quinta-feira, 10 de outubro de 2013

5 verdades científicas sobre o lado ruim dos chefes


Carol Castro
boss1Chefe nunca escapa das fofocas fora do trabalho, seja na mesa do bar ou do almoço. É que os chefes bons até existem, mas são raros. E a culpa, claro, é do poder, que traz, além de responsabilidade e dinheiro, uma dose de arrogância e egoísmo. E não sou eu que tô dizendo, é a ciência. Veja só:
SÓ PENSAM EM SIÉ inconsciente, mas acontece. Um pessoal da Universidade Northwestern convidou voluntários para uma pesquisa. Metade deles teria um pouco mais de poder de decisão ao longo das atividades do que os outros. Num certo momento, todos tiveram de escrever a letra E na testa. E os poderosos levaram a pior: a maioria escreveu a letra ao contrário ou ilegível. É que os outros se preocupavam mais em como os outros conseguiriam ler aquela letra – aí paravam, pensavam e tinham resultados melhores.
MENTEM SEM CULPAEles não se sentem mal em mentir. Não mesmo. Pesquisadores da Columbia Business Schooldesignou a alguns voluntários os papeis de líderes ou subordinados. Os poderosos tinham salas grandes e luxuosas, já a sala dos outros “funcionários” não tinha nem janela. Aí todos foraminduzidos a mentir (encontraram uma nota de 100 dólares, mas só ficariam com ela se mentissem para os pesquisadores). Em seguida, todos passaram por exames para medir o nível de estresse. Osvoluntários “empregados” ficavam mais estressados após as mentiras. Já os “líderes” não se abalavam, ou seja, mentiam sem sentir a menor culpa.
SÃO HIPÓCRITAS
Um pesquisador holandês 
fez testes semelhantes para testar a influência do poder nas pessoas. Seus voluntários participaram de uma brincadeira: uma parte teria de atuar e tomar decisões como se fosse um membro do alto escalão do governo, enquanto a outra turma seria só um cidadão comum, como eu e você. Depois tiveram de responder a algumas perguntas, do tipo “você acha justo exceder o limite de velocidade se estiver atrasado?”. E os que haviam atuado como governantes tendiam a concordar mais com a afirmação. Mas quando eram questionados se os outros deveriam fazer o mesmo, aí eles mudavam de opinião
SE SENTEM SUPER TALENTOSOS (EM TUDO)
Até onde não existe talento 
– tipo, em jogar dados (já conheceu alguém bom em jogar dados?). Pois bem, numa pesquisa da Universidade Stanford, um grupo de voluntários foi convidado aescrever sobre uma situação em que eles agiram com poder, como se fossem chefes. Outra turma não escreveu sobre nada, só esperou. Em seguida, os pesquisadores fizeram uma proposta: se acertassem qual seria o número sorteado nos dados, ganhariam dinheiro. Eles poderiam jogar os dados ou passar a tarefa para outra pessoa. 40% do pessoal que ficou sem fazer nada preferiu não jogar os dados. Adivinha se algum daqueles que haviam se lembrado do momento de poder quis fazer o mesmo? De jeito nenhum, todos eles se sentiram suficientemente bons para tomar os dados e jogá-los na mesa.
NÃO SENTEM COMPAIXÃODessa vez, a pesquisa não simulou situações de poder. Foi em busca dos poderosos de verdade. Para isso, entrevistou algumas pessoas para descobrir quão poderosos elas se sentiam. Foram, então, separados em dois grupos: os poderosos e os reles mortais. Em seguida, tiveram de escutar alguém contar uma história triste, enquanto tinham o cérebro escaneado. E aí que os poderosos, claro, não se comoveram com as histórias.
(Via Cracked)
Crédito da foto: flickr.com/proyecto-garaje

Ler romances torna você uma pessoa melhor


lendo1Deixa você com a cabeça mais aberta, sem preconceitos.

Foi o que concluiu um grupo de pesquisadores da Universidade de Toronto. Eles dividiram 100pessoas em dois grupos: um deles teve de ler histórias de ficção, de autores como Wallace Stegner e Jean Stafford, enquanto outros leram ensaios sobre ciência, beleza, literatura ou comportamento (de autores como Freud ou Burroughs).
Depois, todos passaram por testes psicológicos para medir quanto gostavam (e precisavam) decertezas e estabilidade. Tiveram de dizer, por exemplo, se concordam pouco, muito ou nada com afirmações do tipo “eu não gosto de situações incertas” e “eu desgosto de questões que têm várias respostas diferentes”. E, olha só, quem havia lido os romances parecia mais aberto à ambiguidade e incertezas.
É que ler romances faz você entrar num outro mundo – e abre sua cabeça. Aí você conhece equestiona outras realidades, mas sem a necessidade de tomar decisões, de ter certezas sobre questões polêmicas. “O leitor pode até pensar como pessoas que ele nem gosta. Você pode simpatizar com Humbert Humbert, de Lolita, não importa quão ofensivo alguém pode achá-lo”, explica  Maja Djikic, autor da pesquisa. “O leitor pensa através de outros eventos, sem se preocupar com urgência e permanência, e, então, pensa de jeitos diferentes do que até ele mesmo está acostumado a pensar – e isso produz um efeito que abre sua mente”, conclui.
Viu só que beleza?
Crédito da foto: flickr.com/leonrw

Cães sentem as mesmas emoções que uma criança



Em outras palavras: eles são capazes de sentir as mesmas emoções que uma criança sente. Não é a toa que também agem como se fossem filhos de seus donos, certo?
Dessa vez, quem pesquisou sobre os caninos foi o neurocientista Gregory Berns, da Universidade Emory. Durante dois anos, ele e sua equipe treinaram cachorros para se sentirem confortáveis numa máquina de ressonância magnética. Colocaram até fone de ouvido nos bichinhos para que eles não sofressem com o barulho da máquina. A ideia era deixá-los tranquilos lá dentro e, então, descobrir o que acontece no cérebro deles em algumas situações.
E viram que quando os cães recebem sinais de comida ou a visita dos donos, uma área do cérebro chamada núcleo caudado começa a trabalhar mais. Essa região é cheia de receptores dedopamina, parte do sistema de recompensa do cérebro que libera sensação de prazer. E é a mesma área que nosso cérebro ativa quando estamos prestes a fazer algo que gostamos: comocomerganhar dinheiro ou namorar.
E daí? Bem, segundo o pesquisador, essa semelhança entre os dois cérebros indica que os cães também sentem emoções, como nós. Ou melhor, como as crianças. “A habilidade de experimentar emoções positivas, como amor, poderia significar que os cachorros tem um nível de sensibilidade comparável ao de uma criança humana”, explica Berns. E ele vai além na conclusão:“cachorros também são pessoas”.
E aí, concorda?

Adolescente inventa um supercapacitor que recarrega a bateria do celular em segundos

Fonte e foto : http://super.abril.com.br/
A estudante Eesha Khare, de dezoito anos, projetou um supercapacitor que é capaz de recarregar a bateria de celulares em apenas 30 segundos. Com o projeto, ela ganhou, na última sexta-feira (17), o prêmio da Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel no valor de 50 mil dólares. O diferencial da invenção é justamente a aplicação na vida prática. Afinal, quem nunca sofreu com a demora para recarregar o celular, né? Além de aumentar a velocidade da recarga, o projeto de Khare ainda melhora o desempenho da bateria, que chega a durar até 10 vezes mais do que as baterias usuais. Para o usuário, nada mudaria: o supercapacitor é colocado dentro do telefone. A aluna vai usar o dinheiro do prêmio para pagar a faculdade e pretende continuar trabalhando em descobertas científicas.

A caça por mega estruturas alienígenas

Fonte e foto : http://misteriosdomundo.com/a-caca-por-mega-estruturas-alienigenas
Quando as pessoas pensam sobre procura por civilizações extraterrestres inteligentes, elas imaginam alguém pesquisando os céus para captar transmissões de rádio. Mas há outro modo de encontrá-los? Talvez uma civilização alienígena altamente avançada poderia construir estruturas suficientemente grandes para nós podermos ver. Estruturas imensas, construídas em escalas astronômicas por civilizações avançadas, é o que o campo de astroengenharia faz. Este, na verdade, parece audacioso – e para a raça humana, certamente é. Para nós, a astroengenharia ainda está no reino de experimentos mentais, cálculos teóricos e da ficção científica. Por isso, pode ser surpreendente saber que certos astrônomos fizeram algumas tentativas muito sérias de procurar artefatos titânicos em torno de outras estrelas. Com telescópios cada vez mais sensíveis, e imagens que estão sendo tomadas de exoplanetas, a ideia começa a cativar a imaginação mais uma vez. Em 1960, o cientista Freeman Dyson publicou um artigo que sugeria que qualquer mega estrutura construída em torno de uma estrela deve se mostrar emitindo mais luz infravermelha do que deveria. A solução foi, simplesmente, procurar quaisquer fontes de infravermelho que pareciam artificiais. Dyson apresentou a ideia de que qualquer civilização potencialmente avançada pode precisar de uma quantidade enorme de energia para se sustentar. Um método que ele propôs foi a de construir uma vasta gama de satélites que circundam uma estrela para colher energia – um conceito que mais tarde veio a ser conhecido como uma esfera de Dyson. Infelizmente, não é tão simples como olhar para a luz infravermelha. Muitas estrelas, como a nossa, estão rodeadas por um disco de poeira que emite luz infravermelha. Para encontrar uma esfera de Dyson, é preciso procurar por uma assinatura específica de luz infravermelha. E isso é exatamente o que um projeto em andamento, liderado por Dick Carrigan, do Fermilab, está fazendo. Astrônomos examinam regularmente o céu para ver o que eles podem encontrar, e Carrigan foi a caça de esferas de Dyson por meio de dados infravermelhos. Até o momento, nada definitivo foi encontrado. Mas o infravermelho não é a única maneira de detectar esferas de Dyson. Em 2012, Geoff Marcy, pesquisador de exoplanetas, deu uma concessão para caçar evidências de esferas de Dyson em dados registrados pelo Kepler. Em princípio, todos os grandes objetos artificiais em órbita de outras estrelas devem ser detectáveis exatamente do mesmo modo que os exoplanetas são. Mundos artificiais Na astroengenharia, quanto maior o artefato que está sendo projetado, mais difícil é criá-lo, obviamente. Por exemplo, considere a Estrela da Morte dos filmes Star Wars. No tamanho oficial dado no filme original (algumas centenas de quilômetros de diâmetro), nenhum dos materiais de engenharia usados atualmente aqui na Terra são fortes o suficiente para resistir ao tipo de tensão envolvido em um objeto tão grande, isto é, se tentássemos construir uma Estrela da Morte, ela simplesmente se quebraria antes mesmo de ser concluída. Enquanto a Estrela da Morte pode parecer grande demais para uma estrutura artificial, é realmente bastante pequena para os padrões da astroengenharia. Mesmo as estimativas mais grandiosas de quão grandes são essas estruturas, dificilmente elas seriam maior do que a Lua, o que significa algo que deste tamanho é muito difícil de ser detectado com um telescópio. Para detectar uma mega estrutura com nossa tecnologia atual, ela realmente deve ser muito grande. Semelhante às esferas de Dyson, são os ringworlds (mundos de anéis). Um ringworld seria composto de um anel gigante em órbita de uma estrela, construído confortavelmente dentro da zona habitável. Isso daria uma civilização avançada um habitat com uma área de vários milhões de vezes o tamanho da Terra para se viver. Uma coisa é certa – para qualquer raça alienígena ter um projeto de astroengenharia, ela precisa ser dramaticamente mais avançada do que nós. Poderiam esferas de Dyson ou outras mega estruturas existirem em nossa galáxia?

Quanto espaço de armazenamento seu cérebro tem?


Fonte e foto: http://misteriosdomundo.com/
Quanto espaço de armazenamento há dentro da cabeça humana em média? A resposta para essa questão varia consideravelmente – algumas estimativas sugerem 1 terabyte, ou cerca de 1.000 gigabytes. Outras estimativas definem o número em mais de 100 terabytes de armazenamento. O cérebro humano contém cerca de 100 bilhões de neurônios. Cada um deles é capaz de fazer cerca de 1.000 ligações, o que representa cerca de mil sinapses potenciais, que em grande parte fazem o trabalho de armazenamento de dados. Multiplique cada um desses 100 bilhões de neurônios pelas de 1.000 conexões que eles podem fazer, e você terá 100 trilhões de unidades de dados, ou cerca de 100 terabytes de informação. O raciocínio por trás da estimativa de 100 terabytes tem suas falhas. Assume-se, por exemplo, que cada sinapse armazena um byte de informação. Na realidade, cada uma pode conseguir armazenar mais ou menos do que isso. Considere, por exemplo, que uma sinapse pode existir em mais estados do que apenas “ligado” ou “desligado”. Uma sinapse é uma conexão entre dois neurônios: um neurônio pré-sináptico, e um neurônio pós-sináptico. Neurônios pré-sinápticos liberam neurotransmissores, que se encaixam com receptores no neurônio pós-sináptico e ativam o que são conhecidos como canais iônicos na membrana da célula pós-sináptica. Canais de íons são como guardiões dos neurônios, permitindo que átomos carregados, tais como sódio, potássio e cálcio, entrem e saiam da célula, e são pensados para desempenhar um papel importante na regulação da plasticidade sináptica, ou seja, no fortalecimento ou enfraquecimento das ligações neuronais. Tudo isso é para dizer que, quando os neurônios conversam entre si, há muito mais na sua comunicação do que um simples interruptor “on / off”. A maioria dos chips de computador que usamos para modelar a atividade do cérebro opera de forma binária – mas o cérebro, provavelmente, não funciona dessa maneira. Considere também que as sinapses dependerão de outras para transmitir um único pedaço de informação. Embora seja lógico supor que extensas redes neurais do cérebro melhorem muito sua velocidade de processamento, também é possível que o façam à custa da capacidade de armazenamento, o que sopra nossas estimativas anteriores para o espaço. Neurônios se combinam para que cada um contribua com muitas lembranças de uma vez, aumentando exponencialmente a capacidade de armazenamento de memória do cérebro para algo próximo de 2,5 petabytes [1 petabyte ≈ 1.000 terabytes] de dados. Para efeito de comparação, se o seu cérebro funcionasse como um gravador de vídeo digital, 2.5 petabytes seriam suficientes para realizar três milhões de horas de programas de TV. Você teria que deixar a TV funcionando continuamente por mais de 300 anos para consumir todo o armazenamento. Então, qual é? Um terabyte? 100 terabytes? 2,5 mil terabytes? Talvez estas questões sejam irrelevantes. Nós já sabemos que o nosso cérebro não funciona como um gravador de vídeo, ou como a grande maioria dos computadores. Quanto uma memória ocupa de espaço no cérebro? Será que uma memória mais detalhada ocupa mais espaço do que uma mais apagada? Ter memórias esquecidas significa que elas foram excluídas, ou elas têm sido arquivadas em pastas nos cantos empoeirados de sua consciência? Será que o subconsciente ocupa mais espaço do que um sonho transitório? Cada um é codificado em um formato de arquivo diferente? Talvez a melhor pergunta é se o tamanho da memória e da capacidade de armazenamento da mente humana são coisas que podem ser medidas. A capacidade do cérebro é, de fato, limitada e pode ser medida. Portanto, podemos quantificar esses limites, o que traria um benefício significativo para campos diversos como a neurociência, robótica e informática – especialmente onde os três se sobrepõem.

Água, por Saint-Exupéry, Patrono da ACIR



   "Água.

   Água, não tens gosto nem cor, nem aroma; não te podemos definir; nós te bebemos sem te conhecer. Não és necessária à vida : tu és a vida. Tu nos penetra de um prazer que os sentidos não explicam. Contigo voltam a nós todos so poderes a que havíamos renunciado. Pela tua graça se abrem em nós todas as fontes estancadas do coração.

   És a maior riqueza do mundo e também a mais delicada, ó tu, tão pura no ventre da terra. Pode-se morrer sobre uma fonte de água magnesiana. Pode-se morrer a dois passos de um lago de água salgada. Pode-se mesmo morrer possuindo dois litros de orvalho que retém alguns sais em suspensão. Não aceitas mistura, não suportas alteração, ó deusa esquiva...

   Mas difundes em nós uma felicidade infinitamente simples."

Do Livro Terra dos Homens