corta-cabeças anterior, caíra Jian Jieming, justamente diretor do órgão encarregado de supervisionar as enormes empresas públicas chinesas.
 
Como de hábito no fechado regime chinês, o governo não divulgou os motivos concretos dos afastamentos, embora os dirigentes já estivessem sob a acusação formal de ter cometido “graves violações de disciplina”, maneira eufemística que, na China, costuma ser utilizada para encobrir o embolsar de subornos ou outros atos de corrupção.
 
A ação de limpeza não se limitou à alta cúpula, mas também se estendeu de forma radical e fulminante empresa afora: nada menos do que 1.000 altos e médios executivos da gigante petroleira receberam ordens de entregar os passaportes à polícia e informar periodicamente seu paradeiro às autoridades. No final das investigações, centenas podem ir para a rua — e para a cadeia.
 
Um episódio dramático nesse processo – e também um sinal de que a coisa parece mesmo ser para valer – foi a morte de uma alta executiva de uma das principais fornecedoras da CNPC, a Sichuan Star Cable (cujo nome se manteve em sigilo): ela se suicidou atirando-se do alto de um edifício de Chengdu, a capital da província de Sichuan. O presidente da empresa e dois diretores deixaram de comparecer ao local de trabalho há três meses, coincidindo com o início das investigações sobe a CNPC.

A luxuosa sede da petroleira, em Pequim (Foto: dailyfusion.net)
A luxuosa sede da petroleira, em Pequim (Foto: dailyfusion.net)

Quando o presidente Xi Jinping assumiu o cargo, alguns especialistas em assuntos chineses previram “novos tempos”, em especial no combate ao câncer que se alastra pelas instituições do país e é uma das principais causas de insatisfação da sociedade – a corrupção de agentes públicos.
 
Ao anunciar que iria baixar o porrete, Xi lançou mão de uma das tradicionais metáforas utilizadas pelos líderes comunistas chineses, anunciando que, no Partido e no Estado, seriam investigados “tanto tigres como moscas”. Mas outros dirigentes já haviam feito, no passado, promessas do mesmo tipo, sem que grandes mudanças fossem observadas no cenário de roubalheira e outras irregularidades que campeiam no aparato estatal, e as previsões caíram na vala comum do ceticismo.
 
Xi Jinping, porém, já nas primeiras semanas – conforme registramos no blog – voltou a falar grosso, atacando “vadiagem e roubo” dentro do governo e extinguindo privilégios e mordomias em um dos sacrossantos e em geral intocáveis baluartes do regime chinês, o Exército.
 
Depois, causando grande impacto junto à opinião pública e repercutindo fortemente no exterior, veio o longo e ruidoso julgamento do popular e influente ex-líder Bo Xilai, ex-prefeito, ex-governador de província, ex-ministro, ex-chefe do Partido em Chongking – distrito no Sudoeste da China com 7 milhões de habitantes na capital e 34 milhões em sua área de influência – condenado à prisão perpétua por supostos corrupção e abuso de poder. Aos 57 anos, Bo por pouco escapou da pena de morte.

china jian jiemin
Jian Jiemin, dirigente do órgão fiscalizador: também expurgado e excluído do Partido Comunista (Foto: Agência Nova China)
 
Mas, na China como em qualquer parte, a luta contra a corrupção encerra também uma disputa pelo poder, ou a reafirmação de quem o exerce.
 
No caso, o novo presidente parece estar querendo minar a influência ainda mantida por Zhou Yongkang, ex-membro do poderoso Politburo (o pequeno núcleo de 25 principais dirigentes do Partido Comunista, sete dos quais — os integrantes do Comitê Permanente — detêm o poder real) e ex-chefe do chamado Comitê Central Político e Legislativo, organismo que disfarça, sob esta nomenclatura inocente, a tarefa de supervisionar os órgãos de segurança e as instituições policiais da China.
 
Zhou, o ex-czar da segurança na China, em rara foto ao lado do hoje condenado à prisão perpétua Bo Xilai (Foto: scmp.com)
Zhou, o ex-czar da segurança na China, em rara foto ao lado do hoje condenado à prisão perpétua Bo Xilai (Foto: scmp.com)

O ex-czar da segurança foi governador da província de Sichuan, de onde também é originária a maioria de seus protegidos que vêm caindo em desgraça. Há rumores de que Zhou, afastado de suas funções em novembro, está sob prisão domiciliar. Seu filho, Zhou Bin, também ocupante de cargo importante no Partido, foi preso há três meses em Chengdu.
 
Tal como os demais, o problema de Zhou parece ter sido sua proximidade com o hoje maldito Bo Xilai.

02 de novembro de 2013
Ricardo Setti - Veja