TRATAREMOS DE ATUALIDADES. O DIA A DIA EM FOCO.LIGADO EM TUDO DE MELHOR.“O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo.” Clarice Lispector ...
sábado, 13 de julho de 2013
Tipos de Macroeconomistas
Gustavo Miquelin Fernandes
Faço um rápido estudo sobre as comunidades de economistas e suas respectivas escolas. Na verdade, faço uma resenha dos estudos do economista brasileiro, Delfim Neto, acrescentando meu aproach.
Sete tipos têm um comportamento mais pacífico e aceitam a organização social como está. Dividem-se, ainda, em dois subgrupos. O primeiro inclui:
1) a ortodoxa monetarista;
2) a neoclássica;
3) a dos ciclos reais;
4) a austríaca,
Chamados de “neoliberais”.
A teoria dos ciclos reais de negócios, liberal, tem por características que me chegam à memória: negativa de recessão, adoção da equivalência ricardiana ou proposição Ricardo-Barro (nem déficit público nem dívida pública afetam a atividade econômica). Fazem interessante estudo sobre o choque tecnológico e leis ambientais como externalidades.
Os economistas da escola austríaca são os conhecidos personalistas, ou seja, estudam o mercado e o sistema econômico calcado na ação do indivíduo enquanto indivíduo mesmo, de per si.
O segundo subgrupo abrange:
5) a keynesiana;
6) a neokeynesiana e
7) a pós-keynesiana,
Perdeu prestígio acadêmico em meados dos anos 70. Podemos chamá-lo de “keynesianos”.
Há, ainda, duas tribos que não aceitam a atual estrutura social e se propõem a mudá-la por dois caminhos (a revolução ou a urna):
8) a marxista;
9) a neomarxista, que podemos chamar de “marxistas”.
A grande distinção entre os neoliberais e os keynesianos resume-se em aceitar ou não a hipótese que o sistema econômico obedece a leis naturais e que, deixado a si mesmo, com a menor intervenção do Estado (a não ser no provimento dos bens públicos essenciais), ele produzirá, num tempo finito e suportável, pelo funcionamento da “inteligência dos mercados”, a felicidade geral.
Para os neoclássicos (ou liberais), Deus consulta continuadamente o “mercado”. De fato, como Ele quer o melhor para os homens que criou, materializa-se no “mercado” para conduzi-los de volta ao paraíso, segundo o próprio Delfim.
Os keynesianos assistindo todos os dias à incapacidade do “mercado” (reconhecidamente eficiente e compatível com a liberdade individual) de resolver os problemas distributivos, e inconformados com o fato de que as flutuações do emprego sejam apenas “o produto natural de um fenômeno natural”, resultado do comportamento racional dos agentes econômicos como querem os neoliberais, socorrem-se da ação do Estado, mesmo levando em conta suas limitações e o comportamento dos seus agentes, que têm, freqüentemente, seus próprios objetivos.
Há uma estadofobia dos neoliberais (ou neoclássicos) e uma estadolatria dos keynesianos.
Os generosos propósitos dos marxistas foram dissolvidos em experiências que mostraram um alto custo em termos de eficiência produtiva e um insuportável sofrimento humano.
Para os neoliberais, a justiça social é um conceito estranho à teoria econômica. Virá por gravidade sem a “ajuda” do Estado, como resultado natural da plena liberdade dos mercados.
Um primeiro exemplo de convergência entre neoliberais e keynesianos é o entendimento teórico do papel da moeda na atividade econômica. Parece haver um reconhecimento (produto da própria prática monetária neoliberal), que um Banco Central operacionalmente autônomo, que obedeça a um sistema de metas inflacionárias escolhidas pelo poder eleito, é mais eficiente para obter um bem público essencial – a relativa estabilidade do poder de compra da moeda – do que as políticas de renda que ainda continuam a dominar o pensamento de alguns velhos keynesianos.
O TIGRE DE PAPEL VERMELHO
Um balanço da manifestação organizada pelas centrais sindicais, todas elas ligadas diretamente ao PT, serve para dar a dimensão real do próprio PT. O nível de adesão foi diminuto, conforme atesta reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Tanto é, conforme noticiam os jornais desta sexta-feira, os sindicatos petistas pagaram até R$ 70,00 (segundo a Folha de S. Paulo desta sexta) para pessoas figurarem como manifestantes na av. Paulista.
Quando o Lula e seus sequazes ameaçam colocar o povo na rua, por meio da mobilização dos tais movimentos sociais, como MST, MPL, UNE e correlatos, trata-se de uma farsa e marquetagem mentirosa.
E notem que até a noite desta quinta-feira a maioria dos veículos da grande mídia ainda falava em 'greve geral'. Que greve? Onde?
A verdade é que o chamado do PT à greve foi alimentado à farta pelo jornalismo de aluguel que domina as redações da esmagadora maioria dos meios de comunicação. Até o gigante Jornal Nacional foi generoso em reportar aquela que seria uma greve geral e uma grande manifestação.
Em São Paulo, que é a maior capital do Brasil e um dos maiores aglomerados populacionais do mundo, cuja área metropolitana tem população estimada em 19 milhões de habitantes, o número de manifestantes na av. Paulista, o ápice do evento, reuniu cerca de 7 mil pessoas.
Tudo não passou de ilusão. Tanto é que o chefão do PT, o famigerado Lula, que gosta de insuflar a luta de classes trepado no caminhão da CUT, não apareceu. Aliás, ninguém sabe ao certo onde anda o falastrão de Garanhuns.
Pelas redes sociais nesta madrugada, afirmam que o PT está sendo vítima da Lei de Murphy e não há nada que sinalize no horizonte que possa escapar dessa maldição. Seja como for, o fato é que os manifestantes espontâneos sem ligação partidária que saíram às ruas recentemente disseram não à armação do PT com sua manifestação chapa branca. Isto quer dizer objetivamente que a maioria do povo disse não ao PT! As pessoas foram trabalhar ou ficaram em casa.
Transcrevo abaixo matéria do site do Estadão que faz um rápido balanço a propalada 'grande manifestação' de força das centrais sindicais e movimentos sociais do PT. Comprova-se, pelo que ocorreu, que o PT vem blefando há 33 anos, quando foi fundado pelos sindicatos que hoje tentaram fazer uma grande manifestação.
O que ficou evidenciado é que o PT não passa de um tigre de papel. Está no poder porque tem o apoio do PMDB, do qual permanece refém e, como não poderia deixar de ser, dos jornalistas companheiros que atuam na maioria dos veículos da grande mídia. Leiam:
O Dia Nacional de Lutas, organizado por nove centrais sindicais em todo o País, levou manifestantes novamente às ruas nesta quinta-feira, 11, em 26 capitais e no Distrito Federal, mas em proporções bem menores que os protestos espontâneos iniciados no dia 6 de junho e propagados pelas redes sociais.
Com o foco em pautas trabalhistas – o fim do fator previdenciário (fórmula usada pela União no cálculo de aposentadorias), redução de jornada de trabalho e contra a terceirização de profissionais –, as manifestações só tiveram maior visibilidade nas cidades em que também houve paralisação dos serviços de transporte público, como em Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória. Trechos de pelo menos 48 estradas foram bloqueados em 18 Estados.
Em São Paulo, o dia foi atípico não pelos protestos em si, mas pelo temor dos efeitos que pudessem causar. O trânsito fluía. Parecia manhã de domingo. Ônibus e metrôs funcionaram vazios. Pela manhã, a capital registrou apenas 11 km de congestionamento, quando a média normal supera 10o km. À tarde, na Paulista, dirigentes das centrais fizeram discursos e concentraram as críticas na política macroeconômica.
No Rio, o clima foi de tensão, com brigas entre sindicalistas e grupos de pessoas que se intitulam anarquistas. Houve confronto com a polícia no centro carioca e 20 pessoas foram detidas. Policiais usaram gás lacrimogêneo e um grupo ateou fogo em lixos nas ruas. Do site do jornal O Estado de S. Paulo
Quando o Lula e seus sequazes ameaçam colocar o povo na rua, por meio da mobilização dos tais movimentos sociais, como MST, MPL, UNE e correlatos, trata-se de uma farsa e marquetagem mentirosa.
E notem que até a noite desta quinta-feira a maioria dos veículos da grande mídia ainda falava em 'greve geral'. Que greve? Onde?
A verdade é que o chamado do PT à greve foi alimentado à farta pelo jornalismo de aluguel que domina as redações da esmagadora maioria dos meios de comunicação. Até o gigante Jornal Nacional foi generoso em reportar aquela que seria uma greve geral e uma grande manifestação.
Em São Paulo, que é a maior capital do Brasil e um dos maiores aglomerados populacionais do mundo, cuja área metropolitana tem população estimada em 19 milhões de habitantes, o número de manifestantes na av. Paulista, o ápice do evento, reuniu cerca de 7 mil pessoas.
Tudo não passou de ilusão. Tanto é que o chefão do PT, o famigerado Lula, que gosta de insuflar a luta de classes trepado no caminhão da CUT, não apareceu. Aliás, ninguém sabe ao certo onde anda o falastrão de Garanhuns.
Pelas redes sociais nesta madrugada, afirmam que o PT está sendo vítima da Lei de Murphy e não há nada que sinalize no horizonte que possa escapar dessa maldição. Seja como for, o fato é que os manifestantes espontâneos sem ligação partidária que saíram às ruas recentemente disseram não à armação do PT com sua manifestação chapa branca. Isto quer dizer objetivamente que a maioria do povo disse não ao PT! As pessoas foram trabalhar ou ficaram em casa.
Transcrevo abaixo matéria do site do Estadão que faz um rápido balanço a propalada 'grande manifestação' de força das centrais sindicais e movimentos sociais do PT. Comprova-se, pelo que ocorreu, que o PT vem blefando há 33 anos, quando foi fundado pelos sindicatos que hoje tentaram fazer uma grande manifestação.
O que ficou evidenciado é que o PT não passa de um tigre de papel. Está no poder porque tem o apoio do PMDB, do qual permanece refém e, como não poderia deixar de ser, dos jornalistas companheiros que atuam na maioria dos veículos da grande mídia. Leiam:
O Dia Nacional de Lutas, organizado por nove centrais sindicais em todo o País, levou manifestantes novamente às ruas nesta quinta-feira, 11, em 26 capitais e no Distrito Federal, mas em proporções bem menores que os protestos espontâneos iniciados no dia 6 de junho e propagados pelas redes sociais.
Com o foco em pautas trabalhistas – o fim do fator previdenciário (fórmula usada pela União no cálculo de aposentadorias), redução de jornada de trabalho e contra a terceirização de profissionais –, as manifestações só tiveram maior visibilidade nas cidades em que também houve paralisação dos serviços de transporte público, como em Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória. Trechos de pelo menos 48 estradas foram bloqueados em 18 Estados.
Em São Paulo, o dia foi atípico não pelos protestos em si, mas pelo temor dos efeitos que pudessem causar. O trânsito fluía. Parecia manhã de domingo. Ônibus e metrôs funcionaram vazios. Pela manhã, a capital registrou apenas 11 km de congestionamento, quando a média normal supera 10o km. À tarde, na Paulista, dirigentes das centrais fizeram discursos e concentraram as críticas na política macroeconômica.
No Rio, o clima foi de tensão, com brigas entre sindicalistas e grupos de pessoas que se intitulam anarquistas. Houve confronto com a polícia no centro carioca e 20 pessoas foram detidas. Policiais usaram gás lacrimogêneo e um grupo ateou fogo em lixos nas ruas. Do site do jornal O Estado de S. Paulo
REPORTAGEM-BOMBA DE VEJA DETONA: GOVERNO DA DILMA ESTÁ NA EMERGÊNCIA!
A reportagem-bomba da revista Veja que chega às bancas neste sábado revela os bastidores da crise que atormenta o Lula, a Dilma, seu capataz, Aloísio Mercadante, enquanto o mago do marketing, o ministro sem pasta da Dilma, o baiano João Santana, é visto como um acarajé estragado. A maldição da Lei de Murphy meteu-se dentro do Palácio do Planalto, desde o dia em Gilbertinho, como é conhecido pelos os íntimos aquele que é os olhos e ouvidos do Apedeuta e chefete dos movimentos sociais, soltou os aloprados do MPL na Av. Paulista com a missão de azarar o governador Geraldo Alckmin.
Foi a gota d’água. De repente, aquele povo cordial, quieto e supostamente eleitor do PT, como por encanto, resolveu botar o bloco na rua contra tudo e contra todos e, em especial, contra o governo do PT. Rompido o sono em berço esplêndido, o tal gigante se apossou das ruas e reduziu o PT ao seu devido tamanho, com direito à queima das bandeiras da estrela vermelha.
A principal resposta de senadores e deputados, num primeiro momento, foi prometer viagens grátis de ônibus para apascentar os revoltosos, enquanto os 'sábios' do PT acreditaram que havia chegado a hora da revolução do 'socialismo do século XXI' e mandaram ver com a proposta de uma reforma política bolivariana.
Velhos de guerra e matreiros, os verdadeiros detentores do poder da República, os senadores e deputados do PMDB, partido que mantém o lulopetismo no governo, sentiram de longe o odor de golpe e num ato heróico e retumbante detonaram a armação lulística. E foi aí que o faustoso castelo petista começou a ruir.
As narinas de Lula identificaram de imediato o cheiro de carne queimada e o ex-operário resolveu tomar um chá de sumiço. Sobrou para a Dilma que, sob a assessoria de Mercadante, o novo capataz da presidência da República, tentou contornar a crise, mas feito filhote de elefante, a cada movimento mais estragos fazia. Tendo Mercadante com conselheiro, imaginem só.
O último lance dos sucessivos disparates do Planalto foi a MP dos Médicos anunciada pela Dilma ao lado de Mercadante e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vejam vocês, pretende ser candidato ao governo de São Paulo. A MP estabelece que os alunos de medicina para conseguirem o diploma têm de cumprir dois anos de trabalhos forçados nas unidades do SUS.
A reportagem-bomba de Veja faz uma pergunta e oferece a reposta:Depois do vai-e-vem sobre Constituinte e plebiscito, a MP dos Médicos mostra que o Planalto está imerso em um momento de ilusionismo. As medidas anunciadas até agora, em reposta aos protestos de rua, adiantam de alguma coisa? Não. Mas iludem a plateia por um tempo... E conclui que o ronco das ruas acabou colocando o governo do PT na emergência, de onde dificilmente sairá com vida.
E se não bastasse todo esse turbilhão de incompetência e, no que parece ser a última cartada, Brasília foi acometida de delírios de espionagem. Fato que, aliás, trouxe de volta à cena, o megalonanico trapalhão ministro da Defesa, Celso Amorim, que no seu currículo contabiliza o fato de quase ter desatado uma guerra civil em Honduras na sua tresloucada ação em obediência ao Foro de São Paulo.
Como sempre, a revista Veja vem quente trazendo aquelas informações que ao longo da semana ou foram edulcoradas pela grande mídia ou simplesmente escamoteadas.
A única coisa que sai nas colunas dos baba ovo do PT da grande imprensa é que a Dilma “está muito irritada”. Que coisa séria, não?
Mais uma edição de Veja que ninguém poder perder.
Sorry, petralhas.
Foi a gota d’água. De repente, aquele povo cordial, quieto e supostamente eleitor do PT, como por encanto, resolveu botar o bloco na rua contra tudo e contra todos e, em especial, contra o governo do PT. Rompido o sono em berço esplêndido, o tal gigante se apossou das ruas e reduziu o PT ao seu devido tamanho, com direito à queima das bandeiras da estrela vermelha.
A principal resposta de senadores e deputados, num primeiro momento, foi prometer viagens grátis de ônibus para apascentar os revoltosos, enquanto os 'sábios' do PT acreditaram que havia chegado a hora da revolução do 'socialismo do século XXI' e mandaram ver com a proposta de uma reforma política bolivariana.
Velhos de guerra e matreiros, os verdadeiros detentores do poder da República, os senadores e deputados do PMDB, partido que mantém o lulopetismo no governo, sentiram de longe o odor de golpe e num ato heróico e retumbante detonaram a armação lulística. E foi aí que o faustoso castelo petista começou a ruir.
As narinas de Lula identificaram de imediato o cheiro de carne queimada e o ex-operário resolveu tomar um chá de sumiço. Sobrou para a Dilma que, sob a assessoria de Mercadante, o novo capataz da presidência da República, tentou contornar a crise, mas feito filhote de elefante, a cada movimento mais estragos fazia. Tendo Mercadante com conselheiro, imaginem só.
O último lance dos sucessivos disparates do Planalto foi a MP dos Médicos anunciada pela Dilma ao lado de Mercadante e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vejam vocês, pretende ser candidato ao governo de São Paulo. A MP estabelece que os alunos de medicina para conseguirem o diploma têm de cumprir dois anos de trabalhos forçados nas unidades do SUS.
A reportagem-bomba de Veja faz uma pergunta e oferece a reposta:Depois do vai-e-vem sobre Constituinte e plebiscito, a MP dos Médicos mostra que o Planalto está imerso em um momento de ilusionismo. As medidas anunciadas até agora, em reposta aos protestos de rua, adiantam de alguma coisa? Não. Mas iludem a plateia por um tempo... E conclui que o ronco das ruas acabou colocando o governo do PT na emergência, de onde dificilmente sairá com vida.
E se não bastasse todo esse turbilhão de incompetência e, no que parece ser a última cartada, Brasília foi acometida de delírios de espionagem. Fato que, aliás, trouxe de volta à cena, o megalonanico trapalhão ministro da Defesa, Celso Amorim, que no seu currículo contabiliza o fato de quase ter desatado uma guerra civil em Honduras na sua tresloucada ação em obediência ao Foro de São Paulo.
Como sempre, a revista Veja vem quente trazendo aquelas informações que ao longo da semana ou foram edulcoradas pela grande mídia ou simplesmente escamoteadas.
A única coisa que sai nas colunas dos baba ovo do PT da grande imprensa é que a Dilma “está muito irritada”. Que coisa séria, não?
Mais uma edição de Veja que ninguém poder perder.
Sorry, petralhas.
Formação econômica do Brasil em seis grandes momentos
Gustavo Miquelin Fernandes
Um pouco de História Macroeconômica brasileira, depois uma constatação e, para finalizar, uma provocação.
Com o perdão pela simplificação tacanha, ouso dividir a formação econômica do Brasil moderno em seis grandes momentos:
1) período getulista;
2) período desenvolvimentista e progressista, com Juscelino Kubitschek;
3) período nacionalista e populista, com Jango;
4) período militar;
5) período social-democrata, com Collor e FHC;
6) período bolivariano neo-desenvolvimentista, com Lula e Dilma.
No primeiro período, tendo como símbolo o ditador Getúlio Vargas, houve a formação da indústria de base, a criação de grandes companhias, ditas pesadas, e a inserção definitiva do Brasil como um país industrializado, embora incipiente. A criação de uma rede trabalhista e social para a população, essencialmente ruralizada data dessa época. Também como características o grande protecionismo à industria nascente.
Campanhas como “O petróleo é nosso” acusavam o nacionalismo decorrente da ideologia varguista. A PETROBRAS foi criada nesse Governo.
Saltamos agora para o período desenvolvimentista ou progressista (não se iludir com palavras simpáticas que podem não corresponder à realidade), onde o grande áster foi o presidente “bossa nova”, Juscelino Kubitschek, caracterizada por ampla industrialização, em especial no setor automobilístico.
Quanto à feitura de obras públicas, uma inflexão faraônica, que levou à construção da sede da capital federal, Brasília. Devemos a esse período (por muitos comemorado) a escalada da inflação e a mega-dependência de capitais externos, com vertiginoso crescimento da dívida pública. O Governo queria “50 anos em 5”, e sem o planejamento adequado e prazo de maturação de projetos e reformas devidas, nesse atropelo todo, a intenção não foi levada a cabo e se revelou desastrosa para o país.
O “Plano de Metas” de JK, idéia cepalina, muito ambicioso, envolvendo diversos setores da economia, evidente não surtiu bom efeito; o plano era grande demais para um país ainda cheio de carências de primeira ordem. Sem contar o fato que não havia capacidade de financiamento adequada, o que majorou o endividamento público.
Plano muito complexo, extenso, sem planejamento adequado, em um país que não fazia o dever de casa e queria ditar regras à economia, evidentemente isso não podia lograr êxito. A amplidão desse projeto era bem ao estilo do plano econômico do presidente Dutra – o Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia– 1947-1951).
Desta forma, a grande contribuição do plano desenvolvimentista de JK foi a herança de uma mega-inflação a ser paga por todos os brasileiros.
Segue-se o período nacionalista e populista: governo de João Goulart (1961-1964 – até o golpe militar). Com a participação do economista Celso Furtado, então ministro do Planejamento, foi elaborado o Plano Trienal (1962).
O Plano Trienal, de Furtado, foi também um plano feito às pressas, perseguindo elevado crescimento e substituição de importação. Não obteve sucesso também; a inflação aumentou e o Brasil não expressou o crescimento econômico desejado.
Na quadra seguinte, já no período militar as características econômicas foram: um perseguido desenvolvimentismo, a megalomania, o faraonismo, um crescimento desordenado, grande concentração de renda e a estatização de setores (a chamada “era geisista”) com investimentos brutos nas empresas estatais.
Houve o “milagre econômico” (1968-1973) – período de crescimento econômico muito acentuado, com média anual acima de 10% de crescimento em relação ao PIB.
Delfim Neto, ministro do regime, queria ver o bolo crescer. O bolo estragou e o Brasil paga a conta dessa indigestão até hoje. Já no início da década de 70, ocorreu o chamado choque do petróleo (1974), o que acelerou o aumento do preço do barril, incrementando a inflação brasileira e o déficit na balança comercial. A hiperinflação era uma realidade no país.
O crescimento desordenado, apressado, sem planejamento, de maneira insustentável gerou grande concentração de renda.
O próximo período que classifico é social-democrata. Tendo como expoentes Collor e FHC, foram efetivadas medidas pontuais e insuficientes, criação de extensa burocracia, aumento tributário, privatizações tímidas e pouco claras.
No Governo Sarney houve o Plano Cruzado que tornou o cruzeiro, cruzado e permitiu o congelamento de salários, tabelamento de preços e a consequente crise de abastecimento da população, plano desastrosamente fadado ao fracasso.
Em outra tentativa, o Plano Cruzado II, seguido do Plano Bresser, que por sua vez previa aumento tributário e contingenciamento orçamentário, seguido do Plano Verão, onde foi criado o Cruzado novo (1989), sendo que nenhum prosperou.
Sucedeu ainda, quando da eleição de Collor, o Plano Brasil Novo ou plano Collor que previa congelamento de preços, redução do funcionalismo, arrocho de salários, e o famigerado confisco de depósitos bancários, visando enxugar a liquidez do sistema financeiro.
Collor promoveu uma importante abertura comercial, ressalte-se, e deu inicio à privatização de estatais.
No governo de Fernando Henrique Cardoso permaneceu essa inflexão dita “neoliberal” (não gosto desse termo, alvo de muita confusão).
A tônica do período foi o Plano Real, iniciado no Governo Itamar Franco e levado a cabo por técnicos participantes do Governo FHC.
O Plano Real (1994) foi um esquema econômico que visava à estabilização e o combate à espiral inflacionária, composto de medidas como o aumento de tributos, a desindexação econômica (para eliminar a inflação inercial), venda de ativos, aperto orçamentário, aumentos sucessivos na taxa SELIC, etc.
Apesar de inegável avanço e da estabilização, houve um aumento da máquina pública, majoração de tributos, aumento das despesas e baixas taxas de crescimento. As medidas foram pontuais, envergonhadas, tímidas, houve a criação de extensa burocracia, órgãos de Estado, privatizações pouco claras e explosão da dívida.
Segue, por fim, o período bolivariano neo-desenvolvimentista, com Lula e Dilma.
O Governo de Lula manteve o tripé econômico do Governo anterior: metas de inflação (fixadas pelo Conselho Monetário Nacional), câmbio flutuante e superávit primário (economia para pagar juros da dívida). No começo, houve até um relativo sucesso no panorama econômico do país – devido à questões conjunturais – especificamente, da alta do preço das commodities no mercado internacional e a volúpia do mercado chinês. Este mesmo relativo sucesso, outrossim, pode ser jogado à conta da estabilização promovida pelo Governo anterior, observando-se um efeito carona.
Observamos neste período medidas extremamente desastrosas com reflexo no momento presente e que demandam solução urgente: populismo creditício, aumento de gastos com custeio, ausência de reformas estruturais em períodos de maior tranqüilidade, baixo crescimento, insuficiente investimento em infra-estrutura, incompetência de execução (como o famigerado Plano de Aceleração do Crescimento), estatização na prestação de serviços, etc.
No Governo em curso (2011-2013) observa-se a alta da inflação (2012, 5,84%), que hoje se encontra no topo da meta, juros baixos de forma artificial, descontrole das contas públicas, visível perda de autonomia do BACEN e baixo crescimento do PIB (0,9% em 2012 – R$ 4,403 trilhões).
Houve um plano muito sonoro e marqueteiro que chegou com dez anos de atraso, referente à concessão de serviços à iniciativa privada no setor de ferrovias, rodovias e portos.
Gastos extremamente questionáveis persistem, como aqueles com a estrutura para o Mundial de Futebol, o trem-bala, etc. Ostentamos ainda sufocante carga tributária e péssimos serviços prestados por monopólios do Estado.
O excesso intervencionista também chama a atenção. A presidente usou os bancos públicos para baixar artificialmente os juros; não foi uma decisão natural, via mercado, como deveria ser, trazendo sustentabilidade para tal condição. Foi uma medida autoritária e populista.
Esse dirigismo ainda pode ser percebido pelo uso político da PETROBRAS, como forma de controlar a inflação, segurando preços de seus produtos praticados no mercado. Resultado foi a quebra eminente da PETROBRAS: grande dependência de petróleo importado, pequenos acionistas lesados e ações da sociedade fortemente desvalorizadas.
OS investidores retiraram projetos importantes de investimento no Brasil, apavorados com a insegurança jurídica e quebra de contratos, sugeridas pelo Governo. Veja o caso recente das concessionárias de energia elétrica; o setor está enfrentando muitos problemas com investimentos.
O uso indiscriminado do banco de fomento BNDES bancando grandes empresários, projetos duvidosos, plantando uma, cada vez mais possível, bolha de crédito.
A “argentinalização” da economia cada dia mais visível, com a manipulação de índices, a chamada “contabilidade criativa”, maquiagem grosseira nas contas públicas. Isso retira toda a credibilidade desse Governo no trato com o dinheiro dos tributos.
A bolsa de Valores de São Paulo tem enfrentado fortes perdas em razão da quebra já esperada das empresas do grupo de Eike Batista e da má tendência em relação à economia nacional.
Neste momento, com a recuperação sugerida pelos EUA, tudo fica pior para o Brasil. O momento é delicado.
Neste momento, com a recuperação sugerida pelos EUA, tudo fica pior para o Brasil. O momento é delicado.
E agora, a partir desse momento, cabe a todos nós, brasileiros – muitos dos quais saíram às ruas protestar – escolhermos o que queremos daqui para frente.
Mais do mesmo? Esse modelo que está aí?
Eu quero mudanças. E você? O que acredita e deseja?
“Dilma, você perdoou a dívida dos africanos, agora perdoe a nossa”, protestam nordestinos que sofrem com a seca
Fonte: Folha Política
Um grupo de produtores rurais de Natal (RN) aproveitou, no dia 3, visita da presidente Dilma à cidade para protestar. Os empreendedores pediram a aprovação do projeto de lei 688/2011, que perdoaria dívidas de crédito rural relativos à SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
Como consta da faixa em destaque, clamaram: “A dívida dos africanos foi perdoada… Perdoa a dívida dos agricultores do Nordeste, Dilma!”. O Nordeste enfrenta, atualmente, uma das piores secas de sua História, resultando na perda de plantios e cabeças de gado, trazendo fome e desequilíbrio econômico à região.
“Ela precisa também olhar para nós. Esse projeto de lei vai resolver os problemas do homem do campo”, afirmou Joana D’Arc Pires, pertencente a uma associação de criadores do sertão nordestino. Relata, ainda, que seu pai se suicidou devido a dívidas, o que tem trazido, entre outros, também muito sofrimento à sua mãe.
O projeto de lei é de autoria do senador Vital do Rego (PMDB/PB), tendo previsão de ser apreciado no Senado nos próximos dias.
Qual é a sua posição a respeito? A reivindicação é legítima? Seria um aproveitamento do perdão concedido aos países africanos, de modo a causar polêmica ou mesmo chantagem? Seria uma requisição séria e justa, tendo em vista a necessidade de se priorizar cidadãos e interesses brasileiros, quando comparados a estrangeiros? Por que a dívida de estrangeiros foi perdoada e não a de brasileiros, trazendo fome, desgraça, desequilíbrio e desesperança a inúmeras regiões? Emita sua opinião e contribua para o diálogo democrático.
Lígia Ferreira é analista de sócio-mecanismos.
Comentários
Como podemos ver nosso governo parece não saber ao certo o que estão fazendo. Veja estes outros artigos interessantes relacionados:
Veja este artigo falando do brasileiro que causou polêmica ao fazer críticas ao Brasil:
Veja o depoimento do Jornalista inglês que veio olhar os preparativos para a copa e acabou sendo assaltado no primeiro dia:
No artigo seguinte uma médica desabafa criticando o dinheiro gasto na Copa e o Descaso na Saúde:
Aqui podemos ver uma comparação entre os Estádios da Copa e a condição da Saúde:
Conheça os vereadores que recebiam bolsa família:
No próximo artigo eu fiz algumas críticas em relação aos protestos em São Paulo, e como que eles ignoram coisas realmente importantes como é o caso deste dinheiro que está sendo enviado para o exterior enquanto pessoas estão morrendo em nosso país:
ONU sugere comer insetos para reduzir a fome no mundo
Eu iria sugerir que acabem com o monopólio da indústria da alimentação para acabar com a fome. Más a ONU em sua sapiência supra-divina, tem uma solução melhor. E ai daquele que achar isso nojento, será considerado um atrasado no tempo:
Fonte: G1
A Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura lançou, nesta segunda-feira (13), um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.
O que tem para o jantar? Gafanhotos fritos, besouros ou larvas. Não estamos no Oriente, mas em um restaurante americano, onde a moda já começa a se difundir.
Se depender da FAO, o órgão da ONU para a alimentação, com sede em Roma, os insetos poderão ser a resposta para o futuro na luta contra a fome, porque representam uma fonte muito importante de comida nutriente.
A proposta é parte de um relatório sobre o potencial dos produtos das florestas. Os insetos são ricos em proteína, cálcio ferro, zinco e gorduras que fazem bem à saúde.
Existem um bilhão de espécies conhecidas. E somam mais da metade de todos os organismos vivos classificados no planeta.
Os insetos são consumidos por quase dois bilhões de pessoas, principalmente na Ásia e na África.
O documento da FAO sustenta que esses animais poderão ser um poderoso instrumento na luta contra a obesidade. Que são menos dependentes da terra do que a pecuária tradicional. E ainda poluem menos o meio ambiente.
Em aldeias da república de Camarões, na África, ganha-se dinheiro vendendo insetos para a alimentação.
A diretora de economia e política florestal da FAO, Eva Muller, lembra que, 20 anos atrás, o sushi, peixe cru da culinária japonesa, também era estranho a muitas culturas. Hoje é apreciado no mundo inteiro. E isso pode acontecer também com os insetos.
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