quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Por que o Coliseu de Roma parece ter uma parte “quebrada”?


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Coliseu foi construído em meados do ano 72 d.C. pelo atual imperador de Roma Flavio Vespasiano, no mesmo local onde outrora foi a sede do palácio de Nero. Com o intuito de servir como um imenso anfiteatro para entretenimento do povo, a gigantesca obra que levou 8 anos para ser concluída, teve cem dias ininterruptos de batalhas entre gladiadores e animais selvagens.
Na estrutura inicial construída por Vespasiano só havia 3 pavimentos mas com a mortedo Imperador em 81 d.C., seu irmão Domiciano acrescentou mais um andar à obra que passou a ter
um quarto piso completando 48,5 metros de altura em 189 metros de extensão.
O monumento imponente foi construído em mármore e pedra vulcânica, travertino e ladrilho, dividindo as arquibancadas em três partes com a finalidade de separar por completo as classes sociais romanas.
A Decadência e as Ruínas atuais do Coliseu
O Coliseu (antes chamado apenas de Anfiteatro Flaviano), maior cenário de entretenimento de Roma, viu seus dias de glória chegarem ao fim com a proibição dosespetáculos de crueldade
decretados pelo então Imperador Honório.
Com isso, não era mais utilizado e perdeu suas principais funções, sendo deixado ao tempo pelos governantes e pela população. Nesse meio tempo, vários terremotos abalaram a cidade e a construção foi perdendo as partes mais danificadas por rachaduras do tempo e outras intempéries. Os pedaços quebrados da construção eram saqueados por locais e dizem os historiadores que cada casa de Roma foi construída com um “pedacinho” do Coliseu.
A estrutura erguida até hoje é o principal alvo dos turistas que visitam Roma e por causa de inúmeras fissuras e rachaduras, já passou por diversas restaurações ao longo dos anos.

Tumba confirma que mulheres governaram no Peru há 1,2 mil anos


Segundo arqueólogos, imponente tumba de sacerdotisa mostra que mulheres governaram no Peru há 1,2 mil anos Foto: AFP
Segundo arqueólogos, imponente tumba de sacerdotisa mostra que mulheres governaram no Peru há 1,2 mil anos
Foto: AFP

​A descoberta de uma nova tumba de uma sacerdotisa pré-hispânica no norte do Peru, a oitava encontrada em mais de duas décadas de pesquisas, confirma que mulheres poderosas governaram a região há 1,2 mil anos, segundo arqueólogos.

Os restos dessa mulher, pertencente à cultura Moche ou Mochica, entre 200 e 700 d.C., foram descobertos no final de julho por arqueólogos na província de Chepén, na região La Libertad (norte do Peru), somando-se a outras descobertas surpreendentes na região.
A evidência de mulheres governantes na região de La Libertad vem assombrando os cientistas. Em 2006, no distrito de Magdalena de Cao (La Libertad), foi descoberta a famosa "Senhora de Cao", considerada uma das primeiras mulheres governantes do Peru, que morreu há 1,7 mil anos.
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"Esta descoberta deixa claro que nesta região as mulheres não apenas chefiavam rituais, mas eram as rainhas da sociedade Mochica", disse à AFP Luis Jaime Castillo, diretor do projeto arqueológico San José de Moro. "É a oitava sacerdotisa descoberta, só encontramos tumbas de mulheres nas escavações e nunca de homens", acrescentou.
A sacerdotisa estava "em uma imponente câmara funerária de 1,2 mil anos" de idade, explicou o arqueólogo, que destacou que os Mochica eram conhecidos como mestres artesãos e grandes construtores de cidades de barro.
"A câmara funerária da sacerdotisa é de barro em forma de 'L' e estava coberta com placas de cobre em forma de ondas e aves marinhas. Perto do seu pescoço estavam uma máscara e uma faca (Tumi)", explicou Castillo.
A tumba, pintada com desenhos nas cores amarela e vermelha, também tinha nos lados cerca de dez nichos repletos de oferendas de cerâmica de tamanhos variados, a maioria vasilhas.
"Acompanhavam a sacerdotisa os corpos de cinco crianças, dois deles bebês, e dois adultos, todos sacrificados", afirmou o cientista, após indicar que na parte superior do féretro estavam dois penachos que representam uma ave pescadora descendo em picada.​
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A câmera funerária foi desenhada com uma entrada e nela foi montada uma exposição de peças colocadas ordenadamente, possivelmente cumprindo uma função, acrescentou.
Julio Saldaña, arqueólogo responsável pelos trabalhos na câmara funerária, disse que a descoberta da tumba confirma que a localidade de San José de Moro, província de Chepén, é um cemitério da elite Mochica e que as tumbas mais ricas pertencem às mulheres.
"Estamos diante de um lugar dedicado ao culto aos ancestrais, em cuja periferia os súditos mochicas deixaram evidências múltiplas como cântaros de tamanhos diferentes e cozinhas para a elaboração de chicha (bebida originária do Peru à base de milho)", disse.
No enxoval funerário da sacerdotisa foi encontrada uma finíssima peça de cerâmica policromática, desenhada com iconografia moche, na qual foi colocada uma coroa de prata e cobre dourado, em forma de penacho, situada na altura da cabeça do personagem da elite.
Debaixo do corpo da mulher havia uma fina camada de areia e na altura da cintura foi encontrada uma taça cerimonial e peças de tamanho regular de Spondylus (conchas usadas pela nobreza na época pré-hispânica) em cada uma das mãos da mulher. Também foram encontradas oferendas na altura dos pés.
Castillo informou que assim que forem levantados os restos e objetos, estes serão levados a um laboratório para estudo. Depois, os pesquisadores tentarão obter apoio financeiro para a construção de um museu.

FILMES LIGADOS AO PROJETO ÁGUA

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Acho que quase ninguém alcançava o que Hurricane Smith cantava na década de 70. Agora, quase 40 anos depois, compreendemos que ele já previa o que estaria acontecendo Planeta Água 

A implosão da mentira

A implosão da mentira 
Affonso Romano de Sant'Anna

Fragmento 1

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.

Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.

Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.

Fragmento 2

Evidente/mente a crer 
nos que me mentem 
uma flor nasceu em Hiroshima 
e em Auschwitz havia um circo 
permanente.

Mentem. Mentem caricatural-
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem
com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente. Mentem
ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre.Mentem
fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre.E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial?mente,
mente partidária?mente,
mente incivil?mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
—diária/mente.

Fragmento 3

Mentem no passado. E no presente
passam a mentira a limpo. E no futuro
mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar
em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu
quem mente.
mas o tribunal que o julga
herege/mente.
Mentem como se Colombo partindo
do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira
um continente.

Mentem desde Cabral, em calmaria,
viajando pelo avesso, iludindo a corrente
em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.

Fragmento 4

Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto
penitente/mente, ou me exilar
com Mozart musical/mente em harpas
e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.

Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros
cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores
cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.

Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora
tenha a noite pela frente.

Fragmento 5

Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.

E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.

Este poema, que foi enviado ao Releituras pelo autor, foi publicado em diversos jornais em 1980. Apesar do tempo decorrido, face aos acontecimentos políticos que vimos assistindo nesses últimos tempos, ele permanece atualíssimo.

Segundo Affonso Romano de Sant'Anna, foi publicado também em várias antologias, como "A Poesia Possível", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1987, "mas os leitores a toda hora pendem cópias", afirma o poeta.

Memórias de um Rei:

Memórias de um Rei: 



Eis que ainda lembro-me de teus verdes campos onde o vento mais parecia escovar tua relva; teu crepúsculo era ainda mais lindo que uma gravura divina e teu amanhecer, como o próprio paraíso.
Ainda lembro-me de teus vales e córregos e o florescer de tuas primaveras; teus rios eram a essência de teus cidadãos e tuas matas, o saciar de nossa fome.
Lembro-me de ventos, chuvas e estrelas que tantas vezes foram os berços que acalentaram minhas noites; tuas águas, tuas montanhas, tua vida.
Minha querida Camelot!
Os medos que existiam em mim eram desfeitos quando em ti pensava; minhas glórias e meus feitos tinham a ti como objetivo.
Jamais duvidei de ti e todas as honras vos eram dedicadas; meu paraíso e meus tesouros certamente encontram-se em teus domínios. 
Pode haver mais beleza e magia em algum outro lugar?
Não minha doce Avalon!
Vós que me enfeitiçais com encantos de ternura e compaixão e que em beijos, saciaram minha sede; vós que espalhaste amor por todo meu reino e que com sabedoria deixaste em mim a marca de vosso ser sabeis: nunca haverá em meu coração outra senão vós. Jamais tornarei a amar alguém com tanta intensidade e minha alma estará eternamente selada a vossa.
Mesmo que as nuvens caiam e que se torne negro o sol, o meu amor não diminuirá minha amada Morgana.
Porém sei também odiar e que os céus me ouçam! Vós que manchastes de negro meu reino e de minhas terras afastastes a paz, rezai.
De trevas e perversão tingistes meu povo e de calúnias e engodos construístes um império. Não terás de mim nenhuma compaixão nem piedade. 
Pode haver escuridão e névoa em vosso redor, mas ainda assim vos digo: temei vilão, pois minha ira só será aplacada após vossa destruição.
Esperai por mim odioso Modred!
Amigos são como o vento que não sabemos de onde vem ou para onde vão. Por toda a minha vida esperei por um irmão e eis que, diante de mim, como uma labareda flamejante tu apareceste. Nenhum ser, mortal ou divindade teve por mim maior afeto.
Vossa espada e vosso escudo defenderam meu reino como a águia defende seu ninho; vosso cajado se ergueu para proteger camelot e, por isso meu irmão, eu o saúdo.
Agora que o ar se esvai de meu peito e minha alma se afasta de meu corpo, posso apenas me despedir de ti:
Adeus meu amigo! Adeus Lancelot!
FIM 
MARTHA MEDEIROS

O japonês que sobreviveu a duas bombas atômicas



Na segunda Guerra Mundial, um japonês teve uma sorte incrível. Na realidade, este fato aconteceu duas vezes num prazo de três dias.
Em 06 de agosto de 1945 ele escapou da morte enquanto 100 mil pessoas tiveram um destino trágico. No dia 09 de agosto, outra sorte: outra bomba e  novamente sobrevive, enquanto cerca de 70 mil pessoas morreram. Este homem resistiu aos ataques por bomba em Hiroshima e Nagasaki.

O primeiro ataque aconteceu em Hiroshima. No dia 6 de agosto estava saindo da cidade quando percebeu que havia esquecido um objeto em seu escritório.
Voltou e quando estava retornando para a estação de metrô às 8h15 a bomba Little Boy caiu a 3 km dali. Ele ficou com uma parte do corpo queimada, mas sobreviveu.
Passou a noite em um abrigo para que no dia seguinte seguisse para Nagasaki, cidade em que morava realmente e onde pretendia se recuperar melhor. No dia seguinte, quando chegou à cidade, logo começou o tratamento da sua queimadura. Somente dois dias depois do ataque, dia 09 de agosto, ele resolveu voltar ao seu trabalho.
Exatamente às 11h, pouco depois de retornar à fábrica, estava contando ao seu supervisor o drama que havia passado em Hiroshima. De repente, novamente a 3 km de distância a Fat Man, a outra bomba atômica explodiu
Dessa vez, o japonês não se feriu. Porém, um trauma psicológico o deixou com febre por muitos dias.
Há relatos que outras 164 pessoas sobreviveram aos dois ataques das bombas atômicas. Só que Tsutomu Yamaguchi é um dos mais conhecidos, devido ao documentário Niju Hibaku, que conta a sua história. Ele morreu em 2010, aos 93 anos de idade, vítima de câncer de estômago.
Fonte: Revista Super Interessante

O tempo que voa quando estamos nos divertindo



Tem dias que temos a sensação de que o tempo voa quando estamos nos divertindo?
Um dia na praia parece passar bem mais rápido do que um de trabalho, por exemplo. Em uma festa animada, a madrugada pode chegar mais cedo do que esperamos.
De acordo com Simon Grondin, psicólogo que realiza pesquisas sobre a percepção do tempo na Universidade Laval (Canadá), uma frase mais precisa poderia ser: “o tempo voa quando você não está prestando atenção nele”.
Estudos têm mostrado repetidamente que quando você presta mais atenção à duração de um evento, ele parece demorar mais para acabar. E quando você ignora o tique-taque do relógio, o tempo corre mais rápido.
Para exemplificar: no trabalho, você pode estar mais concentrado de manhã do que durante a tarde, fazendo com que você tenha a impressão de que o tempo passou mais depressa no início do dia.
De acordo com cientistas, nosso cérebro é limitado a escolher apenas algumas atividades para nos focarmos. Ou o foco é no relógio, ou é em outra coisa que chame mais atenção.