quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fazendo a Diferença

Fazendo a Diferença
O segredo é ter feito uma diferença.







Ser rico, famoso ou poderoso 
tem sido o objetivo da maioria 
das pessoas, mas sempre falta 
algo. Recentemente, ouvi sobre 
uma nova postura ética de sucesso, que vale a pena resumir aqui, porque na época 
ninguém noticiou.
Numa reunião no World Economic Forum, em Davos, o local onde o mundo empresarial 
se reúne uma vez por ano em janeiro, um empresário que acabava de fazer um tremendo 
negócio foi convidado numa das várias sessões a expor suas idéias.
Primeiro perguntaram como ele se sentia, subitamente um bilionário. Sem pestanejar 
um único minuto, ele afirmou que o dinheiro não lhe pertencia, e que doaria toda sua 
fortuna a instituições beneficentes.
“Sou simplesmente fruto do acaso, tenho os genes certos e estou no momento certo,
 no setor certo. É difícil falar em ‘mérito’ numa situação dessas.”
“Se eu, o Bill Gates aqui presente, ou então o Warren Buffett, tivéssemos nascido
 2.000 anos atrás, nenhum de nós teria tido o porte atlético necessário para se tornar
 um general do Império Romano, posição de destaque equivalente à nossa, na época. 
Teríamos sido trucidados na primeira batalha.”
Alguns seres humanos sempre estarão momentaneamente mais adequados ao ambiente 
que os outros e receberão, portanto, melhores salários, apesar do esforço dos demais.
A ideia da meritocracia, tão decantada pela direita conservadora como justificativa 
para a sua riqueza, cai por terra se levarmos em consideração a nova teoria de que 
somos todos frutos do acaso genético das interpolações do DNA de nossos pais.
Se nossos genes são mero acaso da variação genética, falar em QI, mérito, proeza 
atlética e se achar merecedor de 100% dos ganhos que esses atributos nos proporcionam
 não faz mais muito sentido. O que há de meritocrático em ter os genes certos?
Ninguém está sugerindo o outro extremo de salários iguais para todos, porque toda
 sociedade precisa incentivar os que se esforçam mais, os que trabalham melhor e
 especialmente os que assumem riscos e têm a coragem de inovar.
O que essa nova postura sugere delicadamente é uma maior humildade e generosidade
 daqueles que ganham fortunas por ter uma inteligência superior, um porte atlético 
avantajado ou um talento excepcional. Por trás de toda “fortuna” existe um elemento
 de sorte, muito maior do que os “afortunados” gostariam de admitir.
Mas a frase que mais tocou a plateia estarrecida foi esta: “Mesmo doando toda a minha 
fortuna”, disse o empresário, “continuará a existir uma enorme injustiça social no mundo.
 Eu terei tido um privilégio que muitos não terão. O privilégio de ter feito uma diferença
 com o meu trabalho e minha vida.”
Segundo essa visão, o mundo é dividido entre aqueles que fizeram ou não uma diferença 
com sua vida, o dinheiro não é o objetivo final. E existem inúmeras maneiras de fazer uma diferença, 
desde inventar coisas, gerar empregos, criar produtos, até ajudar os outros com o dinheiro obtido.
Aproximadamente 55% dos empresários americanos não pretendem legar sua fortuna aos filhos. Acham 
que estariam estragando sua vida gerando playboys e um bando de infelizes. Percebem que o divertido
 na vida é chegar lá, não estar lá. Ser filho de empresário e receber de mão beijada uma BMW, um
 Rolex e uma supermesada não é o caminho mais curto para a felicidade. Muito pelo contrário, é uma 
roubada.
Por isso, os ricos de lá criaram instituições como a Fundação Rockfeller, a Fundação Ford, a Fundação
 Kellogg, a Fundação Hewlett. No Brasil, estamos muito longe de convencer os empresários a fazer o
mesmo, razão pela qual sua fortuna provavelmente virará mais um imposto. O imposto sobre herança.
O segredo da felicidade, portanto, não é ganhar dinheiro, que a maioria acabará perdendo de uma 
forma ou de outra. O segredo é ter feito uma diferença.
Revista Veja, Editora Abril, edição 1838, ano 37, nº 4, 28 de janeiro de 2004, página 22

LEITE MATERNO PROMOVE MELHOR CRESCIMENTO DA FLORA INTESTINAL

(1)
O leite materno provoca um crescimento da flora intestinal de crianças de modo diferente do que é observado naquelas que usam preparados de leite industrializados. Assim, o leite materno fomenta a formação da flora microbiótica no trato intestinal, o que permite a absorção de nutrientes e o desenvolvimento do sistema imunológico.
Foto


LEITE MATERNO PROMOVE MELHOR CRESCIMENTO DA FLORA INTESTINAL (2)
Estudos anteriores já demonstraram que o leite materno reduz a incidencia de infecções por diarréia, gripe e doenças respiratórias durante a infância, ao tempo em que protege o organismo contra o desenvolvimento posterior de alergias, diabetes Tipo 1, esclerose múltipla, além de outras doenças. Conseguir saber como o leite materno transmite seus benefícios poderá ser útil para conhecer o desenvolvimento de fórmulas infantis que melhor imitam a natureza.
BEBER EM EXCESSO FAVORECE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE (1)
O consumo excessivode alcool parece levar a uma especie de reprogramação do cérebro fazendo com que a pessoa fique mais susceptivel aos trantornos de ansiedade. Tem sido observado desde há muito tempo uma relação entre alcoolismo e transtornos de ansiedade, com o transtorno do estresse pós-traumatico, pois quem bebe mais tem maior risco de eventos traumáticos como acidentes automobilisticos e violencia doméstica, mas isso explica apenas parcialmente a conexão.
BEBER EM EXCESSO FAVORECE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE (2)
Um estudo recente da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, revela que o consumo excessivo de alcool reconecta os circuitos do cérebro, tornando mais dificil aos alcoolista que se recuperem osicologicamente depois de uma exeriencia traumática. A exposição crônoca ao alcool pode causar um deficit na forma como os centros cerebrais cognitivos controlam os centros emocionais no cérebro, ou seja, pode prejudicar o mecanismo crítico de recuperação depois de um trauma, o que aumenta o risco de vir a sofrer de estresse pós-traumático.

O Patrimônio Líquido Nacional


O Patrimônio Líquido Nacional

A ciência econômica infelizmente nunca desenvolveu o conceito de Patrimônio Líquido, utilizado por todos os contadores, analistas e administradores quando avaliam o desempenho das empresas.
Para medir o desempenho de um país, preferiu-se usar o conceito de Produto Interno Bruto, aquilo que se produziu durante o ano avaliado.
Tanto faz para a Ciência Econômica se o produto dura um mês ou vinte anos para ser incluído no PIB.
Tanto faz para a Ciência Econômica quantos meses duram sapatos, casas, imóveis, celulares, TVs, computadores, eletrodomésticos, carros, calçadas, estradas, pontes, prédios, vidros, tinta etc. que entram no cálculo do PIB.
Riqueza, sob essa definição, é quanto uma geração gasta por ano, e não quantos anos um produto é útil, ou quanto uma Economia deixa de herança para a próxima geração.
Por isto estamos num mundo de desperdício, consumismo desenfreado, destruição do meio ambiente, porque nossos governos ouvem as pessoas erradas, e usam as métricas e “benchmarks” equivocados. 
Usar uma medida criada por Adam Smith, em Riqueza das Nações, por 300 anos, é algo assustador. Mas é algo que a imprensa e nossos formadores de opinião não questionam.
Se usássemos o conceito de Patrimônio Líquido Nacional, saberíamos por exemplo que o país A, que fabrica produtos que duram cinco anos, é cinco vezes mais rico do que o país B, que fabrica produtos que duram somente um ano.
Porém, para o FMI esses dois países são rigorosamente iguais.
Na Índia, país considerado pobre por todos, você encontra televisões, bicicletas, geladeiras e carros de 1960 ainda rodando. Vivem quebrando, mas para um pobre que ganha 1 dólar por dia, gastar um dia consertando não é um grande custo.
Ou seja, a Índia é muito mais rica do que se pensa,
Talvez seja por isso que o Brasil não se preocupa com qualidade total, durabilidade e confiabilidade, tão discutidas em administração.
Para que incentivar serviços públicos de qualidade, por exemplo, se entram no PIB do mesmo jeito?
Nossas estradas são feitas para durar só quatro anos, até a reeleição. 
Ou, para que se necessite tapar buracos depois aumentando duplamente o PIB?
Os três livros de introdução à economia mais usados no mundo nem incluem a palavra durabilidade no índice remissivo. Veja Mankiw, Formação Ecônomica do Brasil-Celso Furtado, Samuelson.
Não é considerada uma variável econômica, como juros e câmbio, analisados exaustivamente em capítulos inteiros dedicados ao assunto.
Tanto é que os governos de 1964 para cá criaram dezenas de “incentivos” para produzir no Nordeste, mas não para produzir produtos “durabilidade acima da média”.
Tivemos políticas econômicas para “substituir importações”, mas não para produzir produtos resistentes.
Tivemos políticas para “exportar e gerar divisas” mas não para fazer produtos com qualidade.
Nunca nossos Ministros da Economia criaram incentivos fiscais para aumentar a durabilidade dos produtos que fabricamos, o que para um país pobre seria uma importante solução.
Mas a ditadura da métrica equivocada do PIB gera outras consequências nefastas, que na Administração Econômica, na mão de administradores, jamais teríamos. 
Nossos “desenvolvimentistas” nunca lutaram pelo financiamento de casas usadas, que os mais pobres poderiam comprar, porque imóvel usado não entra no PIB pelo qual eles são avaliados.
As geladeiras de nossos avós duravam vinte anos, até que inventaram a chamada “obsolescência programada”, obrigando os consumidores a comprar uma nova geladeira a cada cinco anos, o que aumenta o PIB, mas reduz violentamente o patrimônio nacional.
Países ricos, local de origem dessas teorias, incentivam a obsolescência programada porque neles o consumidor já tem tudo.
Isto leva a políticas econômicas que estimulam a inovação e obsolescência para criar um jeito de o consumidor jogar fora o produto antigo, comprar um novo e assim aumentar o PIB.
Pobre não quer nada disso; pobre quer durabilidade, qualidade e confiabilidade para não ter de comprar a mesma coisa duas ou mais vezes na vida.
Ele quer uma geladeira que dure, que possa ser revendida como usada sem perder metade do valor e que tenha peças de reposição disponíveis por vinte anos.
Lutar por uma melhor distribuição de renda no Brasil para que pobres possam em seguida comprar produtos descartáveis não resolverá o nosso problema da pobreza, algo que Celso Furtado, Guido Mantega e Dilma não percebem.
Será que nenhum jornalista econômico não percebe essa contradição? Claro que não. 
Se calculássemos o Patrimônio Líquido Nacional descobriríamos que nosso patrimônio líquido não para de cair com os direitos e dívidas criados pela Constituição de 1988.
Que esta geração está longe de deixar um patrimônio para seus filhos, mas deixará uma monstruosa dívida pública e atuarial.
Talvez por isso ninguém ouse calculá-la.
Criamos uma economia mundial que incentiva produtos descartáveis, criamos uma sociedade consumista, predadora e destruidora, tudo isso para maximizar o PIB.
O endeusamento do PIB e do pleno emprego como meta política é a causa do aquecimento global, da destruição da ecologia, do desmatamento florestal, da poluição global e do crescimento exponencial do lixo.
Algo para se pensar

O endeusamento do PIB e do pleno emprego como meta política é a causa do aquecimento global, da destruição da ecologia, do desmatamento florestal, da poluição global e do crescimento exponencial do lixo.

A Sedução do Tudo Grátis



A Sedução do Tudo Grátis












Estudar para quê, se podemos obter tudo grátis.
Que incentivo nossos jovens têm para estudar e obter uma
 competência, se até os 21 anos a maioria daquilo que querem
 obtém de graça?
Não é por acaso que o sonho de todo brasileiro é ganhar no bingo,
 na loteria, no jogo do bicho, na corrupção ou arrumar um emprego 
público atendendo mal o cliente que não tem como reclamar.
Quando adultos, vão sonhar em ser professores com direito ao que 
nossos intelectuais chamam de o ócio criativo, o best seller do Domenico
 De Masi, por sinal só no Brasil.
A sedução do tudo grátis começou com nossa colonização, quando 23 pessoas 
receberam terras grátis, as sesmarias.
Atraiu as pessoas erradas, as que são seduzidas pelo conceito do grátis.
Depois veio D.João VI que deu casas grátis a todos de sua corte.
Daí, para a elite pedir aposentadorias integrais paga pelo povo brasileiro foi 
um pulo.
Hoje temos TV grátis, onde se pode assistir a shows, novelas, filmes, sem 
pagar nada. Até noticiários, sem pagar absolutamente nada.
Depois veio o chamado ensino grátis, a escola pública grátis, a universidade
 grátis, como se um jovem com ensino secundário completo fosse um excluído 
da sociedade e não pudesse trabalhar em alguma coisa para pagar pelos seus 
estudos.
Vinte cinco por cento dos americanos trabalharam no McDonald´s porque a 
maioria pagava seus estudos, pelo menos sua mesada.
No Brasil, a UNE nunca parou para pensar que obviamente não há ensino 
grátis, alguém paga estes professores.
Quem paga são justamente os milhares de trabalhadores brasileiros cujos 
filhos não entraram na faculdade.
Mas nossos intelectuais, que irroneamente se auto intitulam de esquerda, 
estão defendendo a espoliação dos pobres para privilegiar a educação dos
 mais inteligentes.
São os mesmos intelectuais e professores que defendem o mestrado grátis
 para marmanjos de 27 anos com curso superior completo.
Defendem o doutorado grátis para pessoas com 35 anos em média, e já 
portadores de mestrados.
Será que este pessoal nada aprendeu de útil para poder trabalhar e pagar 
o restante de seus estudos sozinhos?
Mais um exemplo da espoliação dos pobres pelos mais inteligentes.
Isto não é esquerda, minha gente. Isto não é Administração Socialmente 
Responsável da coisa pública.
Estes indivíduos usam o rótulo de esquerda para encobrir outra coisa.
Recentemente veio o software grátis, a internet grátis, mp3 grátis, 
conteúdo grátis. 
Têm jovens que possuem nos seus computadores mais de 10.000 dólares 
de softwares piratas, ou grátis, US 6.000 dólares de músicas piratas grátis, 
e acham isto aceitável.
Não vai fazer falta a ninguém, Michael Jackson não precisa mais de dinheiro,
 Bill Gates é suficientemente rico como está.
Se tudo é grátis até a adolescência, como manter tudo grátis na fase adulta? 
Por isto criamos no Brasil partidos políticos cujo objetivo é obter uma série
 de benefícios para seus devotos sem pagar absolutamente nada.
Lutamos por um Estado cada vez maior que nos forneça renda mínima grátis, 
aposentadoria grátis, passes de ônibus grátis, saúde grátis, ensino grátis, 
cultura grátis, remédios grátis, o céu é o limite.
Se você é um destes, lamento dizer que você está pagando um preço, um
 preço caro.
Você se tornará dependente daqueles que estão dando algo de graça.
Vamos começar com o primeiro e mais pernicioso dos grátis, a televisão grátis.
Você, em troca do grátis, está aceitando o conceito do anúncio de televisão, 
permitindo grandes empresas monopolistas controlarem a nossa mídia e o 
conteúdo dos programas.
Os donos de TV tremem na base quando um anunciante reclama dos
programas ou do conteúdo de uma TV.
Tente falar com o dono de uma TV, agora.
E se você for o presidente da Nestlé, quanto tempo você acha que
 vai esperar na linha?
Por que a diferença?
Porque a TV é grátis, o anúncio não. 
A Nestlé paga caro pelo anúncio, você paga nada para assistir sua TV.
Agore mudemos de posição.
Comece a pagar pela televisão em troca do compromisso de não ter
 mais anúncios.
Que tipo de país teremos daqui 30 anos?
Um país consumista, um povo induzido a consumir por 3.000 jingles 
por dia.
Somos um país consumista, da telenovela e da pornochanchada, do
 Ratinho e dos filmes violentos porque você apoia a TV grátis.
Mas este não é o maior preço que você está pagando.
Antigamente se estudava música, piano, canto e poesia, com o objetivo 
de entreter a família e os amigos numa noite gostosa.
Uma noite fraternal e gostosa onde se discutia e aprendia com os mais 
velhos e se criavam laços de amizade.
Hoje, toda a família fica muda diante da TV, amigos não vem mais visitar, 
todo mundo separado porque a TV é grátis. Nem junto a família fica, cada 
um no seu quarto assistindo seu programa favorito.
Este é o preço que pagamos pela TV grátis.
Hoje a maioria dos nossos jovens nao lê livros, porque livro custa, e não dá 
para competir com quem vende de graça.
Quem lê um livro pode parar a qualquer minuto, pode ajudar as mães a colocar
 a mesa, pode responder a uma pergunta do irmão.
Uma TV não para, e a família tem de ouvir. “não me interrompa, estou assistindo TV”.
O ensino grátis também tem um enorme custo. Primeiro, para aqueles pais cujos
 filhos não são tão inteligentes e que estão pagando por você.
Por que justamente os mais inteligentes não precisam pagar pelo ensino?
Por que tipo de sociedade justa nossos pseudo intelectuais estão lutando?
Por que nossos intelectuais não ensinam justamente os menos inteligentes, 
aqueles que mais se beneficiariam da educação?
Todo mundo sabe que os mais inteligentes darão certo com ou sem educação
. 80% dos alunos da USP desiste dos cursos por desmotivação e por achar as aulas
 perda de tempo, e eles não ficam mais pobres por isto.
O vestibular é uma estratégia egoísta dos nossos intelectuais porque sabem
 que é muito mais fácil ensinar jovem brilhante que não precisa de muito para
 aprender.
Uma das mentiras mais escabrosas divulgadas por estes acadêmicos especializados
 em educação, é a de que quanto mais educação, maior é a renda do aluno, e por 
isto sugerem cada vez mais gastos em educação.
Na realidade, renda correlaciona-se com inteligência e se eu selecionar os mais 
inteligentes, é óbvio que quem sai da faculdade ganhará mais.
Ou seja, ensino grátis para os mais inteligentes não é uma justiça social, pelo
 contrário.
Meus colegas de Harvard estudavam 10 vezes mais do que eu que recebi uma
 bolsa do governo brasileiro.
Isto porque Harvard era uma universidade paga, apesar de ser uma fundação 
sem fins lucrativos.
Por ser paga, os alunos estudavam que nem loucos para poder pagar a dívida
contraída, o crédito educativo.
Criaram um sistema onde os mais inteligentes estudam como uns loucos.
Nós temos um sistema onde os mais inteligentes não têm incentivo maior

 para estudar, e pior ainda, onde os professores não têm estímulo para dar 
o melhor de si.
Para minha surpresa, os alunos reclamavam quando a aula era mal dada. 
Exigiam seu dinheiro de volta quando o professor faltava, o que raramente
 acontecia.
Os professores ganhavam bem, estudavam o que havia de mais novo, se
preocupavam quando um aluno não aprendia.
Isto porque quem pagava era o aluno, não o Ministério da Educação de 
Brasília.
Ensino pago pelos outros é um engodo para acobertar a falta de compromisso
 com a educação.
E o resultado está aí, alunos com diploma mas sem conhecimento.
Se tudo é grátis e fácil de obter, para que estudar e se preparar para o trabalho? 
Para que aprimorar o seu talento, se não há necessidade da dar algo em troca?
Muitos professores ensinam seus alunos que tudo deveria ser grátis, a renda, 
terras, o ensino, as aposentadorias, a saúde, o teto, a comida.
Estão criando um povo dependente, submisso, sem iniciativa, que irá votar no 
sistema e manter os distribuidores do dinheiro alheio no poder.
Uma vez instalada a cultura do tudo grátis, não há mais volta.
Não há partido político capaz de vencer uma eleição propondo a volta do 
tudo pago. Você está caindo no canto da sereia, uma advertência lançada
 2.500 anos atrás na Odisseia de Homero.
Mas o pior de tudo é que o pessoal que prega o software livre, o ensino 
gratuito, o tudo grátis, está pregando o egoísmo, o mais puro dos egoísmos, 
o de receber e não dar nada em troca.
Pense um pouco antes de ficar furioso comigo.
O que você já deu em troca para a TV Globo pelas novelas grátis, noticiário 
grátis, filmes grátis?
O que você já deu em troca pelos softwares grátis?
Quantos programas você fez e disponibilizou na internet?
Quantas músicas você compôs e disponibilizou na internet?
Isto tem um preço que você ainda não percebeu.
Você lentamente vai perdendo sua autonomia sem saber.
É uma forma de dependência que lhe destruirá a alma, pode crer.
Vou lhe dar um exemplo assustador.
Se eu tivesse cobrado por este texto você provavelmente nunca teria lido
 estas críticas e alertas.
A TV, os políticos, os anunciantes, só querem fazer o que lhes agrada, nunca
 mais você terá um pai ou um avô que tem a ética de lhe contrariar, o altruísmo

 punitivo tão importante para a manutenção do tecido social.
Nunca mais você irá ler alguma coisa que não lhe agrade, uma crítica que lhe 
faça pensar.
Portanto, lembre-se na próxima vez que você assistir alguma coisa grátis, 
quem está lhe manipulando jamais fará algo para lhe constranger.

Quando 23 portugueses receberam terras grátis, as sesmarias, atraímos as 
pessoas erradas, as que são seduzidas pelo conceito do tudo grátis.

Seja Um Administrador Socialmente Responsável


Seja Um Administrador Socialmente Responsável










A crise de 2008 foi causada por vários grupos de profissionais, além 
dos capitalistas de Wall Street.
1. Foi causada por Matemáticos, Físicos, Quants e Rocket Scientists 
que passaram a “administrar” fortunas de terceiros sem formação em 
administração, pessoal, crisis management.
Eram verdadeiros nerds a quem se deu responsabilidade em demasia.
Minha gente, eles continuam hoje na ativa estudando no INSPER e IBMEC,
 coisas como High Frequency Trading, que vai gerar outra crise no futuro.
2. Foi causada por Acadêmicos e Prêmios Nobel que provaram por A mais B 
que os bancos poderiam aumentar a sua alavancagem até 40 vezes, sem 
aumentar o risco. O Lehman Brothers tinha quatro executivos formados 
em Economia, entre os cinco principais executivos do Banco.  
3. Foi causada pela crença que qualquer um pode administrar recursos de
 terceiros, que Engenheiros da Poli podem ser contratados sem mais nem 
menos pelo Banco Itaú, que formados pelo IBMEC podem usar métodos 
quantitativos para ganhar um milhão de reais antes dos 30 anos.
Este não é o capitalismo pelo qual lutei quando me associei à Revista Exame 
há 40 anos.
Este não é o capitalismo que todos aqueles que fundaram o Instituto Ethos 
de Responsabilidade Social imaginavam.
Poderemos criar Administradores Socialmente Responsáveis, como muitos 
já existem, em número e qualidade suficiente para termos um mundo melhor? 
Este é o desafio. No Brasil ainda não temos uma única Faculdade de Administração
 que pretenda formar Administradores Socialmente Responsáveis. 
Talvez porque Administração Socialmente Responsável não seja uma escola de
 Administração que prometa lucros maiores e salários maiores nem garanta o 
um milhão de reais antes do 30 anos, como a INSPER e o IBMEC.
ASR é um movimento ético.
É uma ideologia, como era o Socialismo e o Capitalismo da Escola Austríaca ou 
de Chicago.
É um movimento político.
É próxima a uma religião porque exige crença, fé, e não podemos provar que
 ela é uma administração superior às demais escolas.
É uma carreira voltada para a liderança, de líderes que irão servir a sociedade e 
não somente os interesses de Wall Street ou da burocracia do Estado.
Se você queria ser assistente social, pastor, padre, sociólogo, marxista-leninista,
 da velha esquerda, ou neoliberal, da Escola Austríaca ou de Chicago, pense em
 ser um Administrador Socialmente Responsável.
É mais moderno, é a profissão ou postura ética do futuro. 
Seja um verdadeiro líder, um líder social, um líder preocupado com os 
stakeholders, e não somente o stockholder capitalista. 
Seja o líder de 1.000 pessoas que se juntam num ambiente propício para a
criatividade, cooperação humana, produção de produtos ecologicamente 
sustentáveis, onde não há discriminação de pessoas estranhas e diferentes. 
Seja um líder servidor, e não um líder que quer ser servido por milhares de 
contribuintes ou milhares de trabalhadores mal pagos.
E lamento dizer, você provavelmente só será presidente desta empresa de 
1.000 pessoas por quatro anos, sem direito a reeleição.
Lamento dizer que você provavelmente terá que se preparar para este cargo 
30 anos a fio, revoluções não fazem parte do nosso ideário.
Caso contrário, nem adianta se candidatar.
Os adeptos de um Capitalismo Socialmente Responsável têm tido vários inimigos
 como os defensores do Neoliberalismo, do Liberalismo, do Socialismo, do 
Comunismo, do Capitalismo de Estado, do Fabianismo, do Conservadorismo, 
do Sindicalismo, do Empreguismo, do Funcionalismo e têm nos combatido por 
óbvias razões.
No Capitalismo Socialmente Responsável todos têm direito a voto, todos 
participam, todos são ouvidos.
As  sugestões de todos são levadas em consideração. Todos têm coach
câmaras de resoluções de conflitos, governança corporativa, prestação 
de contas, auditoria interna e externa, contabilidade just in time
contabilidade de custos, orçamento, continuidade de projetos, planos
 estratégicos, enfim.
A escolha é sua.
Entre um Capitalismo de Estado, um Capitalismo Selvagem, um Capitalismo
 onde Tudo Pode, um Capitalismo de Mercado Regulado pelo Estado de 
um lado ou um Capitalismo Socialmente Responsável controlado pela ética, 
preparo profissional, governança e supervisão recíproca.
Algo Para Se Pensar.

Cuide de Sua Integridade Intelectual

Cuide de Sua Integridade Intelectual

O futuro é para ser feito, não para ser previsto.
Esta é a grande linha divisória que divide administradores de um lado, e os sociólogos, cientistas políticos e acadêmicos de outro.
Muitos cientistas sociais tentam prever o futuro, para administradores o futuro é feito com suor e lágrimas.
A maioria dos administradores não pretende ficar rico assessorando especuladores, porque a maioria acredita que o futuro não dá para ser previsto.
O máximo que cada um de nós pode fazer é ter uma vaga ideia do que poderá acontecer, podemos saber o jeitão da coisa, e nada mais.
Existe sim uma luta de classe neste país, mas é entre aqueles que acham que o futuro é científico e previsível e aqueles que acham que o futuro traz surpresas que precisam ser bem administradas.
É a luta de classes entres os intelectuais que acham que sabem, e o resto da população que acha que não sabe tanto, mas trabalha produzindo coisas todo dia, não ideias.
E, para piorar a situação, a maioria dos intelectuais não é motivada por dinheiro. Se fossem não escolheriam a profissão de acadêmicos.
Intelectuais são movidos por prestígio, entrevistas na imprensa, plateias e programas de televisão.
Aparecer em público ou simplesmente aparecer, é a sua moeda de troca, a sua motivação.
E aí a questão que todo intelectual é forçado a enfrentar é: devo dizer o que eu penso, ou devo dizer o que a plateia quer ouvir.
Se meu compromisso é com a integridade intelectual, a minha opção é a primeira.
Se meu compromisso é com a vaidade, a segunda opção é que vence.
Ser pobre e ao mesmo tempo desconhecido é a morte para o intelectual.
Pobreza foi o preço que ele pagou para conseguir a fama intelectual.
Todo professor reclama de seus baixos salários, e com razão.
Intelectual paga um preço muito alto se disser algo que nenhum veículo publica ou jornalista quer ouvir.
Woody Allen retrata este personagem no filme Zelig. Zelig é uma pessoa tão amável, tão desejosa de agradar que concorda com tudo o que a pessoa ao lado diz. 
Só que Zelig acaba indo ao psiquiatra com sério problema. Ao querer ser todo mundo, ele acaba sendo ninguém.
Sendo ninguém, e não tendo opinião própria, ele acaba esquecido, o contrário do que o intelectual politicamente correto maria vai com a onda do momento pensa.
Acadêmicos tentam em vão prever 
o futuro, para administradores o futuro 
é feito com suor e lágrimas.