segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Internautas pedem condenação de Lula no Mensalão: 'Queremos o líder'

Internautas pedem condenação de Lula no Mensalão: 'Queremos o líder'


Imagem que circula no Instagram insinua Lula como líder do Mensalão Foto: Instagram / Reprodução
























Terra

Com 11 dos 12 condenados à prisão no julgamento do Mensalão já entregues à Polícia Federal, internautas utilizam o Twitter na manhã deste sábado para comemorar o que chamam de “luta contra a impunidade” e para pedir também a detenção do ex-presidente Lula, a quem eles atribuem a liderança do grupo.

AQUI algumas postagens. Não faltaram ironias, alusões a fatos históricos e indignação.
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Abaixo, por minha conta, algumas postagens no facebook:

Foto: @STF_oficial E o nosso dinheiro, os Mensaleiros não vão nos devolver ?? "QUEREMOS NOSSO DINHEIRO DE VOLTA "E o nosso dinheiro, os Mensaleiros não vão nos devolver ?? "QUEREMOS NOSSO DINHEIRO DE VOLTA "

Foto

Foto: O que significa o punho cerrado dos petistas? Aí está!



Quando Paulo Henrique Amorim tentou mandar Lula para a cadeia


IMPOSTURAS

Insisto em relembrar o escândalo da CPEM, que atingiu a cúpula do PT, incluindo Luiz Inácio, e envolveu a então prefeita de Santos, para mostra que os "malfeitos" do PT não começaram com a sua chegada ao poder em 2003, como tentam nos convencer.

O jornalista Reinaldo Azevedo também publica em seu blog reportagens antigas que mostraram outros casos envolvendo o EX muito antes dele se tornar presidente, o que comprova que sua índole não corresponde à imagem criada pelos marqueteiros, a de defensor da ética.

Quando Paulo Henrique Amorim tentou mandar Lula para a cadeia

Quando leio a indignação de Paulo Henrique Amorim com a prisão dos “fundadores” do PT (AQUI), sou obrigado a acionar a memória. Quando o vejo afirmar, em tom de ironia, que “ainda não foi possível mandar prender Lula”, tenho de observar que quem tentou mandar Lula para a cadeia foi… Paulo Henrique Amorim, como já demonstrei aqui.
Quem vê ou lê o hoje ultrapetista, ultragovernista, ultraesquerdista e ultralulista Amorim não diria que, na campanha eleitoral de 1998, ele foi um implacável algoz de Lula.  Era o chefão do Jornal da Band e liderou uma verdadeira campanha contra o então candidato petista à Presidência, que disputava o cargo pela terceira vez. Lula teve de recorrer à Justiça e ganhou direito de resposta. Vejam uma das reportagens contra Lula. Volto em seguida.

Na reportagem acima, Amorim já informa que Lula ganhara na Justiça o direito de resposta. O vídeo é significativo porque o agora ultrapetista, ultragovernista, ultraesquerdista e ultralulista faz uma reconstituição de sua denúncia. O esforço da investigação de Amorim buscava demonstrar que o apartamento de cobertura em que morava (e mora) Lula era fruto de uma maracutaia envolvendo Roberto Teixeira, seu compadre, e o dono da construtora que levantou o edifício, que teria obtido um benefício ilegal na Prefeitura de São Bernardo quando o petista Djalma Bom era o prefeito. Existe o vídeo em que este incansável perseguidor da verdade apresenta a reportagem específica, contra Teixeira. Vocês terão a chance de vê-lo também.
Os filmes demonstram que Amorim pode mudar de opinião sobre o objeto de seus afetos e ódios, mas não muda o estilo. Em 1998, Lula era um pato manco. FHC o venceu pela segunda vez no primeiro turno. O PT tinha feito a besteira de combater o Real — do qual Amorim era, obviamente, um grande admirador. Mas também é o caso de louvar a coerência do Colosso de Rhodes do jornalismo: ele nunca muda de lado! É sempre governista e não abre mão de ser implacável com quem está fora do poder.
Entendam melhor a denúncia que ele fazia contra o Roberto Teixeira. Retomo depois.
Atenção! Não há um só — e a Internet está aí, aberta à pesquisa — desses governistas fanáticos que não tenha sido governista fanático em qualquer tempo. E isso inclui o passado mais remoto, o regime militar. Nesse particularíssimo sentido, são todos mais espertos do que este escriba. Como comecei cedo na militância política, fui crítico de todos os governos, de Geisel pra cá. Ontem, o alvo era Lula — um representante da oposição. Hoje, os alvos são outros: os que ele considera adversários do PT.
Direito de resposta
Lula ganhou direito de resposta e responde a Amorim. Vejam. Volto depois.
Voltei: a ética de Lula
Lula reclama do que considera ataque injusto contra ele, construído com inverdades. E como faz isso? Pontuo alguns momentos.
1min - Notem que ele sugere saber alguma coisa sobre a vida pessoal de Fernando Henrique Cardoso, mas, generoso que é, decidiu não usar na campanha. Nota: se a denúncia de Paulo Henrique Amorim tivesse fundamento, não se tratava de problema pessoal coisa nenhuma!
2min29s - Lula saca o argumento que ficou internacionalmente conhecido por “Minha mãe nasceu analfabeta”. Usa, para não variar, a sua origem humildade como atestado prévio de honestidade. O que é, evidentemente, uma mistificação.
3min08s – Vejam ali o chefão do PT, o partido dos dossiês, a reclamar que os jornalistas não pensam na sua família, nos seus filhos, que vão à escola. Quando foi que os petistas levaram isso em consideração? Sempre moeram a reputação dos adversários sem piedade.
4min - Para se defender, Lula sai atacando o governo FHC e saca a denúncia estupidamente mentirosa sobre o Proer. O homem que reclamava das injustiças de que era vítima atacava o muito bem-sucedido programa de reestruturação de bancos, que preparou o país para enfrentar crises. Anos depois, na Presidência, dado o estouro da bolha nos EUA, o Apedeuta sugeriu a Obama que adotasse o… Proer!
4min30s - Ataca a imprensa, que acusa de privilegiar o candidato do governo. Expoente hoje do jornalismo chapa-branca e “de alma marrom”, segundo Agamenon, Paulo Henrique acusa a imprensa de privilegiar os candidatos da oposição…
5min25s – Lula anuncia que vai processar seus acusadores. Não sei no que deu o processo. Se descobrir, eu conto.
 A ética de Amorim
Vocês sabem que  Amorim resistiu a cumprir o acordo judicial em que se obrigava a publicar, sem comentários adicionais, uma retratação em que reconhecia a idoneidade do jornalista Heraldo Pereira. Muito bem! Vejam, a partir de 6min19s, o que o valente faz com o direito de resposta de Lula. Encerrado o pronunciamento do outro, sem nem um intervalo, ele reitera as denúncias e ainda acrescenta supostos elementos novos.
Vale dizer: ele decidiu cumprir, muito à sua maneira, a decisão judicial. É evidente que jornalistas e veículos não são obrigados a gostar do direito de resposta nem precisam se calar depois dele. Mas há um modo ético de conduzir a questão. E, evidentemente, não é esse.
Cumpre um esclarecimento: Amorim era fanaticamente antilulista em 1998, mas não trabalhava para o governo FHC. Certamente a Band, a exemplo de todas as emissoras, tinha anúncio de estatais, mas o Colosso de Rhodes não contava com patrocínio pessoal de empresas públicas. A prática, como se conhece hoje, é criação do lulo-petismo — foi uma das inovações do modelo petista de comunicação.
Lula pedia mais responsabilidade da imprensa. Hoje, com dinheiro público, seus áulicos fazem o que se vê. E Amorim se tornou seu amigo desde pequeno.

Mais Médicos: No agreste pernambucano, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos

Mais Médicos: No agreste pernambucano, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos


ANTONIO MELLO

Imagem meramente ilustrativa



É importante que os médicos brasileiros leiam isto, porque é visível o contraste entre uma manchete como a que eu postei acima com aquela outra que inundou jornais e principalmente os blogs falando da prisão de um médico que apenas assinava o ponto e não atendia a população. Ficou pior para ele ainda pois, nas redes sociais, criticava duramente o programa Mais Médicos. (Leia sobre esse médico aqui).

Mas, esta postagem é sobre um outro tipo de médicos (também há brasileiros assim) e como é importante o programa Mais Médicos, que só não é melhor porque não foi feito antes.

Reportagem da Folha mostra a importância da chegada dos médicos cubanos no agreste pernambucano. Vou publicar trechos e dar o link para a matéria completa, embora a Folha não dê links para a blogosfera quando a cita.

A demanda de médicos no interior do país é gigantesca e a cubana Teresa Rosales, 47, se surpreendeu com a recepção de seus pacientes em Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano. 

"Eles [pacientes] ficam de joelhos no chão, agradecendo a Deus. Dão beijos", afirma a médica, que atendeu 231 pessoas neste primeiro mês de trabalho dos profissionais que vieram para o Brasil pelo programa Mais Médicos, do governo federal. 

(...) 
A agricultora Maria Inácia Silva, 69, havia visto um médico pela última vez em 2005. 

Ela se disse impressionada pela forma como foi atendida pelo cubano Nelson Lopez, 44, novo médico do povoado de Capivara, em Frei Miguelinho (PE). 

A diferença no atendimento está desde a organização dos móveis: a cadeira do paciente fica ao lado da mesa do médico, para que o móvel não seja uma barreira entre eles. 

"Gostamos de examinar o paciente, dedicar um tempo a ele, considerá-lo gente", disse Lopez.[Íntegra aqui]

Enquanto médicos do Mais Médicos são recebidos de joelhos, o médico que fraudava o atendimento à população foi em cana, como mostra a reportagem a seguir.






Polícia Federal do governo Dilma algema Dirceu e Genoíno no voo para Brasília. E o ministro Cardozo? Pergunte à Veja

Polícia Federal do governo Dilma algema Dirceu e Genoíno no voo para Brasília. E o ministro Cardozo? Pergunte à Veja

ANTONIO MELO



Notícia foi veiculada no programa Fantástico da Rede Globo e reproduzida no jornal O Globo do oligopólico grupo.

No trecho final da viagem, entre Belo Horizonte e Brasília, os nove presos sentaram-se nas poltronas das janelas. Ao lado de cada um deles estava um agente da Polícia Federal. Antes da decolagem, todos foram algemados. [Fonte]

A Polícia Federal, não custa lembrar, é subordinada ao ministério da Justiça. Não se tem notícia do titular da pasta desde a ordem de prisão decretada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, em pleno feriado da proclamação da República.

Mas há um local onde se acha o ministro Cardozo: a revista Veja. Numa entrevista de  2008, o ministro disse que o mensalão existiu:

“Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final.
“É ilegal? É.
“É indiscutível? É.
“Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos e aprender com os erros.” [Fonte]

Se você que me lê conhece alguém da Veja, peça para que achem o ministro, porque para a revista ele aparece: amarelões adoram as páginas amarelas da Veja.

ITORORÓ: HILUX DERRUBA POSTE DE ELETRICIDADE E INVADE CASA - HOMEM MORRE.

ITORORÓ: HILUX DERRUBA POSTE DE ELETRICIDADE E INVADE CASA - HOMEM MORRE.

MORREU NO LOCAL JOSÉ BERG, FILHO DE QUINCÃO DO RESTAURANTE. 
Um grave acidente na cidade de Itororó nesse domingo, vitimou faltamente JOSÉ BERG MOITINHO PRATES, o BERG, 51 anos, filho de QUINCÃO, do Restaurante.
Segundo informações, Berg se encontrava em uma HILUX Prata, com placa de Barra do Choça – Bahia. O veículo era conduzido por Edilson Monteiro de 47 anos,  quando, ao retornar do distrito de São José do Colônia sentido a cidade de Itororó, perdeu o controle do mesmo, bateu em um poste de energia elétrica e parou na parede de uma residência. Além de Berg e Edilson, Moisés Monteiro também estava no veículo. Edilson e Moisés sofreram várias escoriações, mas não correm risco de morte.
Berg era muito conhecido em Itororó, onde possuía inúmeros amigos. Seu corpo será conduzido para Vitória da Conquista, onde será necropsiado. 
Fonte: Keile Araújo/itororojá
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domingo, 17 de novembro de 2013

Pluripartidarismo dos escândalos inibe o discurso ético na campanha de 2014

Pluripartidarismo dos escândalos inibe o discurso ético na campanha de 2014 


Josias de Souza

AngeliEtica
Há escândalos demais no noticiário. São tantos e tão disseminados que recomendariam a conversão da ética num tema obrigatório da campanha eleitoral. Prevê-se, porém, o oposto. Os comandos dos principais partidos não cogitam, por ora, priorizar o assunto em 2014. Deve-se o fenômeno ao receio de que a disputa se converta numa espécie de gincana dos sujos contra os mal lavados.
Sob o argumento de que o mensalão não impediu a reeleição de Lula em 2006 e a eleição de Dilma Rousseff em 2010, o PSDB do presidenciável Aécio Neves hesita em adicionar a prisão dos mensaleiros petistas ao seu arsenal de marketing. Atrás da tese da inutilidade esconde-se, em verdade, o medo do troco.
Afora o mensalão do tucanato mineiro, ainda pendente de julgamento no STF, o PT estoca em seu paiol dados sobre o derretimento moral do PSDB de São Paulo. No mesmo dia em que José Dirceu e José Genoino se entregavam à PF, descobriu-se que a Justiça da Suíça condenara por lavagem de dinheiro o ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), José Roberto Zaniboni.
Acusado de receber numa conta aberta em banco suíço propinas de R$ 1,84 milhão da Alstom, Zaniboni atuou nos governos tucanos de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. O generalato do PSDB paulista reage à moda Lula: ninguém sabia. Ao caso da Alstom, soma-se a autodenúncia da Simens sobre a formação de cartel para fraudar licitações de trens e metrôs em São Paulo.
Contra o governador tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, o PT empina o nome do ministro Alexandre Padilha (Saúde). O partido equipava-se para esfregar a Alstom e a Siemens na reputação do rival. De repente, estourou no colo do prefeito petista Fernando Haddad o caso da máfia dos fiscais que mastigaram pelo menos R$ 500 milhões da coleta de ISS do município.
Quando Haddad agia para empurrar a encrenca para dentro da biografia do antecessor Gilberto Kassab (PSD), amigo e herdeiro do tucano José Serra na prefeitura paulistana, o nome do secretário de Governo petista Antonio Donato soou com frequência incômoda nos diálogos vadios dos gampos telefônicos e nos depoimentos de fiscais enrolados. Donato recebeu R$ 200 mil, disse a ex-namorada de um fiscal. Ele recebia mesada, depôs um dos investigados, forçando o homem forte de Haddad a renunciar.
O ‘efeito sujo versus mal lavado’ já havia permeado a campanha municipal de 2012. Num debate televisivo ocorrido em 3 de agosto, uma das jornalistas escaladas para inquirir os candidatos alvejou Fernando Haddad com uma pergunta sobre o mensalão e a aliança aética que firmara com o PP do ex-inimigo Paulo Maluf. “Eu e a presidenta Dilma fomos convocados no auge da crise política de 2005 para ocupar cargos importantes”, escorregou Haddad.
Abstendo-se de defender os companheiros, à época presidiários esperando para acontecer, Haddad apresentou-se como parte da solução, não do problema. Sob Lula, Dilma fora convocada para arrumar a Casa Civil que José Dirceu bagunçara. E Haddad assumira na pasta da Educação a cadeira de Tarso Genro, despachado por Lula para a presidência de um PT em chamas. Eis a sua tese: foi tão bem como ministro que Lula enxergou nele um personagem apto a encarnar “a renovação nos ares da política nacional”.
Como Haddad saltara Maluf na sua resposta, a então candidata Soninha Francine, que representava o PPS na disputa, foi fulminantemente breve numa pergunta que lhe coube dirigir ao rival do PT por sorteio: “E o Maluf, Haddad?” O pupilo de Lula defendeu-se apontando para a falta de asseio das outras coligações.
“Não gosto de fulanizar a política”, disse Haddad, antes de dar nome aos bois. “Poderia falar que o Celso Russomanno [aliado ao PTB] é apoiado pelo Roberto Jefferson, que o José Serra [enganchado ao PR] é apoiado por Valdemar Costa Neto. Poderia fazer ilação contra basicamente todo mundo que está aqui. [...] Quem tem que explicar apoio é quem deu. Estou recebendo o apoio do PP.”
Em tese, as fragilidades éticas de PSDB e PT tonificam o projeto presidencial de Eduardo Campos (PSB), já vitaminado pela aliança com Marina Silva. Mas a vitamina é apenas teórica. Campos e Marina eram ministros de Lula quando Roberto Jefferson levou o mensalão às manchetes, em 2005. Não ocorreu a nenhum dos dois tomar distância do governo.
Em 20 de setembro de 2012, quando os ministros do STF impunham as primeiras condenações aos mensaleiros, Eduardo Campos imprimiu suas digitais num manifesto em que o PT acusava a oposição e a mídia de transformar o mensalão num “julgamento político, golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula”. Depois de assinar essa peça, ficou mais complicado para o neoaliado de Marina enrolar-se na bandeira da decência na política.
Candidata ao Planalto pelo PV na sucessão de 2010, a ex-petista Marina foi inquirida sobre o mensalão numa entrevista dada na bancada do Jornal Nacional. Por que não deixou o PT na época do mensalão?
Algo desconcertada, ela disse que não fora conivente nem silenciara. Condenara os malfeitos, mas “não tinha ninguém para me dar audiência e potencializar minha voz”.
Os entrevistadores insistiram: Por que não se demitiu nessa ocasião do Ministério do Meio Ambiente?
Marina tentou desviar-se do tema. Pôs-se a discorrer sobre a falsa dicotomia entre desenvolvimento e preservação ambiental. Chamada de volta ao tema da pergunta, saiu-se assim:
”Eu permaneci e fiquei indignada.”
De resto, o mesmo Eduardo Campos que agora adere à pregação de Marina por uma “nova política”, está a caminho de concluir seu segundo mandato como governador de Pernambuco enganchado a um conclomerado partidário de 14 siglas. A aliança inclui legendas como o PR do deputado pernambucano Inocêncio Oliveira e o PP do ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti.
Inocêncio, um ex-pefelê que se alojou no PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, carrega na biografia o uso do Departamento Nacional de Obras contra a Seca, o Dnocs, para cavar poços em dois empreendimentos de sua propriedade – uma clínica médica e uma revendedora  de motocicletas.
Severino, outro ex-pefelê, esse alojado no PP de Paulo Maluf, teve de renunciar ao mandato de deputado federal quando se descobriu que cobrava ‘mensalinho’ de um concessionário de restaurante na Câmara. Hoje, para adensar seu tempo de propaganda na tevê, Campos cobiça o apoio do PDT de Carlos Lupi, uma legenda que converteu o Ministério do Trabalho em ninho de ONGs desonestas.
Após varrer Lupi do ministério na pseudofaxina de 2011, Dilma também disputa o apoio do PDT. Nesta semana, a recandidata receberá a adesão do PSD de Kassab. O mesmo Kassab que, em São Paulo, o petista Haddad acusa de ter conduzido a prefeitura à desordem.
Na última quarta-feira, ao votar na sessão em que o STF decidiu deflagrar a execução das penas do mensalão, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma alusão à atmosfera conspurcada. “No tocante à política, os fatos se apressaram em confirmar o que eu disse no primeiro dia de julgamento dos embargos de declaração: a corrupção não tem partidos e é um mal em si.”
Barroso prosseguiu: “Nesses poucos meses, explodiram escândalos em um Ministério (as ONGs da pasta do Trabalho, sob o PDT), em um importante Estado da Federação (o cartel da Siemens e as propinas da Alstom, sob o PSDB paulista) e em uma importante prefeitura municipal (a máfia dos fiscais paulistanos, sob PT e PSD). A mistura é a de sempre: uma fatia para o bolso e outra para o financiamento eleitoral.”
Difícil discordar de Barroso nesse ponto. O pior é que o eleitor que for buscar no discurso dos partidos os parâmetros éticos para tomar suas decisões em 2014 arrisca-se a tirar confusões por contra própria.

sábado, 16 de novembro de 2013

Ford tem três entre os dez carros mais vendidos no mundo

Ford tem três entre os dez carros mais vendidos no mundo

Joel Leite

Os 10 carros mais vendidos do mundo10 fotos

10 / 10
10º - Volkswagen Polo: a foto é do modelo vendido em boa parte do mundo; o "nosso" Polo, uma geração atrasado e com vendas em queda, também entra na conta, ainda que não ajude muito - 511.231 unidades

Levantamento feito pela Focus2Move considerando emplacamentos globais entre janeiro e setembro de 2013 EFE
- Corolla é o líder: vendeu 842 mil unidades de janeiro a setembro, contra 815.456 do Focus.
O Corolla é o carro mais vendido no mundo, com 842.507 unidades de janeiro a setembro, mas foi a Ford a marca que mais colocou modelos no ranking mundial.
A marca estadunidense tem três entre os dez modelos preferidos do consumidor. O Focus é o segundo colocado no ranking, com vendas de 815.456 unidades, a picape F está em terceiro lugar (veja quadro), com 657.767 e o Fiesta em nono (517.020).
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A Toyota tem dois carros no topo do ranking: além do líder tem o sedã Camry em quinto lugar, com 593.040 unidades; a Volkswagen colocou o Gol na oitava posição e o Polo na décima e outras três marcas têm um modelo cada na lista: o Elantra, da Hyundai, é o quarto colocado; o Cruze, da GM, é o sexto e o utilitário esportivo CRV, da Honda é o sétimo.
Os EUA dominam o ranking, com quatro modelos; os japoneses têm três, os europeus dois e os coreanos um.
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Briga de gigantes
Depois de muitos anos na liderança o Corolla foi suplantado pelo Focus no ano passado e em 2013 os dois estão na briga. A diferença entre eles é de apenas 27 mil unidades no período janeiro-setembro.
O carro da Ford fechou o primeiro semestre na frente, posição contestada pela Toyota na época, alegando que a consultoria Polk, fornecedora dos dados, não computa as vendas em alguns pequenos mercados onde a Toyota está presente. A consultoria dava a liderança para o Focus com 589.709 unidades no primeiro semestre e a Toyota rebatia com 590.760 unidades para o Corolla.
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Segundo a Focus2move, até setembro o Corolla está na frente, mas como a diferença é pequena, a liderança não está garantida. Vai depender do desempenho nos dois últimos meses do ano e de um levantamento confiável, que seja aceito pelas duas montadoras.