segunda-feira, 15 de julho de 2013

Edward Snowden e a ética da delação



As recentes revelações sobre a amplitude e os detalhes do gigantesco programa de vigilância realizado pela NSA (National Security Agency — a Agência de Segurança Nacional dos EUA) só foram possíveis por causa das medidas de um só indivíduo, Edwar Snowden, o homem que delatou tudo e que atualmente está tendo de viver escondido para se proteger da fúria do governo americano, cujos segredos indecorosos e apavorantes foram tornados públicos por Snowden.
Não obstante as seguidas negações de seus funcionários, já está agora evidente que a NSA comanda uma rede de espionagem especializada em coletar dados, em quantidades maciças, sobre as comunicações privadas feitas por cidadãos não-americanos e também algumas comunicações privadas feitas por cidadãos americanos.  E ela espiona seus alvos sem nenhum mandado individual e sem nenhum requisito que aponte causa provável em relação a qualquer um dos indivíduos cujas comunicações são coletadas.  Em vez disso, todo o programa opera sob um amplo sistema de mandados baseados em procedimentos, no qual uma corte especial e clandestina ouve em segredo as submissões do governo e entãodiligentemente aprova procedimentos gerais para uma vigilância em massa, sem qualquer argumento ou resistência em contrário.  Os mandados permitem espionagem em massa e armazenamento de dados ao bel-prazer dos analistas da NSA.  E tais mandados estão claramente em desacordo com o princípio de se evitar buscas desarrazoadas, as quais são expressamente proibidas pela Constituição americana em sua quarta emenda.
Comprovando o velho provérbio de que nenhuma boa ação passa impune, Snowden está sendo acusado pelo governo americano de roubo de propriedade governamental e divulgação não-autorizada de material de defesa e de inteligência.  Ele também está sendo submetido a uma ampla difamação orquestrada pela mídia pró-governo, pela qual ele tem sido chamado de "traidor" e de "Chapeuzinho Vermelho travestido".  Glenn Greenwald, o principal jornalista responsável pela publicação do material vazado, também virou o centro das atenções da mídia, e tem sido acusado de ter cometido um crime ao publicar o material vazado.  Medalhões da mídia pró-governo questionam se ele também não deveria ser indiciado por ter "ajudado e incitado" Snowden.  Obviamente, é preferível passar por isso a ser sufocado por um saco plástico ou receber uma bala no cérebro, mas tal postura não ajuda em nada a criar um ambiente de abertura e transparência em relação à conduta do governo.
Para os defensores do governo americano e de seu maciço e poderoso aparato, Snowden é um criminoso, alguém que merece ser desprezado e encarcerado (e, para alguns, assassinado).  Para outros, ele é um intrépido investigador que teve êxito em revelar as transgressões do governo, tarefa na qual vários outros haviam fracassado.  Porém, mesmo para alguns de seus defensores, Snowden é um "herói infrator", um homem que "roubou" documentos do governo para expor as atividades de suas mais corruptas e secretas agências.  Tais circunstâncias nos obriga a refletir acerca desta seguinte pressuposição: é legítimo o governo reivindicar a propriedade das informações secretas que ele colheu?
Implícita nesta acusação de que os documentos foram "roubados" e que houve uma "revelação não-autorizada" está a suposição de que os documentos e as informações em questão são propriedade legítima do governo, e que a divulgação de seu conteúdo requer a autorização do governo.
Considerações acerca da lei positiva vigente sobre esta questão podem ser resolvidas recorrendo aos estatutos do governo americano, e não é nenhuma surpresa que haja estatutos que contenham onerosas proibições a ações que solapem a autoridade do governo.  Cláusulas da Lei de Espionagem, de 1917, estão sendo agora utilizadas contra Snowden para tentar colocá-lo na cadeia.  Porém, mais interessante do que a consideração das cláusulas de uma lei criado pelo Congresso americano é recorrer à ciência da jurisprudência para determinar a seguinte questão normativa: quando a delação deveria e quando não deveria ser considerada uma ação criminosa?  Esta é uma questão jurisprudencial importante, uma vez que é comum as pessoas concordarem com a visão de que a delação deveria ser uma atividade protegida, mesmo quando ela "viola a lei" no sentido de violar obrigações contratuais ou legislações de sigilo.
Delatores e obrigações de confidencialidade
A delação envolve a revelação de uma ilegalidade ou de conduta imprópria que está ocorrendo dentro de uma organização.  Isso necessariamente envolve a divulgação de informações secretas para além dos limites permitidos por aqueles que estão tentando mantê-las secretas.  Normalmente, tal ato envolve a publicação e a revelação para o público geral.  Em decorrência do fato de que delatores existem dentro da organização que eles estão delatando, eles quase sempre estão sob alguma exigência contratual ou estatutária de não revelar a informação que estão revelando.  Se um indivíduo aceita ao pé da letra estas obrigações, então seria de se imaginar que a delação deve sempre ser considerada uma infração da lei, e possivelmente também um desvio de ética, ao menos na medida em que envolve uma quebra de contrato perante a organização em que o delator está empregado.  De acordo com esta visão, a delação jamais pode ser legalmente justificada; somente se houver um imperativo ético para se quebrar a lei é que tal ato pode ser justificado eticamente.
Contratos de confidencialidade fazem parte, e legitimamente, do gerenciamento de vários tipos de organizações, e em muitos casos eles são indispensáveis para um funcionamento bem-sucedido da organização.  Isso vale para a maioria das profissões legítimas e, é claro, para todas as ilegítimas.  Pessoas e organizações podem perfeitamente incorrer em contratos de confidencialidade deste tipo, e é fato que esses contratos criam obrigações legais e éticas justificáveis para os lados envolvidos.  Se uma pessoa concorda em manter confidencialidade ao lidar com um empregador ou cliente, e concorda em manter em segredo materiais confidenciais, então isso normalmente seria um contrato legítimo que iria vincular a pessoa a cumprir sua promessa.  O não cumprimento seria uma quebra de contrato, e poderia também acarretar a quebra de outras obrigações legais (por exemplo, deveres fiduciários).
No entanto, há uma exceção crucial a este tipo comum de arranjo contratual: contratos de confidencialidade não são legítimos e não deveriam ser considerados éticos ou legais quando são concebidos com o intuito de proteger ações secretas e ilícitas que estão sendo perpetradas por um dos lados.  No direito, trata-se de uma objeção a aquilo que algumas vezes é chamado de "acordos ilícitos".  Em termos gerais, contratos não podem ser considerados legítimos se eles envolvem a realização de uma ação ilícita, ou uma ação que tenha o intuito de aprofundar um propósito ilícito.  Esta é a base sobre a qual é possível considerar a delação uma atividade lícita, não obstante o fato de ela sempre resultar em uma quebra de acordo de confidencialidade.  Sendo assim, um contrato de confidencialidade que protege uma atividade ilícita não é legítimo.
A doutrina dos contratos ilícitos possui uma longa e robusta reputação na jurisprudência e no direito consuetudinário.  Suas bases filosóficas advêm do fato de que contratos são transferências condicionais de direitos de propriedade, e isso faz com que só sejam válidos aqueles contratos cujas ações são consistentes com esses direitos.  O jurista George Strong resume a doutrina dizendo que "... um contrato ilegal é aquele que não pode ser impingido porque sua imposição seria nociva aos melhores interesses do povo."[1]  Contratos ilícitos são normalmente considerados inválidos pelo direito consuetudinário, embora haja regras detalhadas para isso, baseadas parcialmente em uma avaliação de qual lado do contrato é o maior culpado pelos aspectos ilegítimos da questão.
Isso significa que, ao se analisar atividades de delação que envolvam a publicação de documentos ou informações relacionados a atividades ilegais, há uma base filosófica que dá sustento à ideia de que a divulgação não configura uma transgressão da lei, mesmo que a divulgação viole acordos de confidencialidade ou outras obrigações legais que normalmente seriam válidas.  Em tais casos, o delator não é apenas um "nobre infrator"; ele sequer é um infrator.
Esse princípio de que não se pode exigir o cumprimento de acordos ilícitos é violentamente atacado por estatistas que acreditam que o governo pode sim estipular que informações sobre quaisquer aspectos de suas atividades sejam "confidenciais".  Para eles, este simples ato de declaração já vale para sobrepujar o direito de divulgar as atividades ilícitas do governo.  De acordo com esta visão, não importa a natureza da transgressão ou o despotismo de qualquer agência do governo: seus funcionários podem simplesmente decidir que determinadas informações são "confidenciais", e por meio disso obrigar todos os seus funcionários a manter suas transgressões junto ao público em segredo.  Essa visão do poder governamental foi resumida em um recente artigo do professor de direito Geoffrey Stone, que disse que Snowden "... certamente é um criminoso que merece sérias punições."  Stone argumenta que "[o] governo não pode impor termos e condições a todos os seus contratos de emprego.  Por exemplo, constitucionalmente, o governo não pode exigir que seus funcionários concordem em jamais criticar o presidente ou nunca fazer um aborto ou nunca invocar seus direitos de acordo com a Quarta Emenda.  Porém, é algo bem aceito que o governo pode requerer que seus funcionários concordem com algumas condições, e uma delas é a de não divulgar informações confidenciais."
A ênfase dada por Stone a informações "confidenciais" pode a princípio parecer limitar o poder do governo à proteção de apenas uma pequena categoria de restrições legítimas.  Porém, esta é uma suposta exceção que engole a regra.  Afinal, são os agentes do governo que determinam quais informações são "confidenciais" e quais não são.  Logo, dizer que o governo pode legitimamente exigir que seus funcionários não divulguem informações "confidenciais" significa literalmente dizer que ele pode exigir que seus funcionários não revelem qualquer informação que o governo considere que não pode ser revelada.  Sob esta visão, o governo possui toda a arbitrariedade para impedir a divulgação de qualquer informação que ele não queira que se torne de conhecimento público, independentemente da natureza desta informação.
Um dos principais problemas com este tratamento especial dado a informações "confidenciais" é que ele exclui dos ditames da lei algumas das mais importantes áreas do governo.  O status de informação "confidencial" é normalmente atribuído a documentos relativos a questões militares e serviços de inteligência.  No entanto, estas são duas das mais perigosas e importantes áreas do estado.  Aceitar que o status de "confidencial" determine o que pode e o que não pode ser divulgado significa excluir de qualquer investigação algumas das mais importantes ações do governo.  Não é necessário ter profundos conhecimentos de história para entender que tal noção seria extremamente útil para os vários regimes despóticos que assassinaram e escravizaram seus cidadãos utilizando fundamentos "lícitos" para seus próprios atos legislativos.  À luz dessas considerações, nenhum status especial pode ser atribuído a um documento com a justificativa de que a própria entidade que está sob escrutínio alega ter privilégios especiais.
Snowden e o escândalo da NSA
No caso específico do escândalo da NSA, Edward Snowden se infiltrou na NSA da mesma maneira que um policial disfarçado se infiltra em uma quadrilha.  Snowden se candidatou a uma posição na empresa de consultoria Booz Allen Hamilton, que faz extensos trabalhos técnicos para a NSA.  Ele obteve os documentos que foram tornados públicos por meio de seu trabalho como mão-de-obra terceirizada pela NSA, e foi nesta situação que ele foi capaz de obter acesso a documentos secretos do governo que, de outra forma, estariam totalmente fora de seu alcance.  Com efeito, Snowden confirmou que se candidatou a um emprego no Booz Allen Hamilton com a intenção de coletar evidências sobre os programas de espionagem da NSA.  Assim como faria qualquer bom investigador sob disfarce, Snowden se infiltrou em seu alvo fazendo declarações de confidencialidade que ele sabia serem falsas.[2]  E, assim como ocorre com qualquer investigador sob disfarce, isso não lhe fez perder o direito de divulgar detalhes das ações criminosas que ele descobriu.
Não obstante as obrigações contratuais que o trabalho de Snowden lhe impunha, já está claro que as informações vazadas por Snowden revelaram um maciço caso de ilegalidade e conduta imprópria de uma agência do governo dos EUA, em uma escala que levanta temores legítimos de que está havendo uma tentativa despótica de controle.  O sistema de vigilância detalhado nos vazamentos é de uma magnitude sem precedentes na história, ofuscando completamente as operações de vigilância realizadas pelos mais totalitários governos do passado.[3]
De acordo com recentes alegações de um outro delator, o ex-analista de inteligência da NSA Russ Tice, a agência utilizou sua rede de espionagem para obter informações sobre políticos e juízes do alto escalão, o que pode vir a afetar suas próprias operações futuras.  Isso incluía a espionagem de membros do Congresso americano, especialmente integrantes do comitê das forças armadas, de funcionários do Departamento de Estado, de membros do serviço executivo da Casa Branca, e até mesmo do próprio presidente dos EUA (que supostamente foi espionado quando ainda era senador).  Também incluía advogados, escritórios de advocacia e juízes, inclusive juízes da Suprema Corte e dois juízes da FISA [Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA] — estes últimos sendo as próprias pessoas que estão encarregadas de supervisionar judicialmente o sistema de vigilância da NSA.  Outros supostos alvos incluíam oficiais militares de alta patente, grupos civis anti-guerra, bancos, grandes empresas e organizações não-governamentais.
Tudo isso revela explicitamente que há uma agência do governo dos EUA que opera fora do domínio da lei e do estado de direito, conduzindo um programa secreto de espionagem em massa que está muito além de seus poderes legais e constitucionais.  Tais programas são justificados tendo por base uma "lei secreta" que não pode ser disponibilizada ao público para escrutínio e nem comunicada a organismos de controle do Congresso.
Para aqueles que acreditam na não-agressão e na fidelidade aos padrões do direito natural, a sugestão de que ações do governo são legitimadas pela "supervisão democrática" não é aceitável.  Porém, mesmo se fossemos aceitar essa justificativa democrática para o poder coercivo do governo — segundo a qual o governo estaria sob a supervisão dos supostos "representantes" do povo —, não há nenhuma teoria viável sobre a democracia que possa justificar o funcionamento de um programa secreto de espionagem deste tipo.  Qualquer que seja o padrão racional adotado, os programas de espionagem da NSA envolvem atos de conduta imprópria e de transgressões da lei que devem merecidamente ser revelados ao público em geral.
Em decorrência de tudo isso, não é correto considerar que as regras de confidencialidade se aplicam a este caso, e nem muito menos que elas sejam ética ou legalmente vinculantes.  Quaisquer restrições contratuais ou legislativas que normalmente vigorariam no contrato de emprego de Snowden não podem ser consideradas legítimas se elas exigem que ele mantenha silêncio sobre suas descobertas a respeito das transgressões e da conduta imprópria do governo.

Máquina com defeito causa princípio de incêndio no Salvador Shopping



Por: Redação Bocão News 

Quem passa na manhã desta segunda-feira (15) próximo ao Salvador Shopping, por uma das entradas do estabelecimento, na Paralela, fica assustado com a fumaça que chama atenção no local. A reportagem do Bocão News entrou em contato com a assessoria do shopping que esclareceu o fato. 
 

Segundo a nota de esclarecimento, houve um princípio de incêndio na casa de máquinas do Restaurante 33, da rede Sérgio Arno, que fica no Espaço Gourmet, no Piso L1. O ocorrido provocou fumaça, que foi expelida pelo sistema de exaustão do shopping para a área externa. A situação foi imediatamente controlada pela brigada de incêndio do centro de compras, sem provocar transtornos.

A esquerda ataca o elo mais fraco novamente (Almeidinha como espantalho)

 
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Na Idade Média ocidental, era comum que jovens nobres treinassem para o combate militar.  O sonho de muitos deles era se tornar um cavaleiro. Mas antes que estivessem aptos para combater outro homem, capaz de revidar, estes aspirantes treinavam contra espantalhos. Disparavam suas flechas, investiam suas lanças e brandiam suas espadas contra um homem de palha, que não se movia nem retaliava. Era uma etapa inicial do treinamento daqueles combatentes sem aptidão para um enfrentamento real.
No campo do embate de ideias, onde armas e exércitos são substituídos por palavras e argumentos, os combatentes sem aptidão para um enfrentamento real também preferem atacar espantalhos a atacar oponentes reais.  Mas o motivo aqui não é treinamento e sim uma desesperada tentativa de vencer através de um tipo de artifício trapaceiro, uma desonestidade intelectual.  Consiste em distorcer o argumento, as ideias e até mesmo o "ethos" do oponente de forma falaciosa, construindo assim um falso alvo muito mais fácil de atacar que o alvo verdadeiro. O nome desta técnica é 'falácia do espantalho'. 
Um exemplo dela é qualificar um opositor das cotas raciais nas universidades como racista, para então atacar o racismo e assim desqualificar qualquer argumento forte contra as cotas.  O racismo é de fato um conceito abominável e infundado, portanto fácil de atacar.  Mas existem argumentos fortíssimos contra as cotas, e estes são difíceis de rebater (mesmo porque a defesa das cotas raciais sim que é intrinsecamente racista).  A falácia do espantalho pode ser encarada como uma forma covarde de debate intelectual.
Covarde também é a maneira que a esquerda escolheu de se reengajar na luta contra o capitalismo e contra a liberdade após sua ideologia ter se revelado criminosa e epicamente falha.  O alvo da vez não são os ricos poderosos nem as massas empobrecidas.  Não são os gigantes intelectuais do livre mercado, como Mises e Hayek, e nem os guerreiros da liberdade como Ron Paul.  O alvo é o elo mais fraco: o modo de vida do cidadão comum desprovido da fortuna dos ricos e do apelo emocional dos pobres.  Não me surpreende que uma ideologia que escolha um alvo de forma tão covarde também escolha um método covarde de atacá-lo, como a falácia do espantalho.
Quem leu meu primeiro artigo deve se lembrar de nosso pacato e medíocre amigo Almeidinha, o estereótipo da classe média urbana brasileira, o inofensivo homem comum cuja maior aspiração é curtir uma aposentadoria tranquila enquanto tenta assistir ao Domingão do Faustão em meio à algazarra dos netos após o almoço de família, tendo tido uma vida de trabalho honesto.  Desta vez, a acusação contra Almeidinha é de homofobia.  E mais uma vez escrevo uma defesa do nosso pacífico amigo, em nome de um julgamento justo, com o devido processo da lei.
Matheus Pichonelli, autor do texto "A Cruzada de Almeidinha pelo Direito Hetero", afirma: 
(Almeidinha) que é machão, não pode sair às ruas com bandeiras de orgulho "hétero" nem fazer passeata em nome da sua comunidade. Pelo contrário, se fizer piada sobre gays, quem vai preso é ele. O Almeidinha pensa que privilégio tem lado, cor e orientação sexual.
Privilégio de fato tem lado, cor, orientação sexual, classe social, gênero, nacionalidade, clã, ideologia, sobrenome e até mesmo grau de conexão política.  É por isso que se chama privilégio e não direito.  Os direitos legítimos são universais. Todos os seres humanos o têm igualmente.  Independentemente de qualquer coisa, todas as pessoas possuem direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade (exceto, é claro, se violarem estes mesmos direitos de alguém).  Já os privilégios são discriminatórios por definição. 
Quando restritos ao âmbito privado, eles podem ser moralmente condenáveis, mas são legítimos.  Vejamos alguns exemplos:
"Apenas homens fortes e ágeis possuem o privilégio de poder trabalhar na minha empresa de segurança privada como seguranças".
"Apenas moças orientais bonitas e magras possuem o privilégio de poder trabalhar como garçonete no meu sushi bar".
"Apenas pessoas que sabem jogar xadrez possuem o privilégio de poder entrar no meu círculo de amigos mais íntimos"
Estes são todos exemplos de privilégios legítimos, e em minha opinião, moralmente corretos.  Não há nada de condenável neles.  Agora veja os exemplos abaixo:
"Apenas brancos heterossexuais possuem o privilégio de poder entrar no meu restaurante; não gosto nem confio em gays, nem em negros, amarelos ou indígenas".
"Apenas palmeirenses tem o privilégio de poder ser meu amigo".
Estes privilégios são legítimos, embora o primeiro seja cretino e moralmente abominável e o segundo seja ridículo e bobo.  Condenáveis, mas legítimos, pois estão no âmbito privado e não violam direitos naturais.
Quando um privilégio não é legítimo?  Quando envolve violação dos direitos naturais previamente descritos. Quando envolve coerção.  É o caso de uma agressão física contra um grupo.  É também o caso de todos os privilégios concedidos a um grupo pela força das leis estatais.  Todos os privilégios políticos e corporativistas se encaixam nesta categoria.  O privilégio de fazer leis e inventar impostos, o privilégio de deter o monopólio dos serviços de justiça, o privilégio de receber uma concessão do estado ou ganhar uma licitação, o privilégio de receber milhões para projetar as medonhas construções de Brasília, e o privilégio de ter toda a sociedade pagando os seus estudos sob a mira de uma arma (é o caso dos alunos de escolas públicas, embora eles não tenham culpa) são todos ilegítimos.
Um dos direitos naturais envolve a liberdade de expressão.  Todos nós temos o direito de proclamar nosso orgulho de alguma coisa ou de insultar alguém, embora nem sempre estas atitudes sejam moral ou cientificamente corretas.  Ter orgulho de ser o melhor aluno da sua escola envolve um mérito pessoal, mas ter orgulho de ser brasileiro (ou sueco, ou dinamarquês) é algo infundado.  Ambas as expressões, porém, são legítimas.  Chamar um racista de "racista imundo" é legítimo e louvável.  Chamar um negro de "negro imundo" (ou um branco de "branco imundo") pode até ser ridículo, mas também é legítimo, pois não envolve violação de direitos naturais.  Proibir estas manifestações seria uma violação do direito à liberdade de expressão.  Não existe algo como "direito de não ser ofendido".
Conceder a um determinado grupo o privilégio de não ser ofendido, impedindo assim o exercício da liberdade de expressão de outros grupos, é ilegítimo.  E quanto ao direito dos gays de se manifestar pelo orgulho gay, os heterossexuais também o possuem (embora ambas as atitudes sejam risíveis, pois motivo de orgulho mesmo é driblar impostos corporativos, como fez Eric Schmidt, CEO da Google).  A esquerda não sabe a diferença entre direito e privilégio. 
E o problema do preconceito contra os gays?  Se os gays sofrem mais preconceitos que os héteros, a maneira correta de corrigir o problema é com mais liberdade.  Mais liberdade econômica garantirá o sucesso profissional dos gays de maneira meritocrática, punindo os preconceituosos com perdas contábeis (o idiota que deixasse de contratar um homem como Alan Turing, brilhante criptoanalista homossexual, para seu departamento deinformation security estaria perdendo receita).  Mais liberdade social nos permitirá maiores possibilidades de minar a homofobia, seja xingando um homofóbico na imprensa, seja impedindo a entrada de pessoas homofóbicas em seu restaurante, tudo isso sem medo de sofrer processos judiciais.
Mas voltemos ao Almeidinha.  Nosso amigo está neste momento tentando chegar a uma reunião na "firma", mas está preso no trânsito por causa de uma passeata na Avenida Paulista.  Para ele, não importa se a passeata é de gays, héteros, professores ou se é pela preservação dos besouros-elefantes-de-pata-vermelha.  O coitado quer apenas ir trabalhar.  Almeidinha não quer e nem tem tempo de fazer passeata pelo orgulho hétero.  "Passeata é coisa de vagabundo", disse ele ao colega de escritório enquanto falava ao celular no trânsito (o maior crime que ele já cometeu na vida).  Almeidinha é bem igualitário nesse ponto: todas as passeatas são coisa de vagabundo, inclusive passeata de orgulho hétero.
Almeidinha também não usa twitter. O filho mais novo dele, de 16 anos, usa muito. Vive twittando no iPhone na hora do jantar.  "Isso é coisa de molecada desocupada, quando eu tinha a sua idade eu já trabalhava", disse Almeidinha ao moleque sem tirar o olho da cotação das ações na Bovespa.  É estranho que o idealizador do personagem "Almeidinha" o conheça tão mal.  Mas acusá-lo de homofobia é demais.  É a falácia do espantalho.
Sim, nosso amigo ri de piadas de gays, e ri também de piadas de papagaio, de português, de loira, de médico (as favoritas dele são as piadas de Lula, das quais eu gosto muito também).  Desde quando isso é homofobia?  Ou papagaiofobia, lusofobia, loirafobia, iatrofobia (fobia de médicos), lulofobia (bem, confesso que eu e o Almeidinha somos lulófobos mesmo, mas neste caso sobram motivos).
E se há algo que o Almeidinha não fez foi procurar no Google o número de pessoas assassinadas por ano no Brasil, o número de gays assassinados no Brasil e então comparar a taxa de homicídio de ambos os grupos para finalmente concluir que é mais seguro ser gay.  Existem três motivos para isso.
O primeiro é que Almeidinha tem mais o que fazer, como verificar se o Hugo Chávez realmente morreu (se for o caso, ele irá mais feliz pro escritório) ou conferir o dólar paralelo.  O segundo motivo é que Almeidinha estudou estatística na faculdade e ele sabe que um estudo neste sentido teria que envolver diversas variáveis, modelos e testes de hipótese — e ainda assim não seria conclusivo.  O terceiro motivo é que Almeidinha não é homofóbico. Homofobia é um tipo de pensamento coletivista e nosso amigo tende a ser mais individualista.  Para ele, a criminalidade em si é um problema a ser combatido, seja a vítima quem for.  Crimes podem ter motivações coletivistas, mas são, em última instância, cometidos contra indivíduos.  
No Brasil, crimes motivados por racismo, homofobia, xenofobia e outras aberrações coletivistas ainda são raros (talvez consigamos reverter o quadro através de ações afirmativas, como cotas, e então passaremos a ter mais crimes de ódio).  Se Almeidinha ler no jornal que um casal gay foi assassinado, seu pensamento será algo mais fundamentado, como "bandido bom é bandido morto", ou "pagamos imposto e não temos segurança", ou "devia ter pena de morte no Brasil", e não algum devaneio pseudo-estatístico preconceituoso, que é muito mais típico das esquerdas.  
É o que Almeidinha pensaria se seu barbeiro, seu endocrinologista, seu colega de trabalho ou seu agente de turismo (todos gays) fossem assassinados.  E quando os monstruosos grupos de skinheads cometem algum destes horrendos crimes contra os gays, a culpa é dessa nova esquerda, que defende uma versão pervertida de "direitos humanos", e não do nosso bonançoso e trabalhador amigo Almeidinha.

PT perde apoio na periferia paulistana, seu ‘núcleo duro’ eleitoral


Partido avalia que, mesmo sem participar das recentes manifestações, população pobre se sente representada pelas demandas das ruas por melhores serviços públicos

Roldão Arruda - O Estado de S. Paulo
A onda de descrédito que se voltou contra todos os partidos e políticos nas manifestações de junho atingiu em cheio um dos mais importantes e tradicionais redutos eleitorais do PT no País: a periferia de São Paulo.

Pesquisas internas realizadas antes e após os protestos de rua, entre o início de maio e o final de junho, sinalizam uma queda abrupta da preferência do eleitorado pelo PT em toda a capital paulista. Variou de 34% para 22%.
O mais preocupante para as lideranças partidárias, porém, é que essa queda não poupou a periferia.
Ali, onde a preferência petista sempre se mantém acima da média, a pesquisa de junho apontou um índice em torno de 23%, com pequenas variações de uma região para outra.
 Os números foram apresentados a líderes petistas, na tarde de sábado, 13, durante o encerramento de uma série de reuniões de diretórios regionais da capital, dentro do programa denominado Caravanas 2013.
A plenária do encontro, no Sindicato dos Químicos, contou com a presença do prefeito Fernando Haddad e reuniu cerca de 600 pessoas. Em seguida, um grupo menor, com cerca de cinquenta militantes, reuniu-se com a presidente do diretório municipal, vereadora Juliana Cardoso, para ouvir um diagnóstico mais refinado sobre o impacto dos protestos no PT.
A exposição inicial ficou a cargo da pesquisadora Marisol Recamán, que trabalha na área de pesquisas de opinião pública e presta serviços ao PT. Em primeiro lugar ela mostrou, com infográficos, como os candidatos petistas a cargos majoritários são sempre mais votados nas periferias. Esse fenômeno já é conhecido e tem impacto não só nas eleições municipais. Influi até nas campanhas para a Presidência da República.
Dependência. Uma das explicações para a preferência, segundo a pesquisadora, é que os eleitores de periferia dependem mais da presença do Estado. "A periferia, que tem um peso de 65% no total dos votos, é o setor da capital que mais precisa de serviços públicos, como transporte, saúde e educação", disse.
Na avaliação desse eleitorado, continuou, o PT é o partido com melhores condições de atender a essas demandas: "O eleitor de periferia votou no Haddad na esperança de que a vida dele vai melhorar".
Nesse cenário, a queda abrupta na preferência do eleitorado registrada nas pesquisas é preocupante; e pode ficar ainda mais preocupante se forem analisados outros dois resultados das entrevistas. O primeiro sinaliza o aumento da rejeição do partido: variou de 14% para 23%. O segundo mostra o apoio total das grandes massas de periferia aos protestos. O índice de apoio chegou a 92%.
Para a pesquisadora, o principal significado do apoio popular às manifestações é o fato de sinalizar sua profunda insatisfação com a qualidade dos serviços públicos: "O morador da periferia não foi à rua, mas estava lá, de coração, apoiando."
Marisol ressalvou que os ventos de junho não atingiram só o PT. Todos os políticos e executivos brasileiros, da pequena prefeitura do interior à Presidência da República, foram afetados. Outra ressalva, mais tranquilizadora para o PT, foi a de que os resultados da pesquisa não são irreversíveis.
Reflexão. "Estamos tentando diagnosticar e refletir sobre tudo o que ocorreu, para direcionar nossas ações e os debates no PT, que já está vivendo um processo eleitoral", disse Juliana Cardoso ao Estado, referindo-se à eleição para a presidência do partido, no final do ano.
Na plenária, ela cobrou do prefeito Haddad mais atenção para os militantes ligados a movimentos populares e de periferia. O vereador José Américo, presidente da Câmara Municipal, disse que não viu as manifestações de junho como resultado de uma crise institucional: "As pessoas foram para as ruas diante de uma profunda crise dos serviços públicos."
O presidente do PT paulista, deputado estadual Edinho Silva, focalizou as eleições de 2014 para o governo do Estado - o próximo grande alvo eleitoral do partido após a conquista da Prefeitura de São Paulo. Em seu discurso, sinalizou que a qualidade dos serviços será levada para o centro do debate, para atingir o governo atual, na mão dos tucanos. "O PSDB vive o seu pior momento no Estado. A segurança pública está desmantelada", disse o presidente estadual.
Resta saber se até lá o principal reduto eleitoral do partido no Estado, a periferia da capital, já terá voltado às pazes com o partido. No momento, avaliam petistas, todas as atenções estão voltadas para o prefeito Haddad.

Mulher fica deitada 18 dias no caixão


Por: Redação Bocão News 
Uma mulher moradora de Santa Teresa, na Nicarágua, ficou 18 dias deitada em um caixão à espera de sua morte. O curioso é que ela não tinha qualquer problema de saúde.

Segundo Lucreia, uma alma penada disse que sua irmã gêmea, falecida há um mês, iria reencarnar nela. A família da mulher a apoiou na sua ideia.

Após 18 dias, ela decidiu se levantar do caixão e seguir com sua vida, já que a reencarnação não ocorrera.

Google vs Globo, começou a verdadeira guerra da mídia



Estourou a guerra Google x Globo. À medida em que a guerra

 avança, surgem os conflitos de interesse entre os próprios 

grupos da velha mídia

Estourou a guerra Google x Globo.
Antes de entrar nos detalhes, vamos entender melhor o que ocorreu no universo 
midiático nos últimos anos.
Desde meados dos anos 2000 estava claro, para os grandes grupos de 
mídia, que o grande adversário seriam as redes sociais.
Rupert Murdoch, o precursor, deu a fórmula inicial na qual se espelharam grupos 
de mídia em países periféricos.
<> Compra de redes sociais.
<> Acesso ao mercado de capitais para alavancar o crescimento.
<> Adquiriu jornais em vários países e fez a aposta maior adquirindo 
uma rede social bem colocada na época. Falhou. A rede foi derrotada 
pelos puros-sangues Google e Facebook.
Percebendo a derrota, Murdoch decidiu levar a guerra para o campo da política. 
Explorou alguns recursos ancestrais de manipulação da informação para estimular
 um clima de intolerância exacerbada, apelando para os piores sentimentos de manada, 
especialmente na eleição em que Barack Obama saiu vitorioso.
O candidato de Murdoch perdeu. Não foi por outro motivo que uma das primeiras reuniões
 de Obama, depois de eleito, foi com os capitães das redes sociais – Apple, Google e
 Facebook.

O caso brasileiro

No Brasil, sem condições de terçar armas com as grandes redes sociais, os quatro
 grandes grupos de mídia – Globo, Abril, Folha e Estado – montaram o pacto de 
2005, seguindo a receita política de Murdoch.
Exploração da intolerância. Nos EUA, contra imigrantes; aqui, contra tudo o 
que não cheirasse classe média. Nos EUA, contra a ascendência de Obama; no Brasil, 
contra a falta de pedigree de Lula.
google brasil guerra globo
Google deverá faturar R$ 2,5 bilhões no Brasil, tornando-se o segundo maior faturamento, atrás apenas da Globo e na frente da Abril (Imagem: Reprodução)
Exploração da dramaturgia. Um dos recursos mais explorados pela mídia de todos os tempos é conferir a personagens reais o mesmo tratamento dado à dramaturgia: transformando adversários em entidades superpoderosas, misteriosas, conspiratórias. O “reino de Drácula”, no caso brasileiro, foi a exploração do tal bolivarianismo, a conspiração das FARCs.
Manipulação ilimitada do produto notícia. É só conferir\\\ a sucessão de capas da revista em sua parceria com Carlinhos Cachoeira. Ali, rompeu-se definitivamente os elos entre notícias e fatos. Instituiu-se um vale-tudo que matou a credibilidade da velha mídia.
Pressão contra a mudança do perfil da publicidade. Historicamente, os grandes veículos sempre se escudaram no conceito de “mídia técnica” para impedir a pulverização da publicidade. Por tal, entenda-se a mídia que alcance o maior número 
possível de público leitor. Em nome desse conceito vago, investiu contra a Secom 
(Secretaria de Comunicação do governo) quando esta passou a diversificar sua verba 
de publicidade, buscando publicações fora do eixo Rio-São Paulo e, timidamente, 
ousando alguma coisa na Internet.

Quadro atual

Agora, tem-se o seguinte quadro.
A velha mídia montou uma estratégia de confronto-aliança com o governo. 
Mas suas vitórias resumiram-se a dificultar o acesso de blogs e da mídia regional às 
verbas públicas.
  • Na grande batalha, perdeu. O Google entrou com tudo no país. Este ano

     deverá faturar R$ 2,5 bilhões, tornando-se o segundo maior faturamento 

    do país, atrás apenas da Globo, e na frente da Abril.

Tem se valido de duas das ferramentas que a velha mídia utilizava contra concorrentes
 menores: o BV (Bônus de Veiculação), para atrair as agências; e o conceito de 
“mídia técnica” (a de maior abrangência).
A Globo reagiu, atuando junto ao governo, e denunciando práticas fiscais do Google, 
de recorrer a empresas “offshore” para não pagar impostos. Agora, constata-se que 
a própria Globo também se valeu desse subterfúgio fiscal. E a denúncia é veiculada 
pelo blog de Miguel do Rosário, um dos mais brilhantes blogueiros oriundo dos 
novos tempos. A denúncia enfraquece a ofensiva da Globo contra o Google: 
por aí se entende o desesper do grupo, publicando desmentidos em todos os seus
 veículos.
E a velha mídia descobre que, em sua estratégia tresloucada para dominar 
o ambiente política, queimou todos os navios que poderiam levar a 
alianças com setores nacionais. Apostou no que havia de mais anacrônico
criou um mundo irreal para combater (cheio de guerrilheiros, bolivarianismo, 
farquismo etc.) e, quando os inimigos contemporâneos entraram em cena, não 
conseguiu desenvolver um discurso novo. Sua única arma é do tipo Arnaldo
 Jabor interpretando o Beato Salú e prevendo o fim do mundo e a invasão do chavismo.
É o bolor contra o mundo digital.

Dissidências internas

À medida em que a guerra avança, surgem os conflitos de interesse entre os 
próprios grupos da velha mídia.
O grupo Folha sentiu-se abandonado pelos demais grupos na sua luta para
 impedir que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acabasse com a
 obrigatoriedade de se ter um provedor para ter acesso à Internet.
Por outro lado, a divulgação dos dados de publicidade do governo mostra que 
a estratificação das verbas beneficiou as emissoras de TV (especialmente a Globo),
 em detrimento das publicações impressas.
Em breve, a Secom deverá se posicionar nessa disputa.
Há três tendências se consolidando no âmbito da Secom:
O fim do conceito da “mídia técnica” que, antes, beneficiava os grupos nacionais e 
agora os prejudica.
O aumento de participação na Internet.
A suspensão de qualquer publicidade pública nas redes sociais.
Luis Nassif, em seu blog

“Se a Globo não paga imposto, eu também não vou pagar”



Junte-se à campanha para que a Globo pague o que deve ou 

para que você possa deixar de pagar também

“Se a Globo pode empurrar uma dívida de R$ 1 bilhão pra frente, postergando 
a dívida por anos a fio e sem notícia de qualquer medida coercitiva para cobrá-la, 
parece-me justo que todos os cidadãos brasileiros tenham o mesmo direito”
Eduardo Guimarães, em seu blog
rede globo receita federal imposto
Rede Globo empurra com a barriga sonegação bilionária (Reprodução)
Sem muita enrolação: nos últimos dias, foi amplamente divulgado que a Rede Globo foi autuada em 2006 por deixar de pagar centenas de milhões de reais de impostos. Nesses quase sete anos, a dívida, corrigida, já beira a casa de um bilhão de reais.
Como qualquer brasileiro, gostaria de saber por que eu tenho que pagar os meus impostos se a família Marinho não paga os dela.
Até onde sei, se eu deixar de pagar meus impostos corro o risco até de ir pra cadeia, além de ter meus bens confiscados e leiloados. Imagino, portanto, que, como eu, você também quer saber, também exige saber por que temos que pagar nossos impostos e 
essa gente não tem que pagar os dela.

Ora, se a Globo pode empurrar uma dívida desse tamanho pra frente, postergando 
a dívida por anos a fio e sem notícia de qualquer medida coercitiva para cobrá-la,
 parece-me justo que todos os cidadãos brasileiros tenham o mesmo direito.
Assim sendo, quero propor, aqui, uma campanha para que todos sejamos brindados 
com a regalia fiscal concedida à família Marinho. Que tal uma ação civil pública e
 coletiva para que possamos todos depositar nossos impostos em juízo até que a 
Globo pague os dela?
Quem topa? Se você não topa, tudo bem. Mas, pelo menos, chie.