quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Chelyabinsk-40: cidade secreta russa é o lugar mais radioativo do planeta

Além de possuir rios e lagos poluídos, a cidade chegou a alcançar taxas de radioatividade que poderiam matar uma pessoa
Chelyabinsk-40: cidade secreta russa é o lugar mais radioativo do planeta
Entre os Montes Urais e a alguns quilômetros da fronteira com o Cazaquistão, está localizada a pequena cidade russa de Ozyorsk, que é conhecida por ser o lugar mais radioativo do planeta. Logicamente, esse título não foi conquistado de uma hora pra outra e a história da cidade nos permite entender melhor o que aconteceu para que esse lugar acumulasse taxas de radioatividade suficientes para matar uma pessoa em algumas horas.
Mapa da região de Ozyorsk (antiga cidade secreta de Chelyabinsk-40).Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Como tudo começou

Ozyorsk passou a aparecer no mapa e ser conhecida pelas pessoas somente após 1992, quando o presidente Boris Yeltsin assinou um decreto que permitia que cientistas e pesquisadores pudessem explorar a área.
Antes disso, a cidade secreta recebeu os nomes de Chelyabinsk-40 e Chelyabinsk-65, sendo que Chelyabinsk era uma referência ao centro administrativo mais próximo e os números representavam o código postal da localidade – essa era uma maneira comum de dar nome a cidades fechadas.
Instalações da Mayak.Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons
Já o mistério que pairava sobre Chelyabinsk-40 vinha das atividades que o governo soviético realizava no local. Na década de 1940, a cidade foi escolhida como sede da “Mayak”, um centro de produção de material nuclear que foi mantido em segredo até 1990.
Quando a existência de Mayak foi oficializada, os registros já mostravam 21% de aumento na incidência de câncer, 25% de aumento nos problemas no nascimento e 41% de aumento nos casos de leucemia em toda a região de Chelyabinsk. Estima-se que 65% da população tenha sido afetado pela radiação, sendo que os médicos tinham que atestar que seus pacientes sofriam de uma “doença especial”, pois eram proibidos de mencionar a radioatividade em seus diagnósticos.

Falta de planejamento

O principal objetivo da Mayak era produzir armas a partir do Urânio-238 encontrado nas montanhas da região. Em 1948, o primeiro reator começou a funcionar, convertendo urânio em plutônio para enviar o material para os construtores de bombas.
Porém, todos os esforços da construção visaram otimizar a produção da matéria nuclear e deixaram de planejar uma maneira adequada para descartar os resíduos. Sendo assim, o rio Techa – que abastecia cerca de 40 cidades e vilas da região – foi um dos destinos dos resíduos nucleares.
Rio Techa.Fonte da imagem: Reprodução/Media Zavod
Depois de três anos infectando o rio, o governo soviético enviou pesquisadores para se certificar de que a situação estava sob controle. Os cientistas descobriram que, em apenas uma hora, o rio emitia 25% da radioatividade liberada na região durante um ano inteiro. Essa constatação fez com que milhares de famílias fossem realocadas.
Mas o problema persistia e o governo precisava encontrar um novo destino para os resíduos de sua produção nuclear. Foi quando, em 1951, o lago Karachay foi escolhido especialmente por não ter contato com qualquer outro rio ou nascente, o que fez com que os responsáveis imaginassem que o material depositado ali não se espalharia para outros lugares. Testes posteriores mostraram que a água do lago Karachay pode entrar em contato com o pântano Asanov, que também fica na região.

Acidentes nucleares

Além de poluir os rios e lagos, a Mayak sofreu alguns acidentes nucleares de grandes proporções que contribuíram para aumentar os riscos de radioatividade da região. Em 1957, a explosão de um tanque resultou na dispersão de 50 a 100 toneladas de matéria de alto nível radioativo.
Lago Karachay.Fonte da imagem: Reprodução/Wikimapia
Ainda, em 1968, o próprio lago Karachay sofreu um período de estiagem e ficou seco. O vento acabou dispersando a poeira radioativa que estava depositada no fundo do lago em uma área de 2,3 mil quilômetros quadrados, atingindo cerca de 500 mil pessoas. Nos anos 1990, cientistas descobriram que a taxa de radiação emitida pelo lago (600 Röntgen) era suficiente para matar uma pessoa em uma hora.
Em 2003, as instalações da Mayak tiveram suas atividades revogadas. Hoje, o rio Techa contém pequenas quantidades de césio e o lago Karachay teve parte de seu leito coberto com concreto, mas ainda não é possível controlar a contaminação da população local e reverter os problemas foram causados durante tantos anos.

Confira a evolução do fisiculturismo em 13 fotos

As técnicas para a perfeita definição muscular estão cada vez mais aprimoradas e o esporte, mais difundido
Confira a evolução do fisiculturismo em 13 fotos
Não é de hoje que o fisiculturismo atrai adeptos em todo o mundo, mas essa prática de trabalho corporal ainda é considerada relativamente nova, já que começou a ser reconhecida como esporte em meados de 1880. A primeira competição para classificar os melhores fisiculturistas ocorreu em 1901, em Londres, graças a Eugen Sandow, um dos adeptos mais famosos da modalidade, reconhecido até hoje.
O segundo concurso foi promovido três anos depois, em Nova York e, desde então, esse tipo de evento tem se tornado cada vez mais popular, sendo realizado com frequência em diferentes partes do mundo. A seguir, confira a evolução do fisiculturismo com o passar do tempo:

1905

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1935

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1938

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1940

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1951

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1955

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1956

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1961

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1964

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1971

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1976

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

1980

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

2012

Fonte da imagem: Reprodução/Sobadsogood

Médicos desenvolvem nariz em testa de paciente na China

Procedimento curioso foi realizado para substituir órgão danificado
Médicos desenvolvem nariz em testa de paciente na China
Por mais estranho que pareça, uma equipe de cirurgiões chineses fizeram um nariz artificial novo “crescer” na testa de um paciente. De acordo com o Mirror, não se trata de mais uma moda bizarra — você se lembra das testas de “bagel”? —, mas de um procedimento para criar um nariz novo para substituir o órgão de um rapaz, deformado seriamente devido a uma infecção.
Segundo a publicação, o paciente — um rapaz de 22 anos identificado apenas pelo nome Xiaolian — sofreu ferimentos no nariz em um acidente de carro, e o órgão se tornou infectado por falta de cuidados médicos. Como resultado, a infecção acabou deteriorando a cartilagem do nariz, tornando impossível o trabalho dos cirurgiões de reconstruí-lo.
Fonte da imagem: Reprodução/Mirror
O tratamento ocorreu em um hospital de Fuzhou, na China, e o nariz artificial foi criado a partir de “materiais” do próprio paciente. Primeiro, a equipe médica colocou um expansor na testa do rapaz, e o excesso de pele produzido foi cortado no formato do órgão e moldado com cartilagem retirada de suas costelas. Conforme explicaram os cirurgiões, o nariz se desenvolveu bem e o transplante deve ocorrer em breve.

7 casos de pessoas que acordaram depois de terem sido declaradas mortas

Nem todas as histórias tiveram finais felizes, mas todas elas são surpreendentes, com certeza
7 casos de pessoas que acordaram depois de terem sido declaradas mortas
Médicos têm, muitas vezes, a missão de dar más notícias, afinal, em alguns casos, a morte é inevitável, seja pela idade do paciente ou pela gravidade de uma doença. O que não é tão comum assim é que alguns pacientes tidos como mortos voltem a viver, mas isso também acontece e os casos a seguir são bons exemplos:

1 – Vovó morreu e acordou com fome

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
A chinesa Li Xiufeng, de 95 anos, foi encontrada “morta” em sua cama. Os familiares a levaram para um hospital, mas ela estava sem sinais vitais. O velório foi feito em casa, para que vizinhos, parentes e amigos pudessem comparecer sem maiores problemas.
O caixão não estava completamente fechado, o que ajudou Xiufeng a sair dele quando acordou do que ela definiu como “um sono longo”. Ela simplesmente levantou do caixão e foi para a cozinha. Os familiares ficaram preocupados com o sumiço do corpo e começaram a procurar por todos os cantos, afinal, o funeral deveria ser feito logo. E, de repente, Xiufeng foi encontrada cozinhando, explicando que acordou com muita fome e precisava comer alguma coisa. Os médicos chamaram o caso de “morte artificial”.

2 – Chega de necrotério

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Você acha surpreendente quando uma pessoa é declarada morta e volta à vida? Então a história da vovó russa que foi declarada morta duas vezes e voltou a viver duas vezes talvez deixe você de boca aberta. A mulher, que atualmente tem 61 anos, voltou à vida da última vez após ficar três dias – sim, três dias – em um necrotério, poucos minutos antes de seu corpo ser aberto para a realização de uma autópsia. E tem gente que não acredita em segundas chances...
Em outubro de 2012, Lyudmila Steblitskaya, que sofre de problemas cardíacos, teve uma terceira morte, mas os médicos, espertinhos, não chegaram a declará-la, e ela voltou à vida em questão de algumas horas.

 3 – Preso no necrotério

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Imagine acordar dentro de uma gaveta de necrotério, trancada, gelada e escura? Chato, não é mesmo? Pois é... Um homem na África do Sul passou por isso uma vez, já que, após ter um ataque de asma seríssimo, seus sinais vitais desapareceram e ele foi declarado morto.
Assim que a família soube da notícia, solicitou os serviços de um necrotério, que rapidamente foi buscar o corpo do rapaz. Cerca de 20 horas depois de “morto”, o homem acordou e começou a pedir ajuda, aos berros. Os funcionários do necrotério entraram em pânico, achando que se tratava de um fantasma. O dono do estabelecimento, Ayanda Maqolo, disse que ficou desesperado, mas não queria mostrar sua fraqueza aos funcionários.
A medida tomada por Maqolo foi a de ligar para a polícia e pedir ajuda. Os policiais chegaram armados e uma grande quantidade de pessoas estava presente, a postos, no momento da abertura da gaveta. O homem estava pálido, mas vivo. Ele foi encaminhado para um hospital, onde ficou em observação por um tempo e depois foi liberado. A família soube que o morto estava vivo quando preparava o funeral do rapaz.

4 – Instinto materno

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
A menina hoje tem um ano, mas, quando nasceu, após apenas seis meses de gestação, foi declarada morta, já que os médicos não encontravam sinais vitais. O bebê foi logo encaminhado ao necrotério e, graças à insistência dos pais que queriam ver a filha novamente, ela está viva hoje.
Após 12 horas de necrotério, já em um caixão, a menina voltou a respirar e chorou. Por sorte, os pais estavam ao lado dela no exato momento.

5 – Final quase feliz

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Este menino brasileiro de apenas dois anos foi declarado morto em decorrência de uma pneumonia, em um hospital de Belém do Pará, às 19h40. A família da criança promoveu um velório em casa, com o menino dentro de um caixão aberto.
Quando faltava uma hora para o funeral de Kelvin Santos, porém, o menino acordou, sentou-se e disse “papai, posso tomar um copo de água?”. O pai do menino, Antônio Santos, disse que todo mundo começou a gritar e que, em seguida, as pessoas que viram a cena começaram a imaginar que ela se tratava de um milagre, mas o menino deitou e morreu, de novo.
A família levou o corpo de Kelvin ao hospital mais próximo, onde ele ficou em observação por mais uma hora, mas, aparentemente, nada poderia ser feito: o menino estava realmente morto.

6 – Ataque cardíaco

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Fagilyu Mukhametzyanov, uma mulher russa de 49 anos, foi declarada morta. Horas depois, ela acordou em um caixão e viu seus amigos e familiares em volta. Então ela começou a gritar ao se dar conta da situação e de que, se não tivesse acordado, seria enterrada viva.
A ideia foi tão aterrorizante que Fagilyu teve um ataque cardíaco e morreu. Dessa vez de verdade.

7 – O homem que acordou durante seu cortejo

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Amigos e familiares estavam chorando a morte de Brighton Dama Zanthe, um jovem de 34 anos, no Zimbábue. Era um dos momentos mais fortes de um velório, quando algumas pessoas se oferecem para carregar o caixão, e foi nessa hora que Zanthe acordou, aos gritos.
As pessoas presentes se assustaram e saíram correndo por acharem que o homem tinha se tornado um fantasma que iria assombrar suas vidas. Depois que perceberam que o morto era Zanthe em pessoa, eles o levaram a um hospital, onde o rapaz se recuperou do susto.

Os 10 animais mais barulhentos do planeta

Saiba mais sobre essas espécies e as características de suas sonoridades
Os 10 animais mais barulhentos do planeta

Você já ouviu o canto de uma baleia cachalote? Mas, o som de um elefante com certeza você já escutou, certo? Pois, esses dois estão na lista dos animais mais barulhentos do planeta. Estalos, uivos, chiados intensos e muitos outros ruídos fazem parte das características desses bichos. Confira abaixo.

1 – Cachalote

Fonte da imagem: Reprodução/mni.sh.edu
O cachalote (Physeter macrocephalus) não só é o animal que tem o cérebro maior do reino animal, mas também é o mais escandaloso. E, em se tratando de barulho, o seu tamanho também acompanha a intensidade do som que faz.
Essas baleias emitem um estalo forte, que dura apenas de 15 a 30 milésimos de segundo, mas pode atingir até 230 decibéis, o que chega a ser de 10 ou 15 decibéis mais forte do que um tiro a menos de um metro distância.

2 – O camarão pistola

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia
A segunda posição fica com o camarão pistola, chamado também de camarão-tigre, que é pequeno, mas emite um som que é uma arma contra os seus predadores.
Com as suas garras, ele cria uma bolha de pressão acústica que pode matar qualquer peixe que estiver perto dele, como uma onda violenta de choque. A bolha é acompanhada por uma "explosão" de cerca de 200 decibéis, que é mais poderosa do que disparar uma arma. Você pode conferir mais detalhes sobre esse animal neste outro artigo do Mega Curioso.

3 – O morcego-pescador

O Noctilio leporinus, mais conhecido como morcego pescador, utiliza o som para se movimentar, uma característica comum entre os morcegos. Além de se guiarem por sons externos, eles também fazem o seu próprio barulho, que pode ser bastante estrondoso entre os animais.
O som que o morcego-pescador emite pode chegar a 140 decibéis. Apesar disso, ele não é perceptível pelo ouvido humano já que a frequência é superior a 20 kHz, sendo uma emissão de 15 até 200 kHz.

4 – A cigarra

Fonte da imagem: Shutterstock
A Cicadidae, mais conhecida pelo nome cigarra, também é bem barulhenta e você já deve ter ouvido muitas vezes o seu canto, principalmente no verão. Esse som pode chegar a 120 decibéis, podendo ser ouvido a dois quilômetros de distância.
A sua emissão sonora ocorre no aparelho estridulatório, que é localizado no abdômen. Esta região tem membranas quitinosas conhecidas como timbales e sacos de ar, que funcionam como uma caixa de ressonância e criam aquele som tão distinto.

5 – O kakapo

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia
O kakapo é uma espécie de papagaio noturno da Nova Zelândia que está em risco de extinção. Ele é famoso também por ser o único papagaio que não pode voar. Em compensação, ele é bem escandaloso. Seu grito de acasalamento pode alcançar 132 decibéis, atingindo uma distância de seis quilômetros e meio.

6 – Macaco bugio

Não são apenas os lobos que uivam. Este gênero de primatas também emite esse tipo de som, tanto que eles são chamados também de macacos uivadores. Seus uivos podem atingir 128 decibéis e podem alcançar uma área de 5 km. Os uivos de um grupo de bugio simula o som do vento, porém muito mais poderoso e estável.

7 – O elefante

Fonte da imagem: Shutterstock
Ele pode incomodar muita gente e muitos outros animais sim, mas pelo seu som estridente. Os elefantes são muito inteligentes e usam vários sons para se comunicar. O mais famoso é o que parece o som de trombetas, que eles fazem quando estão com raiva ou muito animados. Sua intensidade é de 117 decibéis, sendo perceptível a 16 quilômetros de distância.

8 – O lobo cinzento

Fonte da imagem: Shutterstock
Famoso pelo seu uivo, o lobo cinzento emite seu som característico que pode ser ouvidos por outros lobos a uma distância de até 190 quilômetros! A intensidade varia entre 90 e 115 decibéis. De acordo com um artigo publicado no Current Biology, o uivo é um reflexo da qualidade das relações entre os membros de um rebanho.

9 – A hiena

Fonte da imagem: Shutterstock
Ela tem fama de emitir um som que parece uma risada, criando uma percepção de que é um animal simpático. No entanto, a hiena é um dos bichos mais carniceiros do mundo e que tem a mordida mais poderosa entre os mamíferos. Essa falsa “risada” que falamos antes é seu som característico, que é muito semelhante a um riso macabro de um vilão. Esse barulho pode chegar a 112 decibéis.

10 – O Leão

Fonte da imagem: Shutterstock
É claro que o rei da selva não poderia ficar de fora. O rugido de um leão pode ser chegar a 114 decibéis. Assim, ele marca o seu território e manda pra longe os machos rivais.

Conheça 7 das cidades fantasma mais curiosas do mundo

Que tal visitar algumas localidades desoladas que se encontram completamente abandonadas?
Conheça 7 das cidades fantasma mais curiosas do mundo

Em tempos de superlotação global — afinal, somos 7 bilhões de pessoas no planeta! — é difícil imaginar que existam por aí povoados inteiros que foram, pouco a pouco, sendo abandonados por seus habitantes, transformando-se no que conhecemos como “cidades fantasma”.
No entanto, esses locais — que não são poucos! — existem sim, e diversos deles são tão interessantes que acabaram virando populares destinos turísticos. Selecionamos para vocês sete dessas cidades, as quais você pode conferir na lista a seguir:

1 – Sanzhi, Taiwan

A curiosa localidade acima, repleta de casas futuristas que mais se parecem com naves espaciais, nunca chegou a ser ocupada. A versão oficial é de que o responsável pelo empreendimento faliu antes de completar a obra, destinada ao turismo.
No entanto, um importante jornal local revelou que milhares de esqueletos foram descobertos na área, e que inúmeros assassinatos teriam ocorrido ali. As informações jamais foram confirmadas, mas Sanzhi continua sendo uma cidade fantasma.

2 – Famagusta, Chipre

Fonte da imagem: Reprodução/trutv
Na verdade, trata-se mais precisamente o bairro de Varosha que, na década de 70, era um espetacular destino turístico a beira-mar. Contudo, em 1974 toda a população fugiu do local durante a invasão turca ao país, e a área foi completamente cercada. Tudo foi deixado como estava — lojas, casas, refeições à mesa e até lâmpadas acesas —, e o bairro acabou ficando congelado no tempo.
Varosha continua sob o controle das Forças Armadas Turcas até os dias de hoje, e apenas os antigos moradores têm permissão — concedida pela ONU — para entrar na área, embora um que outro aventureiro se arrisque a atravessar as barreiras que rodeiam a localidade para fotografá-la.

3 – Castelnuovo dei Sabbioni, Itália

Fonte da imagem: Reprodução/trutv
Este pitoresco vilarejo localizado na Toscana se encontra abandonado desde a década de 70. Entretanto, o local foi palco de um terrível massacre executado por tropas nazistas, que fizeram uma enorme fogueira com móveis e 78 habitantes. Outro fato sinistro relacionado com Castelnuovo dei Sabbioni, são diversas ilustrações como pentagramas, peixes e outras figuras estranhas, que até hoje ninguém conseguiu decifrar.

4 – Spinalonga, Grécia

Fonte da imagem: Reprodução/trutv
Atualmente, a ilha Spinalonga é conhecida como uma importante atração turística da Grécia graças à sua longa história — e pela lenda de que uma sereia habita as águas próximas. Apesar de ter servido como fortaleza durante vários séculos, o local acabou sendo transformado em uma colônia para leprosos, que ficou em funcionamento até o final da década de 50, quando a cura para a doença foi descoberta.

5 – Kolmanskop, Namíbia

A cidade de Kolmanskop foi fundada no início do século 20 no meio do deserto depois que um funcionário de uma companhia de trens encontrou um diamante na areia. Porém, o preço desse mineral despencou depois do fim da Primeira Guerra Mundial, levando os habitantes a abandonar o local. Como você pode imaginar, as areias do deserto tomaram o vilarejo, que se transformou em um popular destino turístico.

6 – Bodie, EUA

A cidade de Bodie — que em sua época foi uma das maiores da Califórnia — abrigou mineiros ávidos por fortuna durante o século 19. Mas o intenso frio do inverno e o fim da corrida pelo ouro acabaram espantando a população, que chegou a ser de 8.500 habitantes. Hoje, apenas cerca de 10% dos 2 mil edifícios que existiam no local continuam de pé, e Bodie se tornou um curioso destino turístico, no qual os visitantes podem ver antigas casas e lojas cobertas de pó.

7 – Oradur Sur Glane, França

A história de Oradur Sur Glane é bem triste, na verdade. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadezinha foi ocupada por tropas nazistas, que mataram mais de 600 pessoas e destruíram tudo o que encontraram pela frente. Casas e veículos queimados ficaram congelados no tempo, servindo de testemunho do terrível massacre que ocorreu ali, que ficou conhecido como um dos mais lamentáveis da História.

Terremoto no Paquistão faz surgir uma ilha misteriosa perto da costa

Terremoto no Paquistão faz surgir uma ilha misteriosa perto da costa

Terremoto no Paquistão faz surgir uma ilha misteriosa perto da costa

Diversos jornais internacionais anunciam as consequências de um terremoto que registrou uma magnitude de 7.7 e atingiu o Paquistão na última terça, dia 24. Além de destruir cidades e deixar uma série de mortos e feridos, o abalo sísmico também favoreceu o surgimento de uma nova ilha próxima à costa da cidade de Gwadar.
Os sismologistas ainda não conseguiram encontrar uma explicação para o aparecimento da estrutura, que é formada por sedimentos do mar, como lama, pedras e areia. Segundo os pesquisadores, esses materiais são indícios de que a ilha pode ter sido formada a partir dos chamados vulcões de lama, que estão presentes em diferentes partes do mundo.
Fonte da imagem: Reprodução/BBC
Porém, os especialistas também defendem a ideia de que a ilha é passageira e pode desaparecer dentro de alguns meses. “É um fenômeno transitório. Provavelmente terá ido embora dentro de uns dois meses. É apenas uma grande pilha de lama que estava no fundo do mar e foi puxada para cima”, comenta Bill Barnhart, geofísico do US Geological Survey.

Conheça melhor a ilha

Logo após o terremoto, se espalhou a notícia de que uma ilha haveria aparecido próximo ao porto de Gwadar, uma cidade litorânea do Paquistão. Até o momento, é possível saber que a estrutura tem cerca de 20 metros de altura, até 91 metros de larguras e aproximadamente 37 metros de comprimento. De acordo com o National Geographic, os cálculos mostram que a ilha misteriosa surgiu a cerca de 400 quilômetros do epicentro do terremoto.
Embora o surgimento repentino da ilha tenha surpreendido a população local e os especialistas, esta não é a primeira vez que esse tipo de fenômeno acontece na região. Uma ilha de lama bastante semelhante a essa apareceu no Paquistão após um terremoto em 2011 e Barnhart lembra que ela durou um ou dois meses e desapareceu.
Mesmo que os vulcões de lama estejam presentes em diferentes partes do mundo, nem todos necessariamente produzem ilhas. De qualquer maneira, os cientistas continuarão estudando a estrutura para tentar explicar como ela realmente foi formada.