terça-feira, 30 de julho de 2013

Dilma zomba do fim dos protestos no Brasil


" O Brasileiro tem no sangue o samba e o futebol e não tem sangue para reivindicações bobas"

Nesta sexta feira pela manhã a presidente Dilma fez um comentário meio sem noção sobre as manifestações no Brasil.

Perguntada se ela tinha medo da volta dos protestos pelo Brasil ele disse " O povo Brasileiro não tem costume de protestar, eu e minha equipe já prevíamos o final dos protestos, já temos estratégias para despistar a atenção do povo na copa do mundo"
O repórter Amarildo Lima perguntou o por que ela achava que os protestos não voltariam
" O Brasileiro tem no sangue  o samba e o futebol e não tem sangue para reivindicações bobas"

A presidente Dilma fez esses comentários e logo depois o porta voz da presidência da república veio  trazer retratações da presidente dizendo:
"não falei nada demais apenas falei do ponto positivo dos brasileiros, simplesmente eu já  sabia que esses protestos apenas eram rápidos"
A notícia virou polêmica e está na internet se espalhando.

Preferem salvar pássaros e acabar com pessoas!



Como já anunciado há algum tempo, a histeria do aquecimento global está verdadeira e finalmente acabada, mas as ameaças dos ambientalistas às liberdades individuais não se limitam a esta fraude de aquecimento... alias, elas não têm limites!  Talvez o limite seja quando conseguirem acabar com toda a vida humana na Terra — logicamente poupando a si próprios, já que suas recomendações nunca se aplicam a eles mesmos, como nos mostram, por exemplo, Al Gore e o Príncipe Charles.


E é exatamente isto que os criminosos da Polícia Federal estão fazendo aberta e impunemente no Brasil hoje.  O cartunista comunista Ziraldo (que recebeu mais de R$1 milhão do governo e recebe uma pensão de mais de R$4 mil por mês) foi sadicamente preciso ao ilustrar o cartaz da campanha criminosa que é exibido em todos os aeroportos do país (pelo qual deve ter recebido do estado outro volumoso pagamento):
 CartazTraficodeAnimais_PF.jpg
É isto.  Estão sequestrando seres humanos e os jogando em cadeias pelo motivo de preservar pássaros intocados no mato, longe dos olhos dos humanos que os admiram e gostariam de preservá-los perto deles.  A inversão devalores morais é assustadora, onde, conforme já denunciei em um artigo, "esta ideologia valoriza mais insetos, sapos, micos e mato do que o homem."
Fernando Chiocca é um intelectual anti-intelectualpraxeologista e conselheiro do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

postado por Fernando Chiocca 

A França e sua social-democracia em um cul-de-sac






barbekta.jpgHá pouco mais de um ano, em meio a uma persistente crise econômica, François Hollande celebrou sua vitória sobre Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais da França.  Hollande se tornou o líder de um país economicamente debilitado.  Durante todo o ano passado, ele praticamente teve passe livre para implantar sua agenda econômica, uma vez que o Partido Socialista francês, do qual ele é o líder, possui maioria no parlamento francês.
A França possui um histórico de gastos governamentais portentosos, mesmo para os parâmetros dos países europeus.  O gasto público equivale a 57% do produto doméstico, e a dívida pública está acima de 90% do PIB.  Embora 'austeridade' seja o jargão em voga no resto da Europa desde 2009, o que resultou apenas em um muito modesto declínio dos gastos governamentais como porcentagem do PIB naquele continente, a França não faz parte desta tendência.
O setor público francês hoje responde por praticamente dois terços de toda a atividade econômica direta — e mais ainda se levarmos em conta toda a atividade indireta.  Esta grande e crescente dependência do governo é desastrosa, pois é financiada por impostos cada vez maiores.  Esta alta carga tributária não apenas é um fardo enorme para o setor privado, como também confere ao setor público uma aura de impotência, pois este se mostra totalmente incapaz de estimular a economia (quem imaginava isso?) e de controlar seus crescentes gastos.  E os seguidos déficits no orçamento do governo lograrão apenas fazer com que as futuras gerações de cidadãos franceses tenham de pagar pelas generosidades do governo atual.
Profundamente arraigada na psique francesa está a ideia de que cortes em seu colossal setor público iriam afetar sobremaneira toda a população.  Esta incapacidade de considerar uma economia na qual o setor privado preencha a lacuna deixada pelo governo, quando menos serviços públicos forem ofertados, vem reforçando a relutância de políticos, e mais especificamente de François Hollande, de adotar medidas de austeridade (no caso, corte de gastos) para superar a crise.  Em vez disso, a solução vigente foi a de aumentar ainda mais os gastos do governo, criando mais empregos no setor público.  Por esta razão, o governo Hollande prometeu elevar o salário mínimo de todos os empregados, tanto do setor privado quanto do público, e contratar mais 60.000 professores para o setor público.
Além dos atuais aumentos nos gastos públicos, as medidas de Hollande já garantiram inevitáveis aumentos futuros no gasto público.  Ele revogou a iniciativa de Sarkozy de elevar a idade de aposentadoria de 60 para 62, o que significa que os pagadores de impostos franceses serão obrigados a não apenas dar amparo ao explosivo número de funcionários públicos que "trabalham" hoje, como também a sustentar o crescente número de aposentados amparados pelos generosos benefícios da previdência.
Em um esforço para combater o aumento das taxas de juros dos títulos de sua dívida — pois os investidores estrangeiros estão cada vez mais desconfiados da capacidade do governo de pagar os juros de sua dívida —, o governo francês iniciou uma campanha para elevar os impostos para continuar financiando seus inchados gastos.  Com efeito, uma das principais promessas eleitorais de Hollande foi a de impor uma alíquota de 75% sobre os chamados riche (cidadãos que ganham mais de 1 milhão de euros por ano).
A França possui uma das maiores alíquotas de imposto de renda de pessoa jurídica em toda a União Europeia, maior até mesmo do que a da Suécia.  Ao passo que a alíquota média da União Europeia está em declínio (de aproximadamente 50% em 2005 para 44% em 2012), a alíquota da França permaneceu em um nível extremamente alto (de mais de 65% entre 2005 e 2012).
Além das altas alíquotas tributárias, as empresas francesas também têm de enfrentar as mais altas e inflexíveis demandas sociais de toda a União Europeia — como as dos sindicatos —, bem como todas as opressivas regulamentações governamentais.  Estes fatores fazem com que o ambiente empreendedorial seja totalmente desestimulante.  Recentemente, várias grandes empresas preferiram fechar suas portas a ter de lidar com essas difíceis condições empreendedoriais, o que resultou em milhares de pessoas perdendo seus empregos.  Neste clima, não é de se surpreender que não estejam surgindo novas empresas.
Em resposta à ameaça de impostos mais altos na França, o primeiro-ministro britânico David Cameron se ofereceu para "estender o tapete vermelho" para qualquer francês "rico" que queira emigrar e fugir dos impostos franceses.  É claro que seria ingenuidade pensar que Cameron estivesse motivado por algum outro objetivo que não o de conseguir mais dinheiro para seus combalidos cofres; mas o resultado, no entanto, é positivo, pois significa que está havendo uma concorrência tributária entre as nações.
Antes do advento da União Monetária Europeia, nações altamente endividadas buscavam atenuar suas aflições fiscais por meio de políticas inflacionárias.  Só que a França aboliu essa opção ao adotar o euro.  Ironicamente, como Philipp Bagus demonstrou em seu livro A Tragédia do Euro, foram os franceses que mais agressivamente lutaram pela integração monetária da Europa.  Eles agora estão tendo de aderir aos resultados desta decisão.
Como Jesús Huerta de Soto explicou detalhadamente, a união monetária funciona como uma espécie de padrão-ouro moderno.  Assim como o ouro impedia que os governos incorressem em déficits contínuos, o euro está restringindo as nações europeias de maneira similar, retirando delas a capacidade de adotar uma política monetária autônoma.
Sem poder recorrer a políticas monetárias inflacionistas, o governo francês está à mercê dos investidores estrangeiros e do mercado de títulos.  Quanto mais os emprestadores se preocuparem com a solvência do governo francês e sua capacidade de quitar suas dívidas, tanto agora quanto no futuro, mais as taxas de juros subirão (como já subiram).  À medida que o custo dos novos empréstimos for aumentando, o governo francês terá de reduzir seus déficits, seja por meio de um corte nos gastos ou por meio de um aumento nos impostos.  O setor privado francês já representa a minoria severamente sobrecarregada, e dado o atual êxodo de empresas e empreendedores franceses para outros países, qualquer aumento de imposto estaria incidindo sobre um número cada vez menor de pagadores de impostos.
Assim como vários de seus colegas, François Hollande sabe que a combalida economia francesa precisa de uma mudança radical.  O que ele tem de fazer é se concentrar nas áreas que ele pode mudar.  Se ele quiser reduzir o desemprego, ele terá de cortar gastos para poder reduzir impostos.  Não há alternativa.  Adicionalmente, o setor privado tem de ganhar espaço para respirar e poder se recuperar, em vez de ser tratado como um ganso a ser depenado.  Esta é a única maneira na qual o governo francês poderá continuar operando; e, ainda mais importante, a única maneira de tirar a França de seu beco sem saída — ou cul-de-sac, no idioma de Bastiat.

David Howden é professor assistente de economia na Universidade de St. Louis, no campus de Madri, e vencedor do prêmio do Mises Institute de melhor aluno da Mises University.

50 ANOS DA RENUNCIA DE JANIO QUADROS

A renúncia do ex-presidente Jânio Quadros completa 50 anos em 25 agosto. Para explicar os acontecimentos daquele tempo, as dificuldades de um país que mal entrara na democracia e já namorava o caos e o autoritarismo que culminariam no golpe militar de 1964, a equipe de VEJA preparou uma reportagem especial em três plataformas: na internet, em tablets e também na edição impressa. A unir esses três universos, estão os textos do jornalista Augusto Nunes, colunista do site de VEJA e um profundo conhecedor das desventuras do imprevisível Jânio.  Foram três meses de pesquisa em acervos de fotos, vídeos e áudios, revistas, biografias de Jânio, documentos históricos e entrevistas com especialistas - um passeio multimídia pela história do político da “vassourinha” e pelos sete meses que marcaram sua breve presidência.
Jânio Quadros

O populismo como religião


Em campanhas sucessivas, o professor de geografia que não fizera sucesso como advogado atraiu eleitores para um caminho que dispensou projetos políticos e programas ideológicos. Nascia o janismo
Jânio Quadros

O ilusionista do palanque


Num tempo em que comícios eram como novela das 8, ninguém fez tanto sucesso quanto Jânio
Quadro de Jânio Quadros, Praça dos Três Poderes, Brasília

Sete meses na montanha-russa


Entre freadas bruscas e acelerações vertiginosas, Jânio governou à beira do penhasco

Artigo: O gesto que antecipou a ditadura militar



Augusto Nunes


Renúncia

"Foi o maior erro que cometi"


A confissão tardia, feita ao neto pouco antes da morte, não absolve Jânio. Com a desistência abrupta, a democracia brasileira, ainda em sua infância, começou a agonizar em 25 de agosto de 1961


O último ato oficial

Trecho do cinejornal 'Brasil, República Parlamentar – Imagens da Crise que Abalou a Nação', com Jânio Quadros na comemoração do Dia do Soldado, seu último ato como presidente em 1961 (Arquivo Nacional)

O gesto que antecipou a ditadura militar

Augusto Nunes
Otavio
Sete anos depois do suicídio de
 Getúlio Vargas, sete meses depois
da posse, o presidente Jânio Quadros precipitou, com sete linhas manuscritas, a sequência de crises que conduziria, sete anos
 mais tarde, ao Ato Institucional n° 5 — e à instauração da ditadura sem camuflagens.
Na manhã de 25 de agosto de 1961, a democracia, ainda em sua infância, viu-se forçada
a renunciar à maturidade, que só seria alcançada caso fossem cumpridos integralmente
dois mandatos consecutivos. O Brasil civilizado pareceu mais distante do que nunca no
 dia em que o presidente sumiu.
Abrupto e inesperado, o último ato foi um fecho coerente para a ópera do absurdo
 composta desde o primeiro dia de gestão. “Ele foi a UDN de porre no governo”, resumiu
 Afonso Arinos de Mello Franco, ministro das Relações Exteriores.  “Faltou alguém trancá-lo
 no banheiro”, lastimou. 
Só se fosse para sempre, sabe-se hoje. Algumas horas de cárcere privado só adiariam a
tentativa de instituir o presidencialismo autoritário que o deixaria livre para agir.
Na carta da renúncia, o signatário informou que deixara com o ministro da Justiça as razões do seu gesto. O segundo texto confiado a Oscar Pedroso Horta é um amontoado de queixas difusas, alusões a “forças terríveis”, declarações de amor ao Brasil e juras de apreço ao Povo (com maiúscula). Ele só contou a verdade alguns meses antes de morrer, em 16 de fevereiro de 1992, numa conversa com Jânio John Quadros Mulcahy, o único filho homem de Tutu Quadros.
Em 25 de agosto de 1991, 30 anos depois da renúncia, o paciente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi acometido de um surto de sinceridade provocado pela curiosidade do neto. 
“O vice João Goulart era uma espécie de Lula, completamente inaceitável para a elite”, comparou. “Eu o mandei para a China para que estivesse longe de Brasília no dia da renúncia, sem condições de reivindicar o cargo e fazer articulações políticas. Achei que iriam implorar-me para que ficasse.”
O intuitivo genial só se esqueceu de combinar com os adversários, com os militares e com o povo. “Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26”, contou ao neto. “Deu tudo errado. E o país pagou um preço muito alto.” Jango acabou engolido pelos quartéis, mas seria expelido três anos mais tarde. A tentativa de implantação de uma ditadura civil resultou no advento de uma ditadura militar ortodoxa.
Como o país, Jânio pagou caro pela renúncia ao mandato conferido por mais de 5,6 milhões de eleitores. Transformado numa caricatura de si próprio, tentou a ressurreição impossível antes e depois da cassação, em 1964. Fracassou em 1962 e em 1982, na tentativa de voltar ao governo paulista, e elegeu-se prefeito da capital em 1985. Aos 75 anos, morreu pensando na presidência. Aparentemente, a frustração pela morte política não foi compensada pela fortuna depositada num banco suíço.
Cinquenta anos depois da renúncia, o Brasil parece bem menos primitivo, a democracia tem solidez e Jânio figura na galeria presidencial como outro ponto fora da curva. Mas tampouco parece suficientemente moderno para considerar-se livre de reprises da farsa. Países exauridos pela corrupção endêmica serão sempre vulneráveis a aventureiros que, com um discurso sedutoramente agressivo, prometam varrer a bandalheira. 


Vejam as fotos de mulheres soldados de diversos países. É uma conquista, mas problemas e preconceitos continuam a existir



Fardadas e de fuzil na mão, as mulheres podem passar despercebidas no meio de uma tropa, embora estejam conquistando cada vez mais espaço dentro das Forças Armadas em diferentes países do mundo.
Campeões de Audiência
Campeões de Audiência
Em países como Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Israel, Noruega, Nova Zelândia, Suécia e Suíça, por exemplo, elas podem participar, inclusive, da linha de frente dos combates. No Brasil, só podem ser combatentes, por enquanto, as mulheres pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), como é o caso da tenente-aviadora Daniele Lins, primeira na galeria de fotos abaixo.
Só nos Estado Unidos, entre 2003 e 2009, mais de 200 mil mulheres serviram no Oriente Médio, principalmente no Iraque. Entre elas, cerca de 600 ficaram feridas e pouco mais de 100 morreram em combate. Na França, de acordo uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Defesa, entre os cerca de 340 mil soldados no país, há mais de 50 mil mulheres.
Um email que circula na internet mostra militares de diversos países com seus respectivos uniformes.
As bonitas fotos que selecionamos, entretanto, não mostram um dado alarmante: elas continuam sofrendo preconceito dentro das Forças Armadas e os casos de estupro são freqüentes. Por exemplo: cerca de 3 mil militares norte-americanas sofreram violência sexual em 2008, 9% a mais do que no ano anterior. Dentre as que estavam servindo no Iraque e no Afeganistão, o número subiu para 25%.
Em 2009, segundo dados do Exército americano divulgados pelo site da BBC, 30% das mulheres foram estupradas durante o serviço militar, 71% foram vítimas de violência sexual e 90% de assédio sexual.
Isso sem consideram os casos não divulgados. Um relatório do Government Accountability Office, organismo investigativo do Congresso dos EUA, concluiu que 90% das agressões sexuais não são notificadas, na maioria dos casos, devido ao receio das vítimas de serem perseguidas.
Áustria
Brasil
Coreia do Sul
Estados Unidos
Finlândia
Grécia
Indonésia
Irã
Israel
Nepal
Noruega
Polônia
Reino Unido
República Checa
Sérvia
Suécia
Turquia

Conheçam o gigantesco e luxuosíssimo “Azzam”, o novo maior iate do mundo, pertencente a um monarca saudita

FOTOS –

Azzam-iate
O gigantesco "Azzam" no porto de Bremen, Alemanha: "um marco na história dos iates", segundo Peter Lürssen, da empresa responsável (Fotos: Klaus Jordan e Carl Groll - Lürssen)
O bilionário russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, perdeu em abril um de seus mais apreciados “títulos”: não é mais o dono do maior iate do mundo.
Abramovich, que desde dezembro de 2010 navegava orgulhoso por seuEclipse, de 162 metros de comprimento, será obrigado a admirar-se agora com os 179 metros do Azzam – 70% a mais que o gramado do Maracanã e equivalente a um navio de cruzeiro de porte médio, como o que está neste link.
O colosso, cujo nome em árabe pode ser traduzido por algo como “corajoso, ousado, leonino”, custou nada menos que 605 milhões de dólares e demorou três anos para ser construído. Estima-se, ainda, que sua manutenção requeira outros 60 milhões anuais. Uma pechincha.
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O "Eclipse", de Roman Abramovich, anterior "maior iate do mundo"
O detentor da nova megaembarcação luxuosa definitiva, garantem várias publicações internacionais, é Al-Waleed bin Talal, considerado o 26º homem mais rico do planeta pela revista americanaForbes, filho de Talal bin Abdulaziz Al Saud, príncipe da Arábia Saudita e irmão do rei Abdullah. Dentro do clima de secretismo e horror à imprensa que caracteriza a família real saudita, porém, o magnata silenciou a respeito do assunto.
Azzam, cuja largura supera os 20 metros, teve seu projeto concebido pelo engenheiro Mubarak Saad al Ahbabi, com a ajuda da conceituadíssima construtora de iates alemã Lürssen (ativa há 138 anos), a Nauta Yatchs – empresa baseada em Milão que cuidou do design exterior – e o decorador Christophe Leoni.
Pouco se sabe até o momento sobre os detalhes dos ambientes interiores do iate. Mas especula-se que possam superar a opulência doEclipse, que possui dois helipontos, duas piscinas, um cinema, uma discoteca, um mini-submarino e um quarto com janela à prova de bala. Com capacidade para navegar a 30 nós, o Azzam pode ser considerado o mais rápido do mundo na categoria “superiates”.
Vejam mais fotografias:
Visto de cima, o "Azzam" mostra o vasto heliporto que tem na proa (Foto: Carl Groll / SWNS.com)
Azzam-iate
Duas turbinas a gás e dois motores a diesel proporcionam 94 mil cavalos de potência ao "Azzam"
Azzam-iate
Enorme, mas rápido: 30 nós de velocidade
Azzam-iate
Os contêiners parecem peças Lego ao lado do "Azzam"
Azzam-iate
Tão grande que pode encontrar um problema: a falta de portos adequados para recebê-lo
Azzam-iate
Para fazer a alegria dos tripulantes

Azzam-iate
Comprimento 70% maior que o do gramado do Maracanã

Maílson da Nóbrega: O problema da educação não é falta de dinheiro — é falta de gestão adequada dos recursos que temos


O problema da educação no Brasil é a má gestão (Foto: Thinkstock)
problema da educação no Brasil é a má gestão (Foto: Thinkstock)
Artigo publicado em edição impressa de VEJA
O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO NÃO É FALTA DE DINHEIRO
Maílson da Nóbrega
Maílson da Nóbrega
A qualidade do capital humano é essencial para o desenvolvimento. A baixa qualidade da educação explica a perda da liderança econômica da Inglaterra para os Estados Unidos por volta de 1870 e para a Alemanha no fim do século XIX.
Para Rondo Cameron e Larry Neal, no livroA Concise Economic History of the World, a Inglaterra foi o último país rico a universalizar a educação fundamental. A Revolução Industrial ocorreu, segundo eles, “na era do artesão inventor. Depois, a ciência formou a base do processo produtivo”.
Em vez dos recursos da natureza — algodão, lã, linho, minério de ferro —, a indústria passou a depender cada vez mais de novos materiais, nascidos da pesquisa científica.
Nessa área, americanos e alemães, com melhor educação, venceram os ingleses. A Suécia, que era atrasada no início do século XIX. se industrializou rapidamente graças à educação. Em 1850. apenas 10% dos suecos eram analfabetos, enquanto um terço dos ingleses não sabia ler nem escrever.
No Brasil, até os anos 1960, acreditava-se que a educação seria mero efeito do desenvolvimento. Em 1950 os respectivos gastos públicos eram de apenas 1.4% do PIB. A partir dos anos 1970, a visão se inverteu. Convencemo-nos de que a prosperidade depende da educação. Os gastos subiram e hoje atingem 5,8% do PIB. A educação fundamental foi universalizada na década de 90 (um século e meio depois dos Estados Unidos e quase meio século depois da Coreia do Sul).
Agora, demandamos melhora da qualidade, mas a ideia está contaminada pelo hábito de esperar que a despesa pública resolva qualquer problema. Daí o equivocado projeto de lei que aumenta os gastos em educação para 10% do PIB. Na mesma linha, Dilma e o Congresso querem aplicar na educação grande parte das receitas do petróleo.
Proporcionalmente, nossos gastos em educação equivalem à média dos países ricos. Passamos os Estados Unidos (5.5% do PIB). Investimos mais do que o Japão, a China e a Coreia do Sul, três salientes casos de êxito na matéria (todos abaixo de 5% do PIB). Na verdade, a má qualidade da nossa educação tem mais a ver com gestão do que com falta de recursos.
O professor José Arthur Giannotti assim se referiu aos jovens que foram às ruas pedir mais dinheiro para o setor: “Pleiteiam mais verbas sem se dar conta da podridão do sistema. Mais do que verbas, é urgente uma completa revisão das instituições educativas vigentes. A começar pela reeducação dos educadores, que, na maioria das vezes, ignoram o que estão a ensinar”" (O Estado de S. Paulo, 19/6/2013).
Outro educador, Naercio Menezes Filho, citou o interessante caso de Sobral (Valor, 21/6/2013). Entre 2005 e 2011 o município cearense avançou quatro vezes mais rápido no ensino fundamental do que São Paulo, sem aumento significativo de despesa. “O gasto por aluno que Sobral usa para alcançar esse padrão de ensino nas séries iniciais é de apenas 3.130.00 reais, enquanto a rede municipal de São Paulo gasta ao redor de 6.000 reais por aluno, ou seja, duas vezes mais.”
Destinar receitas do petróleo para a educação é um duplo equívoco:
(1) o problema não é de insuficiência de recursos, mas de sua aplicação, como vimos;
(2) não é correto financiar políticas públicas permanentes com recursos finitos e voláteis. No longo prazo, as reservas de petróleo se esgotarão, enquanto os preços (e as receitas) se sujeitam às oscilações do mercado mundial de commodities.
A proposta desconhece outra lição da experiência: a receita de recursos naturais não renováveis deve pertencer às gerações futuras. O exemplo a seguir é o da Noruega, onde as receitas do petróleo são carreadas para um fundo que em 2012 acumulava 131% do PIB. O fundo serve para lidar com os efeitos de quedas dos preços do petróleo e principalmente com os custos previdenciários que advirão do envelhecimento da população.
A educação brasileira precisa de uma revolução gerencial e de prioridades, inclusive para gastar melhor os recursos disponíveis. Ampliar os respectivos gastos e destinar-lhe as receitas do petróleo agrada a certas plateias, mas o resultado poderá ser apenas o aumento dos desperdícios. Será péssimo para as próximas gerações.