terça-feira, 8 de outubro de 2013

RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS NECESSITAM DE VITAMINA D (1)

J.M.FILHO
Recém-nascidos prematuros correm sério risco de serem insuficientes em vitamina D e, caso possuam níveis muito baixos dessa vitamina, podem vir a sofrer de raquitismo. Pesquisadores indianos realizaram um estudo com 96 neonatos divididos em dois grupos: as crianças do grupo um receberam 800 UI de vitamina D e as do grupo dois 400 UI, administradas oralmente. A prevalencia de insuficiencia da vitamina era de 79% no grupo 1 e de 83% no grupo 2.

RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS NECESSITAM DE VITAMINA D (2)
Os resultados do estudo mostraram que as taxas de insuficiencia diminuiram significativamente após tres meses de suplementação em ambos os grupos, sendo mais efetiva no grupo 1. Apesar da melhora significativa nos níveis séricos de vitamina D no grupo de 800 UI, esses níveis mais elevados não deram como resultado uma melhor mineralização óssea aos tres meses, quando realizado o exame de Densitometria Òssea.
RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS NECESSITAM DE VITAMINA D (3)
Além disso, o peso, o comprimento e a circunferência da cabeça não diferiram significativamente entre os grupos. Um recém-nascido do grupo 1 apresentou níveis de vitamina D mais elevado do que os recomendados aos tres meses de idade, mas não sofreu nenhum efeito importante. De qualquer forma, o excesso de vitamina D durante pelo menos um mês pode causar diminuição do tonus muscular, diminuição do apetite, irritabilidade, entre outros sintomas.

DIABÉTICOS RECLAMAM DO NÃO CUMPRIMENTO DE LEI MUNICIPAL SOBRE BEBIDAS E ALIMENTOS (1)


Os diabéticos pessoenses, através da sua Associação, reclamam do não cumprimento da Lei Nº 12.428 de 22 de Agosto de 2012, que instituiu a obrigatoriedade nos bares, restaurantes populares, lanchonetes, em eventos socias e festas organizadas por buffet’s a disponibilizar pelo menos dois tipos de bebibas sem açucar nas mesmas apresentações que os demais refrigerantes, e pelo menos um tipo de sobremesa diet. Segundo a Associação, poucos são os estabelecimentos e eventos que cumprem o que foi aprovado pelo Poder Legislativo e sancionado pelo então Prefeito.
DIABÉTICOS RECLAMAM DO NÃO CUMPRIMENTO DA LEI MUNICIPAL SOBRE BEBIDAS E ALIMENTOS (2)
Sabidamente, os diabéticos possuem uma enfermidade que se caracteriza pelo aumento da glicose no sangue (hiperglicemia) e, nesses casos, o uso de açucar comum não é indicado pelo rápido aumento que provoca nos níveis da glicemia. Com o advento das bebidas e alimentos sem açucar, os diabéticos conseguiram uma grande conquista social, mas que fica prejudicada pelo não seguimento da Lei acima mencionada.

RISCO DE DIABETES EM USUARIO DE ESTATINAS (1)

J.M.FILHO
Estudos cientificos apresentados no último ano no Congresso da Associação Americana de Cardiologia (AHA), mostraram aumento na incidência de diabetes em usuários de estatinas, em especial naqueles de alto risco, como, por exemplo, os que apresentam glicemia de jejum alterada mas que não atingem os níveis de diagnóstico de diabetes.
RISCO DE DIABETES EM USUARIO DE ESTATINAS (2)
Uma análise de 13 estudos envolvendo 91.140 pacientes mostrou que houve aumento de 9% no risco de desenvolver diabetes, comparando estatina versus placebo, o que significa um novo caso a cada 225 pacientes tratados num intervalo de quatro anos. Isso representa um risco muito baixo diante dos benefícios já estabelecidos do uso de estatinas em redução de risco de eventos cardiovasculares.
RISCO DE DIABETES EM USUARIO DE ESTATINAS (3)
O mecanismo responsavel por esse achado é ainda desconhecido, mas provavelmente é multi-fatorial. Desse modo, apesar de parecer que o uso de estatinas aumenta o risco de desenvolver diabetes em pacientes de alto risco, isso não deve impedir o uso dessa classe de medicamento quando houver indicação médica. Pelas evidências atuais, a redução de risco de eventos cardiovasculares com o uso de estatinas tem um impacto mais significativo do que o risco de desenvolver diabetes.

Atlas do comportamento sexual no mundo

J.M.FILHO

 Um grupo de pesquisadores franceses coletou dados de cinco países e de 1.5 milhões de pessoas inscritas no site “Gleeden”, que é um espaço virtual de encontro de homens e mulheres casados e, à partir das informações obtidas, foi publicado o “Atlas Mondial des Sexualités”. Dentre as inúmeras informações, foi visto que os gregos são os campeões na Europa do número de relações sexuais por mês (11.5), antes dos franceses que apenas se classificam em 16º lugar com dez relações mensais. No tocante a prostituição, na Itália, em cada grupo de dez, nove trabalhadoras do sexo são de países estrangeiros, enquanto na Inglaterra esse número cai para cinco.
No Brasil, Grécia e Polonia, 80% acreditam que o sexo é importante, ao passo que no Japão e na Tailândia esse percentual cai para 38%. Por outro lado, a Suécia é o país onde ocorre o maior número de denúncias por violação sexual (53.2 para cada 100.000 habitantes), mas tem-se que levar em consideração que a definição jurídica de violação é muito mais ampla quando comparada as existentes em outros países. Uma outra informação obtida foi a de que os chamados “brinquedos sexuais” são mais utilizados pelos ingleses, nuruegueses e suecos. Já 88% da produção pornográfica mundial são originárias dos Estados Unidos e Rússia, com o restante sendo praticamente produzidas pela Hungria e República Checa.
Muitas outras pesquisas já foram feitas sobre o assunto, como a da Universidade do Texas, Estados Unidos, mostrando que estudantes americanos de origem asiática apresentam comportamentos sexuais mais conservadores do que aqueles de origem hispânica. Esse estudo também mostrou que as mulheres se aculturam mais facilmente sobre o plano das práticas sexuais quando comparadas aos homens, qualquer que seja a origem cultural. Finalmente, um fenômeno que vem sendo observado se relaciona as lojas onde são vendidos objetos para práticas sexuais mostrando um notável crescimento nos últimos anos em quase todos os países ocidentais.

SEGUNDO AGÊNCIA EUROPEIA, INSULINA GLARGINA É SEGURA (1)


A Agência Europeia de Medicamentos (EMA - European Medicines Agency) concluiu há poucos dias que a insulina glargina utilizada para o tratamento do diabetes não apresenta risco aumentado de câncer. Desde algum tempo havia uma discussão acerca de uma potencial ligação entre insulina glargina e neoplasias, particularmente o câncer de mama. Os novos dados que contribuiram para orientar a decisão da EMA incluiram principalmente resultados de dois grandes estudos.
SEGUNDO AGÊNCIA EUROPEIA, INSULINA GLARGINA É SEGURA (2)
O primeiro coletou informações de cerca de 175.000 pacientes do norte europeu tratados com insulina glargina, insulina humana ou combinações de insulinas, e o outro estudo foi obtido pela coleta de dados de aproximadamente 140.000 pacientes nos Estados Unidos. Ambos os estudos pesquisaram a ocorrência de câncer de mama, colorretal e próstata com a utilização de vários tipos de insulinas.
SEGUNDO AGÊNCIA EUROPEIA, INSULINA GLARGINA É SEGURA (3)
Foi incluido ainda na revisão que levou à decisão da EMA, resultados de casos-controle feitos no Canadá, França e Reino Unido, comparando 775 pacientes com diabetes e câncer de mama com grupo controle de diabeticos sem câncer, e utilizando insulinas glargina, insulina humana e outros tipos de insulina. Baseada na avaliação de estudos populacionais, a EMA concluiu que não houve aumento de risco de câncer com a insulina Glargina, como também não foi detectado nenhum mecanismo pelo qual essa insulina poderia aumentar o risco de câncer.

ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL DIMINUEM ANSIEDADE (1)

J.M.FILHO
Uma nova pesquisa americana sugere que a forma de regular as emoções, tanto benéficas quanto maléficas, pode influir no surgimento e na gravidade da mesma, segundo um estudo publicado na revista “Emotion”. Foram investigados 179 homens e mulheres que explicaram como controlavam suas emoções e como se sentiam ansiosos em diversas situações saudáveis.
 

ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL DIMINUEM ANSIEDADE (2)
O estudo revelou que os que participaram da estratégia de regulação emocional chamada reavaliação, que consiste em examinar um problema de uma maneira nova, tendem a ter menos ansiedade social e menos ansiedade em geral do que aqueles que evitam a expressão de seus sentimentos. Essa estratégia significa repensar e avaliar o que se passou e pensar quais são os aspectos positivos, fazendo com que isso seja algo estimulante e não um problema.
ESTRATÉGIAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL DIMINUEM ANSIEDADE (3)
Os participantes que utilizaram regularmente esse enfoque reconheceram que tiveram um nível de ansiedade menos intenso. Reconhece-se assim que nem toda ansiedade é maléfica, e mesmo a supressão das emoções pode ser uma boa estrategia, mas em situações de curto prazo, da mesma forma que uma atitude sempre positiva pode ser perigosa, como, por exemplo, ignorar seus problemas de saúde. Saber chegar no ponto de equilibrio é a meta principal, pois, através de processo de regulação emocional podemos regular nosso próprio estado interno, nos acalmando, nos contendo e nos motivando.

TABAGISMO É DUAS VEZES MAIOR EM TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO (1

JOÃO MODESTO
Nos pacientes com enfermidade mental as possibilidades de passar do uso ao abuso do cigarro é significativamente maior (cerca de duas vezes maior) do que nos indivíduos que não possuem esse tipo de transtorno. Quando da existência de dois transtornos (um, aditivo ao cigarro, e o outro, mental) temos a denominação da patologial dual, uma condição clínica de que sofrem praticamente todas as pessoas que fazem consultas por adições em geral, e por mais da metade dos que sofrem transtornos mentais.


TABAGISMO É DUAS VEZES MAIOR EM TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO (2)
Nesses casos, não se trata apenas de um hábito mas de uma verdadeira enfermidade aditiva, observando-se que a causa da adição ao cigarro é a disfuncionalidade do sistema nicotínico endógeno que encontra-se alterado. A ideia de que o tabagismo seria uma espécie de auto-medicação não encontra eco, mesmo porque esses pacientes não apresentam nenhum interesse em deixar de fumar.
TABAGISMO É DUAS VEZES MAIOR EM TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO (3)
De qualquer forma, embora de forma mais laboriosa porque tem-se que trabalhar mais intensivamente a motivação, os estudos de pacientes com distintos diagnósticos psiquiátricos e diferentes abordagens terapéuticas mostram que se pode alcançar a abstinência quanto ao tabagismo.