sábado, 3 de março de 2018

Nossos filhos terão emprego, ou trabalho?


Notícia divulgada no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), semana passada, pelo CEO do Linkedin, Jeff Weiner, diz que em apenas 2 anos mais de 5 milhões de pessoas irão perder o emprego por causa das novas tecnologias. Os novos desempregados serão principalmente das áreas administrativas e industriais. Se você está nessas atividades, fique ligado. E, no Brasil, segundo a consultoria McKinsey, 15,7 milhões de brasileiros terão seus trabalhos afetados pela automação até 2030 — duvido que seja pra melhor.
Estamos vivendo a extinção de toda uma nova séria de profissões e trabalhos, parecida com a que aconteceu no começo dos anos 1900, com o advento da energia elétrica, por exemplo, os acendedores de lampiões de rua ficaram obsoletos. Ou os motorneiros dos bondes. E quem se lembra da última vez que usou um elevador com ascensorista? Os cobradores de ônibus? O Brasil é um raro país onde ainda existe essa função. O metro linha amarela de São Paulo que funciona sem condutor, controlado à distância? Caixas de supermercado? A Amazon testou na segunda feira passada em Seattle um supermercado sem caixas (https://www.theguardian.com/business/2018/jan/21/amazons-first-automated-store-opens-to-public-on-monday). E você pode continuar acrescentando outras funções que não precisam mais de um especialista para serem feitas.
O tempo passa voando, e 2 anos é amanhã, e 5 anos parece muito, mas é apenas o tempo que um jovem fica cursando na faculdade. Quando o jovem estiver formado, pode ser que o conhecimento adquirido – e pago – não sirva para muita coisa.
A questão é: o que – e como – as pessoas irão fazer para prosperar? E como será com nossos filhos?
A resposta para mim é óbvia: empreender. Crie seu próprio trabalho, seja seu próprio patrão. Para quem ainda é empregado, é importante desde já ir estudando e testando as habilidades e o conhecimento para não depender de um empregador. Nenhum emprego é garantido – nunca foi e no futuro será menos ainda. E, se fizermos as coisas direito, podemos preparar nossos filhos melhor do que nós fomos preparados por nossos pais. Podemos ter a chance de ensinar aos nossos filhos a como serem independentes, a administrar o dinheiro, a confiar no próprio esforço sem depender de empregos, ao estoicismo e maturidade emocional para passar por períodos difíceis (pois a vida do empreendedor é dura) e todo o ferramental imaginável a que tenhamos acesso, para enfrentarem um mundo incerto e globalizado. No futuro, trabalhar, ser independente e ganhar dinheiro será um raro privilégio.

Ivan Primo Bornes (ivan@pastificioprimo.com.br) – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastificio Primo (www.pastificioprimo.com.br)

Polêmica no cardápio


Aconteceu em Belo Horizonte, no começo de fevereiro. O conceituado restaurante Glouton, do premiado chef Leonardo Paixão, recebeu uma forte crítica no Facebook sobre os preços praticados nos seus pratos – mais especificamente, a papada de porco. Até aí, nada de novo no mundo dos críticos virtuais.
O interessante foi a resposta do dono do restaurante, também no Facebook, que optou por descrever em detalhes a complexidade na gestão de um restaurante, passando pela formação de custos de um prato de alta gastronomia (mesmo que com ingredientes simples), detalhando processos, enumerando a equipe envolvida e as horas de trabalho. Em resumo, uma bela aula sobre a complexidade de ser dono de um restaurante, fazendo gastronomia exigente, de alta performance.
A polemica está rendendo bastante assunto, com defensores e acusadores de ambos os lados. Abaixo os textos.
A crítica:
“A PAPADA PRECIOSA, por Hanna Litwinski
Começo esse post com um pedido. Por favor, “leia” as imagens para entender melhor o que está descrito a seguir.Existem alguns cortes de carne que são historicamente relegados por nós brasileiros. Aliás, essa classificação de carne “de primeira”, “carne de segunda” que fazemos é um completo absurdo. Não existe um corte de carne mais nobre que outro (isso estende-se a todos os ingredientes) e sim o modo mais adequado de preparo para extrair o que cada parte tem de melhor. Existem cortes totalmente ignorados por nós que são verdadeiras iguarias em outros países.
Esse é o caso da papada suína ou bochecha suína. Com um sabor forte, textura delicada e rica e gordura, é um corte feito a partir do pescoço do porco. Esse pitéu vem sido introduzido e evidenciado nos cardápios dos jovens talentos da nossa culinária como o fera Jefferson Rueda. No seu restaurante, o afamado Casa do Porco em São Paulo, a papada é apresentada na inusitada versão de sushi.
Dito tudo isso, onde eu quero chegar? Pois bem, sou assinante do ChefsClub; um dentre tantos grupos de descontos. Hoje recebi um e-mail anunciando um prato em promoção no restaurante Glutoun, do nosso aclamado chef Leonardo Paixão. É um prato como podem conferir pelo “print” da imagem (ilustrativa, acredito que não é a porção servida); belo, simples e convidativo como todo bom prato deveria ser. Na descrição: papada suína acompanhada de mandioca, batata doce, acelga e molho de laranja. Que poesia! Ingredientes simples, saborosos e abundantes na mesa brasileira. Entretanto, a gente tem um talento enorme para complicar as coisas. O que era pra ser simples vira modinha, gourmetiza. E aí a papada honesta, saborosa e até outro dia desperdiçada (sim, a maioria dosaçougues só faz esse corte sob encomenda porque não tem muito valor comercial) passa a ter peso de ouro
O “prato apaixonante” como é descrito no anúncio sai dos originais R$74,00 pela bagatela de R$51,80 na oferta! Só faltou a emenda: “Corram! Promoção assim, você não vê todo dia”! Fala sério, gente?! Porque insistimos em fazer essa triste inversão de valores? Será que a gente tem um prazer sórdido em ser feito de trouxa? Porque transformar coisas simples, acessíveis e que são absolutamente maravilhosas por isso mesmo, em produtos de boutique? Com esse preço (entendo e sei bem de todos os custos envolvidos num restaurante) o que era pra ser mais acessível justamente porque é desconhecido e desvalorizado por aqui é apresentado ao público numa lamentável versão deluxe. Não existe diferença na nobreza dos alimentos como afirmei anteriormente, mas o valor de custo sempre existiu e é enormemente variante de produto pra produto a partir da básica lei da oferta/procura até análises muito mais complexas que determinam o valor comercial das coisas.
Falta comunicação na nossa gastronomia. Falta informação, falta cultura e por vezes sinto falta de um pouco mais de honestidade. Este texto não tem a intenção de polemizar muito menos de condenar. “Ninguém é de todo bom ou de todo mau” como nos ensinou a maravilhosa Rachel de Queiroz. Aliás, essa polarização e a mania de colocar as coisas no plano do antagonismo é que está empobrecendo e emburrecendo o nosso mundo. Existem muitas nuances, perspectivas e discussões valiosas que nos tornam absolutamente melhores. Esse é o meu propósito sincero aqui; um convite ao bom debate através do portentoso exercício da argumentação, fundamentada e lógica.
Em tempo: pesquisei no pai dos burros Google, e, dos poucos açougues que comercializam a papada suína, encontrei a Piné Casa de Carnes de Campinas/SP. O preço do kg? R$8,99. Ah! Não precisa correr porque não é promoção.”
A réplica do chef  Leo Paixão:
“Gostaria de começar o texto agradecendo ao enorme carinho dos nossos queridos conterrâneos. Fiquei emocionado com a quantidade de gente que nos apoiou nos comentários. Fico muito feliz que exista tanta gente que valoriza, respeita e aprecia a gastronomia. Isso me deixa muito inspirado para continuar na luta. Tenho muito carinho por vocês que compartilham comigo essa paixão pela culinária.
Recentemente foi escrito um texto que me cita e cita meu restaurante, Glouton, como exemplo de cobranças abusivas por ingredientes baratos “gourmetizados”. Disse também que “Falta informação, falta cultura e por vezes sinto falta de um pouco mais de honestidade.”
Acho muito fortes insinuações de desonestidade direcionadas aos empresários do setor de restaurantes, um dos mais difíceis do mercado.Apesar de ter dito no texto que entende bem os custos envolvidos em um restaurante, vou fazer uma continha aqui e dar um pouco mais dessa informação.
Nosso gasto mensal com água, luz, gás, aluguel, telefone, alarme, limpeza de fossa, lavanderia, controle de pragas, contador, recolhimento de lixo e manutenção em geral (equipamentos, jardinagem, limpeza de calhas, quebra de pratos, taças, perdas de talheres e etc) é aproximadamente 70.000.Nosso gasto com salários, transporte de funcionários e gratificações é aproximadamente 135.000.
Nosso gasto mensal com impostos em geral (somos uma média empresa) é 95.000 reais.Nosso gasto mensal com produtos em geral: insumos e bebidas é em torno de 160.000Atendemos uma média de 4000 clientes por mês. Sendo assim nosso gasto por cliente atendido é 115 reais, sendo que desse valor 40 reais é o custo de produtos aproximado.
Vale frizar que sempre a margem direta sobre as bebidas é pelo menos 4 vezes menor que sobre alimentos, uma vez que custa muito mais caro para se preparar um prato que servir uma bebida. Dessa forma nosso custo de matéria prima vendida, ou CMV, é 34,7% de nossos gastos. Daí você pode ver como o Glouton é um restaurante bem administrado.
Poucos conseguem manter um CMV destes, próximo a 33,33%, que é considerado o ideal para uma administração saudável.Trocando em miúdos, do custo dessa papada pra mim, somente 1/3 foi de ingrediente.
Fazendo essa continha perversa por cliente e analisando os números de forma fria, se um casal vem aqui com Chef’s Club e o consumo fica em 250 reais (duas papadas e um vinho de 102, água gratuita), você paga 205,60 (44,4 reais de desconto). Essa conta é 24,4 reais mais baixo que o simples custo médio de dois clientes na casa seja, “alguém pagou sua conta.”
Respondo à pergunta:
“Será que a gente tem um prazer sórdido em ser feito de trouxa?” Na realidade acho difícil isso acontecer na gastronomia. Manter um restaurante com os custos altíssimos e a pequena margem de lucro é tão difícil que, segundo a ABRASEL 70% das casas abertas no Brasil fecham antes de completar 5 anos. Se fosse esse negócio da China, a história seria bem diferente.
E respondo especialmente à essa, muito obrigado por me dar a chance:
“Porque transformar coisas simples, acessíveis e que são absolutamente maravilhosas por isso mesmo, em produtos de boutique?” Ora, essa é a essência da gastronomia e o real sentido da minha vida. Isso é meu sonho, de transformar o ordinário em extraordinário! É duro, é árduo e muitas vezes vai contra muita gente, mas é a poesia da minha existência. E citando também Rachel de Queiroz:
“A vida sem sonhos é muitíssimo mais fácil. Sonhar custa caro. E não digo só em moeda corrente do País, mas daquilo que forma a própria substância dos sonhos”.
Agora, pensando na papada, eu não pago 8,90 no quilo, pago 6,50. Ela gera uma perda de 70% no processo de limpeza e desengorduramento e mais uma perda no forno. Segundo nossos cálculos, cada quilo de papada nos da 1 porção. Servimos aproximadamente 160 papadas por semana. Ela precisa de duas funcionarias qualificadas durante meio horário para a limpeza, mais tempo de outros dois funcionários para grelhar. Gastamos muito suco de laranja espremida na hora, caldo de carne feito no Glouton com mocotó e carne moída. Esse caldo leva dois dias para ficar pronto, gasta energia de 5 horas de forno para cozinhar a carne, mais 12 horas cozinhando, mais 6 horas reduzindo. No dia seguinte uma funcionaria escorre a papada e enrola ela durante meio horário. Outro funcionário pega os caldos e faz o molho, que leva 6 horas para reduzir e vários temperos. A guarnição de mil folhas de mandioca gasta 2 quilos de manteiga e sete de mandioca por tabuleiro, um tabuleiro da 36 porções, gasta o dia inteiro de duas funcionarias para laminar e intercalar as mandiocas, depois 7 horas de forno durante a noite. Depois resfria por 24 horas e é porcionada por outro funcionário, grelhada e finalizada. Os pasteizinhos de batata doce são feitos com recheio de puré de batata e massa de guioza que custa caro. A acelga é selecionada, aparada e lavada por outro funcionário. O prato é servido em uma louça artesanal super frágil que custa 110 reais por prato e possui razoável quebra, que entra no custo de manutenção. Se colocar tudo no papel, ela é mais cara que o atum que, apesar de custar 89 reais o quilo, não gasta equipamento, mão de obra ou tempo de preparo.
Dando um pouco mais de informação, carnes de porco não são divididas entre carne de primeira e carne de segunda. O critério para dividir as carnes é a dureza: carnes de primeira são naturalmente macias e carnes de segunda são, por definição, mais duras e precisam ser amaciadas pela cocção para serem comidas. É uma nomenclatura besta, mesmo porque uma rabada, por exemplo, tem tanta perda em osso que fica mais cara por quilo que um filé mignon.
Eu realmente acredito na gastronomia, acredito na magia da boa experiência em um restaurante, que inclui desde a decoração, climatização, ambiente, serviço, bebidas e comidas. Acho que é das coisas mais extraordinárias da vida, alimenta o corpo e a alma, um lugar para ser feliz com a família, amigos e pessoas que ama. Faço isso com muito carinho e tomo extremo cuidado para cobrar o preço mais justo possível por isso.
Abraços,
Leo PaixãoChef, proprietário Restaurante Glouton.”
Ivan Primo Bornes (ivan@pastificioprimo.com.br) – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastificio Primo (www.pastificioprimo.com.br)

A emoção inteligente


Tenho abordado o assunto da Inteligência Emocional diversas vezes e com vários enfoques – na aventura, no Jedi, na montanha e no fracasso, por exemplo.
Hoje quero compartilhar com você o meu entusiasmo por esta habilidade social fundamental, e que sim, a literatura garante que pode ser desenvolvida e melhorada e que muitas vezes é deixada em segundo plano – já que ser empreendedor é lidar com pessoas o tempo todo, não é?
Também chamado de QE (quociente emocional), para mim é obviamente um dos elementos mais importantes para obter sucesso em qualquer empreitada e, sabendo disso, dedico bastante tempo ao aprendizado humilde e demorado destas capacidades – e acredite, não é nada fácil.
Na antiga Grécia, em 400 a.c. Platão diz que todo aprendizado tem uma base emocional. Hoje parece uma ideia óbvia, mas na época isso foi muito revolucionário e influenciou tudo e todos a partir desse ponto.
Nos anos 1930, o psicometrista Edward Lee Thorndike começa a definir o conceito de “inteligência social” como a capacidade de se dar bem com as outras pessoas, com uma função utilitarista.
Se passam 50 anos e, em 1983, um psicólogo chamado Howard Gardner escreve um livro chamado Estruturas da Mente, onde elabora uma teoria que afirma que as pessoas tem 7 tipos de inteligência (inteligência visual/espacial, inteligência musical, inteligência verbal, inteligência lógica/matemática, inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal e inteligência corporal/cinestética).
Em 1990 os psicólogos Peter Salovey e John Mayer divulgam uma teoria e usam pela primeira vez a expressão Inteligência Emocional, que definem como “…a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros.
Mas foi o californiano Daniel Goleman que “lacrou” o assunto e ganhou notoriedade com o livro best-seller Inteligência Emocional em 1995, colocando um holofote definitivo sobre a importância da “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.
Para Goleman, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos, inclusive indicando que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. E, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza, têm mais chances de obter o sucesso.
Parece fácil, não? Mil livros, muitos cientistas pesquisando o assunto, e mesmo assim nenhum resultado é garantido!
Pois é, o QE é muito, mas muito difícil de adquirir, provavelmente a jornada de uma vida. Um bom começo me parece ser praticar todos os dias com as pessoas que estão ao nosso redor – quem sabe um básico bom dia ao vizinho no metrô? Para mim, tudo é válido, e eu não dispenso yoga, aventuras radicais, incenso, viagens, leituras, filmes, novela de TV, gibi, horóscopo, reza e tudo o que me provoque uma transformação emocional positiva – mas isso já é outro assunto.
Ivan Primo Bornes – o fundador do Pastificio Primo tenta, diariamente, ser uma pessoa mais inteligente, mas pensa que, ás vezes, os resultados podiam ser melhores!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O surpreendente lado ruim de ser inteligente

Uma coisa que me intriga, faz tempo, é perceber que diversas pessoas extremamente inteligentes, no conceito de Inteligência Intelectual/Cognitiva (privilegiadas em termos de raciocínio lógico, analítico, rápido, facilidade de aprendizagem e sempre criativas), que certamente possuem elevado nível nas métricas do chamado Quociente de Inteligência-QI, levam uma vida aparentemente muito aquém do potencial que possuem, por demonstrarem fragilidades, ou incompetências, em seu equilíbrio emocional, no trato com suas finanças pessoais, com a saúde e qualidade de vida, entre outros aspectos. Nessa observação, é ainda mais intrigante constatar que diversas dessas pessoas de QI privilegiado sequer conseguem ingressar, ou manter-se, em um bom emprego. Em resumo, demonstram viver uma realidade em descompasso com o nível de raciocínio que possuem!
A esse propósito, encontrei – e reproduzo hoje – o excelente artigo “O surpreendente lado ruim de ser inteligente“, publicado no portal BBC Brasil, com análise e reflexões a respeito do que acontece no mundo das pessoas classificadas como extremamente inteligentes, os geniais ou superdotados, com alto nível de QI. A meu ver, além de interessantes, algumas das revelações trazidas no texto são mesmo surpreendentes.
Você vai ficar informado, por exemplo, que os mais inteligentes têm grande incidência de ansiedade, tomam decisões equivocadas que levam ao fracasso/insucesso na vida e, mais ainda, que ser gênio não significa ter mais sabedoria. Com isso, poder-se-ia especular se não faltaria a esses indivíduos alguma dose de “humildade intelectual”?
Assim, com minha recomendação de leitura, replico o artigo na íntegra, a seguir:

“O surpreendente lado ruim de ser inteligente


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Temos uma tendência a pensar em gênios como seres atormentados por angústias existenciais, frustrações e solidão – a escritora Virginia Woolf, o matemático Alan Turing e até a fictícia Lisa Simpson são estrelas solitárias, isoladas apesar de seu brilho.
A questão pode parecer um assunto que atinge apenas alguns poucos privilegiados – mas os conceitos e ideias por trás dessa impressão repercutem em quase todos nós.
Boa parte do sistema educacional ocidental é direcionada a melhorar a inteligência acadêmica. Apesar de suas limitações serem conhecidas, o Quociente de Inteligência (QI) ainda é a principal maneira de medir habilidades cognitivas. Cada vez mais gente gasta fortunas em atividades de treinamento do cérebro para tentar melhorar sua pontuação. Mas e se essa busca pela genialidade for uma tarefa para tolos?
As primeiras respostas para esses questionamentos surgiram há quase um século, no auge da Era do Jazz americana. Na época, o teste de QI ganhava popularidade após ter se provado útil nos centros de recrutamento de voluntários durante a Primeira Guerra Mundial.

Os altos e baixos de pequenos gênios

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Estudos mostraram que pessoas com alto QI sofrem mais de ansiedade
Em 1926, o psicólogo Lewis Terman decidiu usar a prova para identificar e estudar um grupo de crianças superdotadas. Ele selecionou 1,5 mil alunos da Califórnia com QI maior que 140 – 80 deles com mais de 170 de QI. O grupo ficou conhecido como os “Termites”, e os altos e baixos de suas vidas ainda são estudados hoje em dia.
Como era de se esperar, muitos dos Termites cresceram para fazer fama e fortuna. Nos anos 1950, eles ganhavam um salário médio que correspondia ao dobro do de pessoas “comuns”.
Mas, inesperadamente, muitas crianças no grupo de Terman preferiram profissões menos glamorosas, como policial, marinheiro ou datilógrafo. Os Termites também não foram particularmente mais felizes do que o cidadão americano comum, com os níveis de divórcio, alcoolismo e suicídio semelhantes ao da média da população do país.
A moral da história é que, na melhor das hipóteses, um grande intelecto não faz diferença em relação à sua satisfação com a vida. Na pior, ele pode significar uma sensação maior de vazio.
Isso não quer dizer que todo mundo com um QI alto seja um gênio torturado, como a cultura popular nos faz crer. Mas ainda é assim, é algo intrigante. Por que os benefícios de ter uma inteligência abençoada não aparecem a longo prazo?

Fardo pesado e preocupação excessiva

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Muitos jovens superdotados chegaram à maturidade com mais frustrações
Uma possibilidade é a de que a consciência de alguém sobre seus próprios talentos intelectuais tenha se tornado uma carga pesada. De fato, nos anos 1990, quando alguns dos Termites tinham quase 80 anos, eles olhavam para trás e, em vez de se vangloriar de seus sucessos, diziam ter sido perseguidos pela sensação de que não corresponderam ao que esperavam atingir quando jovens.
Essa sensação de fardo – principalmente quando combinada com as expectativas dos outros – é uma constante para muitas outras crianças superdotadas. Um dos casos mais famosos – e tristes – é o da britânica Sufiah Yusof. Admitida na prestigiada Universidade de Oxford aos 12 anos, ela abandonou os estudos na área de Matemática antes de se formar e começou a trabalhar como garçonete. Depois disso, tornou-se garota de programa e ficou conhecida por recitar equações para os clientes durante o sexo.
Outra reclamação comum é a de que pessoas mais inteligentes geralmente têm uma visão mais clara sobre os problemas do mundo. Enquanto o resto de nós se mantém distante das crises existenciais, os gênios perdem o sono sofrendo pela condição humana e pelos erros dos outros.
A preocupação constante, de fato, pode ser um sinal de inteligência – mas não da maneira que os filósofos de poltrona imaginaram. Alexander Penney, da MacEwan University, no Canadá entrevistou estudantes universitários sobre vários tópicos e descobriu que aqueles com o QI mais alto realmente se sentiam mais ansiosos.
Mas curiosamente, a maioria das preocupações era banal e cotidiana. “Eles não se inquietavam por coisas muito profundas, mas se preocupavam mais frequentemente sobre mais coisas”, diz Penney. “Se algo ruim acontecia, eles passam mais tempo pensando naquilo.”
Ao examinar com mais atenção, Penney também descobriu que isso se relaciona com a inteligência verbal, testada em jogos de palavras nos exames de QI. Ele acredita que uma maior eloquência pode ajudar o indivíduo a verbalizar suas ansiedades e remoer mais seus pensamentos. O que não é necessariamente uma desvantagem. “Eles tendem a solucionar problemas mais rapidamente do que a maioria das pessoas”, afirma.

Pontos ‘cegos’

A verdade nua e crua, no entanto, é que uma maior inteligência não equivale a tomar decisões mais sábias. Na realidade, a situação pode até tornar as decisões mais equivocadas.
Keith Stanovich, da Universidade de Toronto, passou a última década preparando testes de raciocínio e descobriu que decisões justas e independentes não estão nem um pouco relacionadas ao QI.
Segundo ele, os indivíduos que se saíam melhor em testes cognitivos padrão são na realidade um pouco mais vulneráveis a terem um “ponto cego de predisposição”. Ou seja, eles têm menos capacidade de enxergar seus próprios defeitos, mesmo quando são capazes de criticar os pontos fracos dos outros.
Eles também tendem a ser vítimas da “ilusão do apostador” – a ideia de que se uma moeda cai indicando “cara” dez vezes, ela terá mais chances de cair em “coroa” na 11ª vez.
Uma tendência a confiar mais nos instintos do que no pensamento racional pode explicar porque um número surpreendente de membros da associação britânica de superdotados Mensa acredita em atividades paranormais. Ou por que alguém com um QI de 140 têm duas vezes mais chances de estourar seu cartão de crédito.
Stanovich enxerga esses vieses em todas as camadas da sociedade. “Existe muita irracionalidade no mundo de hoje – pessoas fazendo coisas irracionais apesar de terem uma inteligência mais que adequada”, afirma. “Essas pessoas que ficam espalhando memes antivacinação para pais ou disseminando erros de informação na Internet são em geral pessoas com uma inteligência e uma educação acima da média.” Obviamente, pessoas inteligentes podem ser perigosamente, e bobamente, enganadas.

O lado bom

Portanto, se a inteligência não leva a decisões racionais ou a uma vida melhor, quais as suas vantagens? Igor Grossmann, da Universidade de Waterloo, no Canadá, acredita que temos que prestar mais atenção a um conceito antiquado: a sabedoria.
Sua abordagem é mais científica do que parece. “O conceito de sabedoria tem uma qualidade etérea”, admite. “Mas se olharmos para a pura definição de sabedoria, muitos vão concordar que se trata da ideia de alguém que pode fazer um julgamento bom e sem amarras”.
Em um experimento, Grossmann apresentou a voluntários vários dilemas sociais – que iam desde o que fazer sobre a guerra pela Crimeia a crises que leitores descrevem em colunas de aconselhamentos sentimentais de jornais.
Conforme os voluntários falavam, um painel de psicólogos julgava seus argumentos e sua tendência a uma ideia preconcebida.
Os que mais pontuaram acabaram predizendo maior satisfação com a vida, mais qualidade de relacionamento, e menos ansiedades e preocupações – todas as qualidades que parecem faltar a pessoas enquadradas no conceito clássico de inteligência.
Crucialmente, Grossmann descobriu que um alto QI não necessariamente significa maior sabedoria.

Aprender a saber

No futuro, empregadores podem começar a empregar testes como os de Grossmann para examinar outras capacidades intelectuais em vez do QI. A área de recursos humanos do Google, por exemplo, já anunciou que planeja avaliar candidatos com base em qualidades como “humildade intelectual”, em fez de pura proeza cognitiva.
Felizmente, a sabedoria pode vir do treino, segundo Grossmann. Ele ressalta que nós normalmente temos mais facilidade em deixar para trás nossas predisposições quando levamos outras pessoas em consideração em vez de nós mesmo.
Com isso, ele descobriu que simplesmente falar sobre seus problemas na terceira pessoa (“ele” ou “ela” em vez de “eu”) ajuda a criar a distância emocional necessária, diminuindo preconceitos e levando a argumentos mais sábios. Novos estudos devem gerar novos truques semelhantes.
O desafio vai fazer com que as pessoas admitam seus próprios defeitos. Mesmo se você conseguiu repousar sobre os louros da sua inteligência durante toda a vida, pode ser muito difícil aceitar que ela vem atrapalhando seu julgamento. Como disse o filósofo Sócrates, “o sábio é aquele que pode admitir que não sabe nada”.
Publicado em – http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150417_vert_fut_lado_ruim_inteligencia_ml

Infográfico faz excelente síntese sobre as pessoas mais saudáveis do mundo!

A pretexto do grande tema Saúde e Qualidade de Vida, e como dicas de hábitos saudáveis para viver mais e melhor, replico excelente infográfico, publicado recentemente no site Tudo Por Email, explicando onde estão as Pessoas Mais Saudáveis do Mundo, suas características, seus segredos etc.
Temos aí uma síntese muito bem elaborada, de fácil visualização e compreensão. Pelo caráter educativo da publicação, entendo que mereça amplo compartilhamento. Vejam a seguir:
infográfico velhos saudáveis
Publicado em – http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=8418

‘O que REALMENTE significa ter ANSIEDADE’ – Excelente e esclarecedor texto!

A ansiedade traz comprometimentos em cascata, chegando a inviabilizar a atividade social e produtiva do indivíduo. Independentemente de cogitar qual a causa, ou conjunto delas, que deflagrou o transtorno, que pode ser das mais diversas naturezas (o mundo mais conectado e competitivo deve ter dado grande colaboração), notamos um número crescente de pessoas demonstrando ter ritmo acelerado, excesso de pensamento e de preocupação, também de medo, por vezes sonolentas e cansadas e, ainda, com sinais de angústia. Os ingredientes para um quadro mais sério de ansiedade, portanto, estão presentes em alguma medida.
No outro lado da moeda, segundo publicações especializadas, o número de pessoas que busca tratamento para aliviar os sintomas dessa síndrome ainda é muito baixo. 
Diante desse quadro, creio ser mais do que recomendável seguir repercutindo boas informações e esclarecimentos que possam contribuir para uma melhor compreensão a respeito do tema. Assim, reproduzo excelente texto, que acabo de ler no site da Revista Pazes, com uma coletânea de definições e explicações, claras e diretas, para você perceber o que significa ter ansiedade. Sem dúvida, uma primorosa publicação!
Leia a seguir:

“O que REALMENTE significa ter ansiedade”- o texto mais extraordinário que já li sobre o tema

Este texto foi originalmente publicado no site Thought Catalog, por Kirsten Corley, e é, de longe, o texto mais simples, direto e esclarecedor que já li sobre o tema. A ansiedade, mal do século, doença que tem feito, ao longo dos anos, uma multidão de mentes cativas, é um mal a não ser desprezado, subestimado ou ignorado. É hora de encará-lo de frente. Você está pronto?
“O que realmente significa ter ansiedade
Vai além de simplesmente se preocupar. Ansiedade significa noites em claro, conforme você suspira e vira de um lado para o outro. É o seu cérebro nunca sendo capaz de desligar. É a confusão de pensamentos que você pensa antes da hora de dormir e todos os seus piores medos se tornam realidade em sonhos e pesadelos.
É acordar cansada mesmo que o dia só tenha começado.
Ansiedade é aprender como funcionar em privação de sono porque você só conseguiu fechar os olhos às duas da manhã.
É toda mensagem que você pensa ‘como fazer isso da forma correta?’. É duas ou três mensagens que você manda caso tenha feito algo errado. Ansiedade é responder mensagens de forma embaraçosamente rápida.
Ansiedade é o tempo que você gasta esperando uma resposta enquanto um cenário se monta na sua cabeça, questionando o que a outra pessoa está pensando ou se ela está brava.
Ansiedade é a mensagem não respondida que te mata por dentro, mesmo que você diga a si mesma ‘talvez ele esteja ocupado ou irá responder depois’.
Ansiedade é a voz crítica que diz ‘talvez ele esteja só te ignorando mesmo’. É você acreditar em cada cenário negativo que você cria.
Ansiedade é esperar. Parece que você está sempre esperando.
É o conjunto de conclusões inexatas que sua mente cria, e você não tem outra escolha a não ser aceita-las.
Ansiedade é se desculpar por coisas que nem precisam ser desculpadas.
Ansiedade é duvidar de si mesma e falta de autoconfiança.
Ansiedade é ser superatenta sobre tudo e todos. Você consegue dizer se alguém mudou de humor apenas pelo tom de voz da pessoa.
Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles começarem. Ela te diz ‘você está enganada; ele não gosta de você e vai te deixar’. E você acredita.
Ansiedade é um estado constante de preocupação, pânico e viver no limite. É viver com medos irracionais.
É pensar demais, é se importar demais. Porque a raiz das pessoas ansiosas é se importar.
É ter mãos suadas e coração acelerado. Mas por fora, ninguém percebe. Você aparenta estar calma e sorridente, mas por dentro é o contrário.
Ansiedade é a arte da decepção por parte de pessoas que não te conhecem. E das pessoas que te conhecem, é ouvir constantemente ‘não se preocupe’, ‘você está pensando demais’, ‘relaxe’. É sobre seus amigos ouvirem suas conclusões e não entenderem como você chegou nelas.
Ansiedade é querer consertar algo que nem problema é.
É o amontoado de perguntas que te fazem duvidar de si mesma. É voltar atrás para checar novamente.
Ansiedade é o desconforto de uma festa por pensar que todo mundo está te observando e você não é bem-vinda lá.
Ansiedade é tentar compensar e agradar demais outras pessoas.
Ansiedade é estar sempre no horário porque o pensamento de chegar atrasada te deixa em pânico.
Ansiedade é o medo de fracassar e a busca incansável por perfeição. E então se punir quando você falha.
É sempre precisar de um roteiro e de um plano.
Ansiedade é a voz dentro da sua cabeça que diz ‘você vai falhar’.
É tentar suprir as expectativas dos outros mesmo que isso esteja te matando. Ansiedade é aceitar mais do que você consegue lidar para que você se distraia e não pense demais em outros assuntos.
Ansiedade é procrastinar, porque você está paralisada pelo medo de fracassar.
É o gatilho que te faz ter um ataque de pânico.
É estar quebrada na sua privacidade e chorar de preocupação quando ninguém mais está vendo.
É aquela voz crítica dizendo ‘você estragou tudo’ ou ‘você deveria mesmo se sentir um lixo agora’.
Mas mais que qualquer coisa, ansiedade é se importar. É nunca querer machucar alguém. É nunca querer fazer algo errado. Mais que tudo, é o desejo de simplesmente ser aceita e querida. Então você acaba tentando demais às vezes.
E quando você encontra amigos que entendem isso, eles te ajudam a superar juntos. Você percebe que essa pode ser uma batalha que você enfrente todos os dias, mas é uma que não precisa ser enfrentada sozinha. 

Publicado em – https://www.revistapazes.com/o-que-realmente-significa-ter-ansiedade/

SUPER DICA: FIQUE INTELIGENTE EM 5O MINUTOS!

Ser inteligente não é tarefa impossível, é uma tarefa árdua que exige muita dedicação e perseverança.
Todos nós nascemos dotados de inteligência, logo, todos somos inteligentes presumivelmente. Acontece que nem todos nós, nascemos dotados de uma qualidade que distingui PERDEDORESde VENCEDORES…a DEDICAÇÃO!
Para vencer os desafios da vida, para atingir o ápice da inteligência, as pessoas que desejam vencer devem ter em mente que só existe uma forma: se dedicando aos estudos. Mas como e por onde começar?
EXISTE UMA TÉCNICA MUITO BOA, CHAMADA TÉCNICA DOS 50  MINUTINHOS (inventada por mim). ESTA TÉCNICA TE AJUDARÁ A TER O CONHECIMENTO QUE VOCÊ QUISER E O PRÉ-REQUISITO QUE VOCÊ DEVE TER É APENAS A DEDICAÇÃO.
Como proceder:
– Por 50 minutos, dedique-se a um assunto do seu interesse, pode ser matemática, português, botânica, farmacologia,qualquer disciplina. Durante esses 50 minutos, não permita que outra coisa exista no seu mundo, só você e seu livro.  Isso se chama, concentração!
– Passados estes 50 minutos, tire 10 pra descansar e nos próximos 5o minutos dedique-se ao mesmo assunto ou troque se desejar. Só não ultrapasse esse limite.
Já foi constato que o ideal é estudar sem interrupções por 50 minutos , descansar e retomar, sempre neste período de tempo. O cérebro não se cansa e aguenta mais o pique.
Se você acha que não tem tempo pra estudar vários assuntos por dia, dê prioridade para os mais importantes. A grande vantagem é sempre reservar 50 minutos para estudos diários sobre coisas que você tem interesse.
Quando você estuda algo que você gosta,você aprende muito mais rápido. Isto está associado ao poder de concentração aliado ao interesse.
Se você acha uma disciplina maçante e ruim de estudar, imagine nem que seja por 50 minutos que você está estudando a coisa mais interessante da face da terra. Enganar o cérebro nessas horas tem preço de ouro. EXPERIMENTE!
Pelo menos ajuda. =)