terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como deixar um revolucionário embaraçado com uma única pergunta

Como deixar um revolucionário embaraçado com uma única pergunta


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Já mostrei que é da natureza do socialismo ser sanguinário (e aqui); não se trata de acidente ou curso desagradável dos fatos: é a coisa posta em prática na sua pura essência. Também é da essência do próprio que seja totalitário: por querer unir poder político a poder econômico, não por resultado do acaso que formam-se Leviatãs gigantescos, que passarão por cima de quem for preciso.
Defender publicamente algo assim é extremamente problemático, diante de cupinchas ou no corrompido meio universitário pode passar despercebido ou soar normal, contudo, caso você esteja conversando com um revolucionário, há uma maneira de deixá-lo com as calças nas mãos, caso o público seja neutro (ainda que até mesmo ignorante):
O que você pretende fazer com aqueles que não aderirem à revolução?
A pergunta é simples, objetiva e de fácil resposta. Já tive a oportunidade de encurralar um anarquista e um socialista num debate público com essa pergunta. Force a resposta o quanto necessário (como diz Ben Shapiro, fazer o esquerdista defender sua posição é uma etapa essencial do debate). Nesse momento, você fará o revolucionário ter a árdua tarefa de justificar um morticínio.
Lembrando, a pergunta é para DEIXÁ-LO embaraçado DIANTE DA EVENTUAL PLATEIA, ele próprio não verá maiores problemas em matar alguém (ou alguens) aqui ou acolá. Internamente, o revolucionário já “resolveu” esse problema com sua psicologia pervertida: ele justifica as mortes atuais com vistas ao futuro perfeito (vide Hobsbawn e os 30 milhões de mortos) – característica essencial da mentalidade revolucionária; ou crê em algo ainda mais ingênuo: que por meio de alguma manobra convencerá a todos de sua causa, não precisando matar ninguém (ainda assim, mesmo que ele convença TODOS os proletários, ele terá de exterminar a burguesia, por exemplo).
A possibilidade de um genocídio, mesmo ao ouvido político destreinado, sempre soará absurda ou no mínimo duvidosa. Com a experiência histórica (pois é, os caras tão propondo o mesmo método para resolver os problemas há cem anos e nós que somos os reacionários…) e o senso moral inerente a qualquer ser humano normal, a probabilidade de rejeição à proposta revolucionária é enorme.
Como afirma Thomas Sowell, provavelmente o maior economista vivo, há três perguntas pelas quais praticamente nenhuma doutrina esquerdistas é capaz de passar:

1ª – Comparam [suas políticas] com o quê?
2ª -  A qual custo? [processo revolucionário fascista e sanguinário. A qual custo? Milhares de vidas].
3ª – Que prova concreta tem [que suas políticas funcionaram/funcionam]? [notem que a argumentação esquerdista quase sempre se volta para o futuro, pois seu passado é tenebroso e justificá-lo requer diversas torções argumentativas. A promessa pela omelete segue; até hoje, apenas ovos quebrados].

As 10 profissões que mais (e menos) atraem psicopatas

Segundo a publicação britânica The Week, CEO é a profissão que mais possui psicopatas


The Office Chefe Gestão Chefia  (Foto: Divulgação)

Ter um colega de trabalho psicopata pode ser mais comum do que se imagina e isso não significa que alguém será cortado com uma serra elétrica. Falta de empatia, tendência à insensibilidade, desprezo pelos sentimentos de outras pessoas, irresponsabilidade, irritabilidade e agressividade são as principais características da psicopatia, um transtorno de personalidade antissocial.

A publicação britânica The Week divulgou duas listas: uma com as profissões que mais possuem psicopatas e outra com as que possuem menos psicopatas. Vamos lá:

 Profissões com mais psicopatas Profissões com menos psicopatas 
CEOCuidador
AdvogadoEnfermeiro
Profissional de Mídia (TV/Rádio)Terapeuta
VendedorArtesão
Cirurgião Estilista
JornalistaVoluntário
PolicialProfessor
Líder ReligiosoArtista
ChefMédico
10ºFuncionário Público10ºContador


O site da revista justifica o ranking da lista de profissões que possuem menos psicopatas. Segundo a publicação, essas atividades precisam de conexão humana e, por sua própria natureza, os psicopatas não seriam atraídos por elas.
Por outro lado , a maioria das funções que atraem mais psicopatas requerem capacidade de tomar decisões objetivas, sem usar os sentimentos. "Psicopatas seriam atraídos para esses papéis e iriam prosperar", afirma a The Week.

Fonte  - http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2013/10/10-profissoes-que-mais-e-menos-atraem-psicopatas.html

Ciência é mais do que matemática

Ciência é mais do que matemática
6528.jpgNo início desse ano, o ilustre biólogo de Harvard, E.O Wilson, escreveu um artigo no The Wall Street Journal sobre as limitações da matemática nas ciências.Este cidadão nascido no Alabama — e mais conhecido em outros lugares como o Pai da Sociobiologia — argumentou que a capacidade de formular contribuições conceituais à ciência não demanda habilidades matemáticas e nem mesmo um componente matemático.  Wilson concluiu que "felizmente, uma excepcional fluência matemática é necessária somente em algumas disciplinas, tais como a física das partículas, a astrofísica e a teoria da informação. Muito mais importante no restante das ciências é a habilidade de formular conceitos, processo esse em que o pesquisador imagina cenários e processos por meio da intuição".
O próprio Wilson notou que só foi aprender cálculo depois de seus 30 anos — ou seja, após ter obtido estabilidade em seu cargo de professor em Harvard —, e lamenta a perda de conhecimento científico resultante do fato de que seus potenciais colaboradores optam por outras carreiras devido a uma deficiência no conhecimento matemático.
Embora isso não seja um problema para os economistas austríacos — que utilizam a lógica dedutiva apriorista no desenvolvimento da teoria econômica e dos conceitos econômicos —, a corrente econômica dominante (mainstream) permanece apegada a essa ideia de usar dados como um fim em si próprios, de tal forma que a disponibilidade de dados determina, por si só, a dimensão da pesquisa econômica.  Como resultado, conceitos como o de capital, que não se prestam à análise matemática, são frequentemente ignorados pela corrente dominante ou apenas tidos como constantes (de modo a simplificar seu uso em técnicas de modelagem econômica).  
Essa deficiência ajuda a explicar a total incapacidade do mainstream em sequer diagnosticar que havia uma bolha imobiliária em formação nos EUA e na Europa, e uma das principais razões da ignorância desta corrente econômica em relação ao fenômeno dos investimentos errados e insustentáveis resultantes da inflação da moeda feita pelo sistema bancário em conjunto com o Banco Central.
Esses comentários de Wilson são muito interessantes para aqueles que, como os austríacos, sabem que a ênfase da economia mainstream na modelagem estatística é baseada no desejo de alcançar o mesmo rigor científico das ciências exatas. Esse desejo é remanescente da Era Progressista, muito bem resumida pelo discurso de Irving Fisher à Associação Americana de Economia, em 1919. Fisher escreveu que:
Deveria ser criado um fundo para a pesquisa econômica, na administração do qual os economistas, o trabalho e o capital iriam, todos os três, participar e o qual seria um tipo de laboratório para o estudo dos grandes problemas econômicos que enfrentamos. Atualmente, as ciências físicas possuem seus grandes laboratórios. Contudo, espera-se que o economista obtenha seus próprios fatos e suas próprias estatísticas, e faça seus próprios cálculos à custa de seu próprio orçamento. Pesquisas caras, muito além do orçamento de um professor comum, são necessárias se um economista deseja ser de alguma importância para os serviços públicos em estudar a distribuição de riqueza, o sistema de lucros, os problemas laborais e outros problemas práticos relevantes.
Meio século depois, Milton Friedman analisou o argumento de Fisher e o aprofundou no ensaio A Metodologia da Economia Positiva, enfatizando o papel da matemática e da estatística na economia e glorificando a acurácia preditiva acima de tudo — acima até mesmo da teoria correta.  Os dados devem conduzir tudo que for testado empiricamente, e se os resultados explicarem corretamente o mundo real, então eles devem estar corretos do ponto de vista teórico.  Para Friedman, as metodologias econômicas devem "ser julgadas pela precisão, pelo escopo e pela conformidade com a experiência das previsões que [elas] produzem.  Em resumo, a economia positiva é, ou pode ser, uma ciência 'objetiva', exatamente no mesmo sentido que quaisquer outras das ciências físicas [exatas]".
Os economistas seguidores da Escola Austríaca já haviam enfrentado tudo isso anteriormente, começando por sua resposta ao historicismo alemão e a constatação de que esses historicistas não possuíam nenhuma base teórica para a economia como uma ciência.  Na década de 1950, F.A Hayek notou em sua importante obra A Contra-Revolução da Ciência que, ao adotarem os modelos matemáticos das ciências naturais, os economistas podem facilmente tratar o objeto de seu estudo — a pessoa humana — da mesma maneira que os físicos examinam partículas de matéria.  Em vez de seres vivos dotados de livre arbítrio, a pessoa humana é facilmente reduzida a elementos que podem ser investigados e manipulados de modo a alcançar um fim social preferido pelo estado.  É perfeitamente possível entender por que um grande progressista como Fisher exaltaria tal abordagem; mas é extremamente irônico constatar que um libertário como Friedman iria expandi-la.
Embora a matemática seja uma ferramenta importante nas ciências sociais, a forma com que passou a ser usada pelos cientistas sociais restringiu o escopo das investigações e, até o momento, não contribuiu em nada para nosso conhecimento teórico.  Por outro lado, como Rothbard observou, a ênfase na matemática é ótima para defender a expansão do estado, pois fornece uma "precisão científica" às políticas governamentais.  O resultado hoje é uma espécie de "complexo intelecto-industrial": os governos extraem dinheiro da população por meio da força e da coerção e direcionam esse dinheiro para institutos de pesquisa cujos pesquisadores formulam modelos que fornecem justificativas científicas para políticas que requerem — surpresa! — que os governos extraiam ainda mais dinheiro da população por meio da força e de coerção.  Infelizmente, trata-se de um complexo que alimenta grande parte das atividades de pesquisas, da qual uma boa fatia dos estudantes universitários anseia fazer parte.
Enquanto isso, economistas não-ligados ao governo e não-dependentes de bolsas estatais são mais modestos em sua abordagem e mais apreciativos com relação ao papel das leis naturais, cujo estudo e compreensão deve sempre fazer parte de sua vocação.   
Tais indivíduos são mais propensos a entender que os riscos relacionados a direcionar a ciência para os interesses normativos de indivíduos poderosos são gigantes.  À medida que as economias globais vão reverberando em reação às intervenções "científicas" nas forças do mercado, a economia mainstream terá inevitavelmente de adotar uma postura mais humilde e reconhecer as limitações das abordagens matemáticas.  Seus praticantes deveriam começar aprendendo com aquelas escolas não-convencionais — como a austríaca — que evitaram estas abordagens.

Christopher Westley é professor adjunto do Ludwig von Mises Institute. Leciona no College of Commerce and Business Administration da Jacksonville State University.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ditador Kim Jong-un, já executou publicamente 80 pessoas em novembro [E tem retardado que diz que "coreia do norte sofre bullying"...]

Ditador Kim Jong-un, já executou publicamente 80 pessoas em novembro [E tem retardado que diz que "coreia do norte sofre bullying"...]

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, fala durante um banquete realizado para cientistas, engenheiros, operários e funcionários que participaram do lançamento do foguete Unha-3
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, fala durante um banquete realizado para cientistas, engenheiros, operários e funcionários que participaram do lançamento do foguete Unha-3
próxima
São Paulo - O governo da Coreia do Norte, liderado pelo ditador Kim Jong-un, já executou publicamente 80 pessoas em novembro. A maioria teria sido morta por ter assistido a vídeos contrabandeados de programas da Coreia do Sul e algumas por prostituição.

As informações são do jornal sul-coreano Joongang Ilbo, que cita uma fonte anônima e também um desertor norte-coreano.
A fonte diz que é próxima dos assuntos do governo e que recentemente voltou ao país. Ela afirmou que, em ao menos sete cidades, houve execuções no dia 3 de novembro.
Em Wonsan, no sudeste do país, autoridades teriam prendido dez mil pessoas em um estádio esportivo para obrigá-las a ver a execução de oito pessoas por fuzilamento. Com sacos brancos na cabeça, os presos foram amarrados a estacas e mortos.
O site North Korea Intellectual Solidary, feito por desertores do país, disse que tinha informações de que o governo já planejava a onda de execuções públicas há meses. Ela teria o objetivo de intimidar a população e evitar qualquer protesto.
Na Coreia do Norte, assistir a pornografia e também filmes e programas estrangeiros é um crime considerado grave.
Contudo, muitos norte-coreanos têm burlado essa regra nos últimos anos, com a popularidade do DVD e dos pendrives. Bíblias também são proibidas. 
Histórico
Em setembro, o jornal japonês Asahi Shimbun relatou que nove membros da Orquestra Unhasu, norte-coreana, foram mortos depois de venderem filmes pornográficos.
Em 2012, segundo a Anistia Internacional, seis pessoas foram executadas naquele país. Contudo, o número é muito subestimado, já que a maioria das prisões, julgamentos e mortes no país, extremamente fechado, não vem à tona.

Ministro da Justiça inova e inventa a “espionagem light”, a espionagem “boazinha”, que não viola a privacidade de ninguém

Espionagem light”

A espionagem do Brasil é diferente. É "boazinha", segundo o ministro da Justiça (Ilustração: emfsafetynetwork.org)
A espionagem do Brasil é diferente. É “boazinha”, segundo o ministro da Justiça (Ilustração: emfsafetynetwork.org)
Que fique bem claro para os amigos leitores, antes de mais nada: acho que todo país minimamente importante deve zelar pelos seus interesses de todas as formas — e isto inclui serviços de informação e de contra-informação.
Espionagem, se quiserem usar o termo.
Sou, portanto, inteiramente favorável a atividades que o governo brasileiro desenvolva nesse sentido, por intermédio da Agência Brasileira de Informações (Abin), desde que obedecidos os ditames da lei.
Para mim, portanto, não constitui escândalo algum o estardalhaço feito pela Folha de S. Paulo com a notícia segundo a qual a Abin xeretou o trabalho — e, eventualmente, a vida — de embaixadores dos Estados Unidos, da Rússia e do Irã.
É evidente que governo algum fica confortável com a revelação pública de que praticou esse tipo de atividade, que nenhum país de algum porte deixa de fazer.
O que chega perto do ridículo são algumas explicações dadas pelo governo lulopetista. O ilustre ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que não tem nada a ver com essas atividades porque elas estão sob o guarda-chuva do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, depois de dizer que o que o Brasil praticou foi contra-espionagem, saiu-se com a seguinte declaração:
– “O que foi feito não houve violação à intimidade e foi feito em território nacional. não vejo nenhum abalo [à imagem do Brasil]“.
Pronto: Cardozo acabou de inventar a “espionagem light”. À maneira da feijoada “light”. Uma espionagem que não viola “a intimidade”. Uma espionagem, portanto, “boazinha”, que não mexe com ninguém.
Em que consistirá espionar alguém dessa forma?
Ficar olhando de longe, de binóculos?
Ficar de plantão esperando o sujeito entrar e sair de seu local de trabalho e anotar num papelzinho?
Conversar com o faxineiro do prédio onde o “espionado” reside?
Cardozo, uma vez mais, perdeu uma magnífica oportunidade de ficar calado.


Creio porque é absurdo


ARTIGO: "Creio porque é absurdo".

Por Maria Lucia Victor Barbosa (*)
Uma minoria esclarecida pergunta um tanto perplexa: por que um tipo como Lula da Silva, pelego sindical, sujeito sem instrução, dono de palavreado grosseiro e atitudes constrangedoras faz tanto sucesso? Ele foi eleito presidente da República, reeleito, elegeu uma senhora que não consegue juntar de forma coerente dois parágrafos, um “poste” que está levando o Brasil para o buraco mais profundo da economia. Agora Lula “decretou”: Dilma será reeleita e fim de papo.
Não duvido. Há mais de um ano em campanha esta senhora dispõe da máquina presidencial que lhe faculta todo e qualquer poder financeiro e político, em detrimento dos minguados recursos de outros candidatos se com ela comparados. Tudo justificado como se a compra descarada de votos fosse a mais pura arte de governar. Rousseff “faz o diabo” conforme prometeu sob o comando do “presidento” Lula da Silva.
Provavelmente foi do “presidento” e não da “presidenta”, já que o raciocínio dela é tardo, a ideia dos médicos estrangeiros, notadamente os cubanos entre os quais alguns brasileiros sem-terra que foram estudar na Ilha do sanguinário companheiro Fidel Castro. Os cubanos serão tratados como escravos já que receberão uma espécie de bolsa sem nenhum direito trabalhista. Boa parte do que deveriam receber irá para El Comandante e para onde mais só Deus sabe. Estranho tratamento dado a trabalhadores pelo governo do Partido dos Trabalhadores. Em todo caso, isso faz parte da campanha e fez com que aumentasse a popularidade da senhora Rousseff. Quando começar a morrer gente o PT culpará os Conselhos Médicos, apesar de que agora é o Ministério da Saúde que dá o revalida.
Muito êxito também obtiveram os rompantes nacionalistas da governanta contra a espionagem norte-americana. Ela foi à ONU, espinafrou o presidente Obama e afirmou que não iria visitá-lo se ele não pedisse desculpas e prometesse nunca mais fazer aquela coisa tão feia. Só faltou Rousseff mandar Obama ajoelhar no milho para se penitenciar.  Isso levaria o povo ao delírio. Afinal, somos latino-americanos e odiamos o Grande Satã Branco, apesar de nossas idas constantes aos Estados Unidos para comprar, passear, estudar, tratar da saúde. E se é chique ser de esquerda desconheço milhões pessoas indo à Cuba para comprar charutos.
De todo modo, o piti da senhora Rousseff ficou meio esquisito quando foi noticiado que o Brasil também espionou diplomatas da Rússia, do Irã, do Iraque, uma sala alugada pela Embaixada Americana em Brasília e franceses. A governanta justificou tais atos como constitucionais e “espionagem preventiva”.
Não foi mencionado que se mais não fizemos foi porque não possuímos a tecnologia avançada dos Estados Unidos, país que se notabiliza em todos os avanços graças, inclusive, ao grande número de judeus que lá moram e que fazem evoluir para a humanidade um espetacular desenvolvimento em todas as áreas científicas.
Mas voltemos à pergunta inicial que envolve também a ascensão de inúmeros trastes como o finado Hugo Chávez ou de seu sucessor, Nicolás Maduro, farsante de quinta categoria ao qual teremos que doar até papel higiênico, na medida em que tudo falta no Socialismo do Século 21.
Lula, o chibante, foi sempre bafejado pela sorte. Dono de uma verborragia de repentista, no pouco tempo em que trabalhou como metalúrgico conseguiu empolgar operários e agradar patrões. Assim, chamou atenção do PT que precisava de seu proletário para justificar a ideologia de esquerda da burguesia intelectual que organizou o partido, tornado seita pela fé dos militantes. O PT fez de Lula seu Mussolini de Terceiro Mundo e com ele, depois de inúmeras tentativas, chegou lá de onde não pretende mais sair. Coisa fácil uma vez que não existe nenhum tipo de oposição no país.
Mas há algo mais por trás do borbulhante sucesso de tipos como Lula: a mentira e a linguagem pervertida, próprias da propaganda comunista, em que pese o “presidento” e seus “mandarins” viver como abastados capitalistas.
Conforme O Livro Negro do Comunismo, “as palavras pervertidas aparecem como uma visão deslocada que deforma a perspectiva de conjunto: somos confrontados a um astigmatismo social e político”. “A impressão primeira permanece e graças a sua incomparável potência propagandista, amplamente baseada na perfeição da linguagem, os comunistas utilizaram toda a força das criticas feitas aos seus métodos terroristas para retorná-las contra essas próprias críticas, reunindo, a cada vez, as fileiras de seus militantes e simpatizantes na renovação do ato de fé comunista”. “Assim, eles reencontraram o princípio primeiro da crença ideológica, formulada por Tertuliano em sua época: ‘Creio porque é absurdo”.
Qualquer semelhança com as técnicas usadas pelo PT não é mera coincidência.
(*) Marisa Lucia Victor Barbosa 

A inovação e a evolução requerem liberdade

A inovação e a evolução requerem liberdade

4786.jpgUma civilização é o produto de uma visão de mundo já definida, e sua filosofia se manifesta em cada uma de suas realizações.  Os artefatos produzidos pelos homens podem ser chamados de matérias; porém, os métodos utilizados no arranjo das atividades de produção desses artefatos são idealizados pela mente; eles são o resultado de ideias, as quais determinam o que deve ser feito e como deve ser feito.  Todos os ramos de uma civilização são impulsionados pelo espírito que permeia sua ideologia.
A filosofia que é a marca característica do Ocidente e cuja sólida elaboração transformou, nos últimos séculos, todas as instituições sociais tem sido chamada de individualismo.  O individualismo afirma que ideias, tanto as boas quanto as más, originam-se na mente de um indivíduo.  Somente alguns poucos homens são dotados da capacidade de conceber novas ideias.
Porém, dado que as ideias podem funcionar apenas se forem aceitas pela sociedade, tudo vai depender, em última instância, exatamente da aceitação ou da rejeição dessas ideias pela sociedade.  É a população — ela própria incapaz de desenvolver novas maneiras de pensar — quem vai aprovar ou desaprovar as inovações dos pioneiros.  Não há garantia nenhuma de que essa massa de seguidores irá fazer um uso inteligente do poder contido nessas ideias.  Uma sociedade pode rejeitar boas ideias — aquelas cuja adoção iria beneficiá-la — e aderir a ideias ruins que irão prejudicá-la seriamente.
Se uma sociedade opta pelas ideias ruins, a culpa não é apenas dela.  A culpa também deve ser imputada aos pioneiros das ideias boas por não terem tido êxito em apresentar seus pensamentos de uma forma mais convincente.  A evolução benéfica das relações humanas depende, em última instância, da capacidade da raça humana em gerar não apenas autores mas também arautos e disseminadores de ideias benéficas.
Pode-se lamentar o fato de que o destino da humanidade seja determinado pela mente dos homens — a qual certamente não é infalível.  Porém, tal lamento não pode mudar a realidade.  Com efeito, a superioridade do homem deve ser vista em seu poder de escolher entre o bem e o mal.  É precisamente isso que os teólogos tinham em mente quando louvaram a Deus por ter conferido ao homem o livre arbítrio para escolher entre a virtude e o vício.
Os perigos inerentes à incompetência das massas em fazer escolhas certas não podem ser eliminados pela simples transferência dessa autoridade de tomar decisões supremas para uma ditadura de alguns poucos homens, por mais notáveis que estes sejam.  É uma ilusão crer que o despotismo irá sempre se aliar às boas causas.  A característica intrínseca do despotismo é que ele tenta reprimir os esforços dos pioneiros em tentar melhorar a situação de seus semelhantes.
O principal objetivo de um governo despótico é impedir quaisquer inovações que possam porventura ameaçar sua supremacia.  Sua própria natureza o empurra para a adoção de um conservadorismo extremo, isto é, a tendência de preservar as coisas exatamente como estão, não importa o quão desejável uma mudança possa ser para o bem-estar das pessoas.  O regime se opõe a novas ideias e a qualquer espontaneidade da parte de seus súditos.
No longo prazo, mesmo o mais despótico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para as ideias.  No final, a ideologia que ganhou o apoio da maioria irá prevalecer e destruir as bases que sustentam a tirania.  E então os oprimidos irão se erguer em rebelião e derrubar seus opressores.
Entretanto, tal processo pode ser bastante lento; pode demorar a acontecer.  Nesse meio tempo, danos irreparáveis podem ser infligidos a toda a população.  Ademais, uma revolução necessariamente gera uma violenta perturbação na cooperação social, produz ódio e divisões irreconciliáveis entre os cidadãos, e pode causar uma amargura que até mesmo séculos serão incapazes de apagar.
Foi com esta ênfase nas ideias, que a filosofia do individualismo demoliu a doutrina do absolutismo, a qual atribuía revelação divina a soberanos e tiranos.  Ao suposto direito divino dos reis ungidos, o individualismo opunha os direitos inalienáveis conferidos ao homem por seu criador.  Contra a pretensão do estado de impor a ortodoxia e exterminar aquilo que ele considerasse heresia, o individualismo proclamou a liberdade de consciência.  Contra a inflexível preservação de antigas instituições que se tornaram detestáveis com o passar do tempo, o individualismo recorreu à razão.  Assim, ele inaugurou uma era de liberdade e progresso rumo à prosperidade. 
Os filósofos liberais dos séculos XVIII e XIX não imaginaram que uma nova ideologia surgiria para rejeitar resolutamente todos os princípios da liberdade e do individualismo, e para proclamar que a total submissão do indivíduo à tutela de uma autoridade paternal era o mais desejável objetivo da ação política, o mais nobre fim da história, e a consumação de todos os planos que Deus tinha em mente ao criar o homem.
Não apenas Hume, Condorcet e Bentham, mas até mesmo Hegel e John Stuart Mill teriam se recusado a acreditar caso alguns de seus contemporâneos tivessem profetizado que no século XX a maioria dos escritores e cientistas da França e dos países anglo-saxões iria se tornar entusiasta de um sistema de governo que eclipsa todas as tiranias do passado ao praticar uma impiedosa perseguição de dissidentes e ao fazer de tudo para privar o indivíduo de toda e qualquer oportunidade de incorrer em atividades espontâneas.  Seria considerado um lunático o homem que dissesse a eles que a abolição da liberdade, de todos os direitos civis e do governo baseado no consenso do governado seria chamada de libertação.  Entretanto, tudo isso aconteceu.
O historiador pode entender e fornecer explicações psicológicas para essa radical e repentina mudança na ideologia.  Porém, tal interpretação de modo algum invalida as análises e críticas que os filósofos e economistas fizeram das doutrinas charlatãs que geraram esse movimento.
O pilar da civilização ocidental está no âmbito das ações espontâneas que ela assegura ao indivíduo.  Sempre houve tentativas de reprimir a capacidade de iniciativa do indivíduo, mas o poder dos opressores e inquisidores nunca foi absoluto.  Não se conseguiu impedir o surgimento da filosofia grega e de seu desdobramento romano, bem como o desenvolvimento da ciência moderna e da filosofia.
Guiados pelo seu gênio inato, os pioneiros consumaram suas obras a despeito de toda hostilidade e oposição.  O inovador não teve de esperar pelo convite ou pela ordem de ninguém.  Ele pôde avançar de acordo com sua própria vontade e assim desafiar os ensinamentos tradicionais.  Na esfera das ideias, o Ocidente em geral sempre usufruiu as bênçãos da liberdade.
E então veio a emancipação do indivíduo no campo dos negócios, um feito do novo ramo da filosofia: a economia.  Plena liberdade foi dada ao homem empreendedor que sabia como enriquecer seus semelhantes por meio do aprimoramento dos métodos de produção.  Uma abundância de bens foi despejada sobre o homem comum em decorrência da adoção do princípio capitalista da produção em massa para a satisfação das necessidades das massas.
Para avaliarmos corretamente os efeitos da ideia ocidental de liberdade, temos de contrastar o Ocidente com as condições predominantes naquelas partes do mundo que jamais compreenderam o significado de liberdade.
Alguns povos do Oriente desenvolveram a filosofia e a ciência muito antes dos antepassados da atual civilização Ocidental terem emergido do barbarismo primitivo.  Há boas razões para supor que a astronomia e a matemática gregas ganharam seu primeiro impulso ao entrarem em contato com o que já havia sido realizado no Oriente.
Mais tarde, quando os árabes adquiriram um conhecimento da literatura grega por meio das nações que eles haviam conquistado, uma extraordinária cultura islâmica começou a florescer na Pérsia, na Mesopotâmia e na Espanha.  Até o século XIII, a ciência árabe não era inferior às façanhas contemporâneas do Ocidente.  Mas então a ortodoxia religiosa islâmica impôs o conformismo permanente e inabalável, e, com isso, pôs fim a toda atividade intelectual e a todo pensamento independente que existiam até então nos países muçulmanos, como já havia acontecido antes na China, na Índia e na esfera do cristianismo oriental.
As forças da ortodoxia e a perseguição de dissidentes, por outro lado, não conseguiu silenciar as vozes da ciência e da filosofia ocidentais, pois o espírito da liberdade e do individualismo já estava forte o bastante no Ocidente para sobreviver a todas as perseguições.  Do século XIII em diante, todas as inovações intelectuais, políticas e econômicas originaram-se no Ocidente.  Até que o Oriente voltasse a prosperar há apenas algumas décadas, quando entrou em contato com o Ocidente, o histórico dos grandes nomes da filosofia, das ciências, da literatura, da tecnologia, do governo e dos negócios dificilmente mencionava algum oriental.
O Oriente estava estagnado em um conservadorismo rígido até o momento em que as ideias ocidentais começaram a se infiltrar.  Para os orientais, coisas como escravidão, servidão, intocabilidade, costumes como osati ou a mutilação dos pés das meninas, punições bárbaras, miséria em massa, ignorância, superstição e desprezo por hábitos de higiene não lhes afetavam em nada.  Incapazes de compreender o significado da liberdade e do individualismo, eles estão ainda hoje encantados com o programa do coletivismo.
Embora esses fatos sejam bem conhecidos, milhões de pessoas hoje apóiam entusiasmadamente políticas que intencionam substituir o planejamento autônomo do indivíduo pelo planejamento feito por uma autoridade.  Tais pessoas estão ansiosas para se tornarem escravas.
Obviamente, os paladinos do totalitarismo protestam dizendo que o que eles querem abolir é "apenas a liberdade econômica", sendo que todas "as outras liberdades" permanecerão intocadas.  Porém, a liberdade é indivisível.  Essa distinção entre a esfera econômica da vida e da atividade humana e a esfera não-econômica é a pior de suas falácias.  Se uma autoridade onipotente possui o poder de especificar para cada indivíduo qual tarefa ele deve efetuar, então não lhe restou nada que possa ser chamado de liberdade ou autonomia.  Ela poderá apenas escolher entre obediência estrita ou morte por inanição.
Pode-se formar comitês de especialistas para aconselhar a autoridade planejadora sobre se um jovem deve ou não ter a oportunidade de trabalhar no campo artístico ou intelectual.  Porém, tal arranjo irá meramente educar discípulos dedicados à repetição, qual papagaios, das ideias inventadas pela geração anterior à dele.
Inovadores que discordassem das maneiras pré-aprovadas de se pensar seriam barrados.  Nenhuma inovação jamais teria sido realizada caso seu inventor tivesse de pedir autorização para aqueles de cujos métodos e doutrinas ele quisesse divergir.  Hegel jamais teria autorizado Schopenhauer ou Feuerbach, tampouco o professor Rau teria autorizado Marx ou Carl Menger.
Se o comitê de planejamento supremo tiver de determinar em última instância quais livros devem ser impressos, quem pode fazer experimentos nos laboratórios, quem deve pintar ou fazer esculturas, e quais alterações devem ser feitas em métodos tecnológicos, não haverá nem melhorias nem progresso.  O indivíduo se torna um peão nas mãos dos soberanos, os quais, em sua "engenharia social", irão manuseá-lo da mesma maneira que engenheiros manuseiam os objetos com os quais constroem edifícios, pontes e máquinas.
Em todas as esferas da atividade humana, uma inovação é um desafio não apenas para aqueles que gostam de seguir rotinas e para os especialistas e praticantes de métodos tradicionais; é um desafio ainda maior para aqueles que no passado foram inovadores.  Toda inovação enfrenta, em seu começo principalmente, uma obstinada oposição.  Tais obstáculos podem ser superados em uma sociedade em que haja liberdade econômica.  Mas eles são intransponíveis em um sistema socialista.
A essência da liberdade de um indivíduo é a oportunidade de divergir e se distanciar das maneiras tradicionais de se pensar e de se fazer as coisas.  O planejamento feito por uma autoridade central estabelecida impossibilita todo e qualquer planejamento feito pelos indivíduos.

Ludwig von Mises  foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".