quarta-feira, 4 de setembro de 2013

As unhas da mão crescem mais rápido que as do pé?


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O mecanismo exato que controla a velocidade do crescimento das unhas das mãos e dos pés é desconhecido, diz Jeffrey S. Dover, professor clínico adjunto de dermatologia da Escola de Medicina de Yale. Ainda assim, já se estabeleceu que as unhas da mão crescem cerca de três vezes mais rápido do que as do pé.
“Conforme as unhas envelhecem, elas provavelmente reduzem um pouco seu crescimento”, disse Dover. “Não sabemos por quê”. A pele fica menos elástica e brilhante com a idade, “e cabelo e unhas fazem parte da nossa pele, envelhecendo de forma similar”.
Bruce Robinson, instrutor clínico de dermatologia dos hospitais Lenox Hill eMount Sinai, de Nova York, disse que as unhas da mão “atingem seu pico de crescimento na segunda e terceira década, ocorrendo um leve declínio a seguir”. Segundo ele, um possível motivo é um fluxo sanguíneo reduzido e condições médicas que podem afetá-lo – como o fenômeno de Raynaud, que causa uma constrição espasmódica do fluxo sanguíneo.
De acordo com Robinson, a taxa de crescimento das unhas da mão depende de um conjunto de variáveis: do próprio indivíduo, da destreza manual (por motivos desconhecidos, as unhas costumam crescer mais rapidamente na mão usada ao escrever), enfermidades e idade. Ele também disse que a taxa aumentava no verão e diminuía noinverno e que se julgava que o crescimento fosse mais veloz nos homens e nas mulheres durante a gravidez do que nas mulheres que não esperavam bebês.

Bebida alcoólica e sono aguçam a criatividade


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Pela Albion College, nos Estados Unidos, foram convidados 428 alunos para participar de uma pesquisa.
Todos contaram aos pesquisadores em quais horários costumavam dormir e se eram mais produtivos pela manhã ou tarde – a maioria, claro, fugia dos compromissos logo cedo. Aí, metade da turma foi convidada a fazer algumas provas às 8h30 da manhã e a outra às 5 da tarde.
Eram duas provas: uma exigia conhecimentos matemáticos e concentração, enquanto a outra pedia mais criatividade para encontrar respostas.
No segundo teste, as perguntas eram tipo:
  • “Um homem se casou com 20 mulheres numa cidade pequena. Todas elas ainda estão vivas e nenhuma se divorciou dele. O homem não infringiu nenhuma lei. Quem é ele?”
  • “Marsha e Marjorie nasceram no mesmo dia do mesmo mês do mesmo ano, filhas da mesmamãe e pai. Mas elas não são gêmeas. Como isso é possível?”
Bem, na pesquisa, o pessoal que teve o azar de fazer as provas pela manhã se saiu melhornessas provas de criatividades – eles acertaram 50% a mais do que os outros. É que quando você está com sono, desatento, sem muito foco, seu cérebro considera algumas associações que ignoraria num momento mais “atento”. Resumindo: dá mais chance para a criatividade.
Já quando o tema exigia concentração, o relógio não influenciou em nada. Os estudantes só precisavam focar para fazer os cálculos que já sabiam e encontrar as respostas corretas.
Com álcool funciona do mesmo jeito que o sono – seu cérebro está desatento demais para ignorar todas as associações que aparecem. Lembra aquele estudo da Universidade de Illinois, também nos Estados Unidos, que mostrava como bêbados são mais criativos? Eles juntaram 40 homens – metade deles bebeu drinks de vodka com suco de cranberry e outros só comeram biscoitinhos. Depois, receberam sequencias de três palavras (ex: colher, moeda, brinco) e precisam encontrar uma quarta que fizesse sentido no contexto (prata, por exemplo). E eles acertaram 40% a mais que os sóbrios.

  • RESPOSTAS
    • 1 –> Respectivamente, muçulmano
    • 2 –> Trigêmeos (só é possível se tiver outro filho entre elas, então são trigêmeos, não gêmeos.)

Como enfrentar o medo ao volante


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Alguns motoristas se encontram com essa fobia, ás vezes por motivo de algum acidenteou mesmo começou a ter ansiedade ao dirigir, mas existe muitas maneiras de se livrar deste fantasma:
motorista, já habilitado deve ter certeza de que sabe dirigir, ou seja, de que domina pelo menos os princípios básicos da condução do automóvel.
Se o medo for intenso, é preferível começar aos poucos. Primeiro entre no carro e dê a partida, sem tirá-lo do lugar.
Depois o exercício pode ser algo como tirar e colocar o veículo na garagem.
Vencidos estes obstáculos é hora de ter contato com outros carros, dando uma volta no quarteirão.
É necessário repetir as voltas até não sentir mais desconforto e insegurança ao fazer aquele percurso. Pisicólogos afirmam que isso leva em média sete voltas.
Chega o momento de escolher outros quarteirões, perto de casa.
Repita as voltas durante alguns dias, em pelo menos três quarteirões.
O passo seguinte é estabelecer objetivos: ir à padaria, à farmacia e a escola, por exemplo.
Liste-os em ordem crescente de dificuldade, enfrentando-os gradativamente.Procure ajudade um instrutor de trânsito. Ao dirigir junto a um profissional nos sentimos mais seguros.
Aproveite para observar, eliminar dúvidas, fazer testes simulados (virtual), se sentindo como um aprendiz você se sente mais a vontade de errar e recomeçar.
Depois de refazer algumas aulas, seu teste final é pegar uma estrada, que requer mais malícia, pois a velocidade é maior.
O conselho é fazer isso apenas quando tiver domínio total das situações da cidade.
Se ainda estiver inseguro, procure um psicólogo. Este profissional irá lhe ajudar a sair da toca e ser um novo motorista.
Fonte: Jornal Mão na Roda

Dormir com problemas, realmente ajuda?


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Sim, um novo estudo da Universidade da Califórnia descobriu que “dormir com problemas” ajuda, porque o sonho oferece uma terapia para as memórias ruins.
Quando entramos no estado de sonho, o sistema de estresse do cérebro fica desativado enquanto passamos por memórias emocionais recentes.
Ressonâncias magnéticas mostram que, após o sono, o centro emocional do cérebro fica menos ativo, enquanto áreas que governam a racionalidade assumem o controle, ajudando-nos a superar experiências dolorosas dos dias anteriores.
Apesar de não existir um consenso científico de porque passamos um terço de nossas vidas dormindo, o estudo adiciona às crescentes evidências da importância do estado onírico (do sonho), que toma cerca de 20% do tempo total do sono.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia monitoraram a atividade cerebral de 34 voluntários enquanto mostravam uma série de 150 imagens pensadas para provocar respostas emocionais.
O experimento foi realizado duas vezes, com uma diferença de 12 horas, e enquanto metade dos participantes viam as imagens de manhã e depois à noite, a outra parte começava a noite, dormia, e assistia quando acordava.
Os resultados revelam que aqueles que dormiram entre os períodos tiveram muito menos reação emocional quando viram as imagens pela segunda vez.
As imagens cerebrais identificaram uma baixa na atividade da amígdala, parte do cérebro que controla as emoções, e um aumento no córtex pré-frontal, que governa as repostas racionais, durante a segunda sessão.
Os pesquisadores dizem que o estudo pode explicar porque os remédios para pressão sanguínea, que diminuem os sinais de estresse no cérebro durante o sono, provaram ser efetivos em desordens pós-traumáticas, e talvez levem a novos tratamentos para problemas de sono e doenças mentais.
Fonte: Telegraph

Os 10 transtornos mentais mais estranhos


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Apesar de Sigmund Freud, de Carl Gustav Jung e de tantos outros cientistas que dedicaram suas vidas a estudar o funcionamento da mente humana, a verdade é que muito pouco se sabe a respeito deste assunto. Os transtornos mentais, por exemplo, continuam sendo um mistério mal desvendado para os psiquiatras, psicanalistas e psicólogos. Quase nada se sabe de concreto, por exemplo, a respeito da psicopatia. Os psicopatas continuam a desafiar o conhecimento científico.
Não são loucos nem sadios. O que são, então? Existem várias opiniões, muitas polêmicas, mas ninguém sabe exatamente. A seguir estão listados 10 dos transtornos mentais mais bizarros que a mente humana pode apresentar. O que será que acontece na mente de pessoas que deles padecem?
  • 1 – Paramnésia reduplicativa: os portadores deste distúrbio acham que determinados lugares foram duplicados e que existem em outros locais. Por exemplo, um paciente internado no Hospital São José (nome fictício), na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, pode achar que está internada na Clínica Pinel de Fortaleza, no Ceará, que é exatamente igual (mas essa clínica nem existe). Eu, hein?!…
  • 2 – Delírio de Cotard: os pacientes acreditam que estão mortos, apodrecendo no túmulo ou que perderam todo o sangue e os órgãos do corpo. Às vezes, pelo contrário, dizem-se imortais. Vai entender…
  • 3 – Delírio de Capgras: desordem mental mediante a qual alguém crê que uma pessoa bem conhecida sua (um cônjuge ou um parente próximo) foi substituído por um sósia idêntico (clone). Que coisa!…
  • 4 – Delírio de Fregoli: é o oposto do Delírio de Capgras. O paciente acha que um completo estranho é um velho conhecido que mudou de aparência ou está disfarçado para enganá-lo. Que piração, meu!
  • 5 – Síndrome de Jerusalém: é um grupo de transtornos mentais que envolvem obsessões sobre religião relativas à cidade de Jerusalém. Pode afetar tanto judeus quanto cristãos. Como é que pode?
  • 6 – Síndrome de Stendhal: doença psicossomática com sintomas como taquicardia, tonturas, confusão mental e alucinações, que se manifestam em pessoas que se expõem aobras de arte. Muito louco, não?
  •  7 – Síndrome de Paris: é uma desordem estranhíssima que, não se sabe por que, afeta exclusivamente japoneses, que têm alucinações quando visitam a capital francesa. Todos os anos, dúzias de turistas japoneses apresentam os sintomas e têm que ser recambiados para o Japão. Japonês tem cada uma!…
  • 8 – Síndrome de Diógenes: Diógenes foi um grande filósofo grego tão maluco que morava dentro de um tonel e andava pelado pelas ruas de Atenas com uma lanterna na mão, segundo ele, procurando um homem honesto (nunca encontrou, diga-se de passagem…). Os sintomas são tendência ao isolamento, negligência com a higiene, roupas, desinteresse etc.; Afeta mais pessoas de idade avançada. Coitados…
  • 9 – Síndrome de Estocolmo: ocorre com pessoas sequestradas que, depois de passado o episódio, sentem forte simpatia pelos sequestradores. Existem também casos entre mulheres que apanham dos maridos, são estupradas ou entre crianças que sofrem abuso sexual. Esta desordem ganhou seu nome depois de um assalto a banco em Estocolmo, na Suécia, no qual os reféns, apesar de passarem 5 dias sob domínio dos bandidos, pediam que a polícia os libertasse e se recusavam a testemunhar contra. Não dá pra entender.
  • 10 – Síndrome de Lima: é o inverso da Síndrome de Estocolmo, ou seja, os bandidos é que sentem simpatia e compaixão pelas vítimas. Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de dezembro de 1996 e 22 de abril de 1997. Os membros da organização terrorista Tupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês na capital peruana. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares. Bandido bonzinho é ótimo, não?

20 movimentos para resolver o Cubo Mágico


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Pesquisadores usaram os computadores da Google para fazer os cálculos, todas as configurações possíveis do Cubo Mágico podem ser resolvidas em 20 movimentos ou menos.
Se você não sabe, o Cubo Mágico pode ter 43,252,003,274,489,856,000 posições e cada uma delas, em teoria, poderia ser resolvida com 20 “vira aqui, ali, sobe esse…!”
Os cientistas já chamaram o número de movimentos para resolver o Cubo Mágico de “Número Divino”.
Em 1981 o boato era que o número mínimo de movimentos era 52, em 2005, o número caiu para 28, agora um computador consegue resolver, em 20 segundos, qualquer configuração do cubo com, no máximo, 20 movimentos.
Para os aficionados por matemática, o algorismo usado pelo computador para fazer os cálculos é incrível. Para o resto de nós, mortais, resta saber que mexemos no Cubo umas 400 vezes a mais do que o computador sem nem completar um lado inteiro.
Detalhe: os pesquisadores citados usaram o equivalente a 35 anos de cálculos de CPU.
Fonte: Gizmodo

Por que é importante dominar a teoria



shutterstock_105432542.jpgI.
O provérbio que diz que as coisas podem funcionar bem na teoria mas não necessariamente funcionam na prática é bem conhecido.[1]  A intenção normalmente é a de menosprezar a importância da teoria, sugerindo que ela pode ser bonita mas pode estar muito distante das exigências práticas, sendo de pouca valia para ajudar a resolver o problema em questão.
O filósofo prussiano Immanuel Kant (1724—1804), em seu ensaio de 1793, "On the Popular Judgment: 'This May Be True in Theory, But It Does Not Apply in Practice" (Sobre o Juízo Popular: 'Isso Pode Ser Verdade Na Teoria, Mas Não Se Aplica à Prática'), respondeu a esta crítica.  Com efeito, ele respondeu com este seu ensaio à crítica feita à sua teoria ética pelo filósofo Christian Garve (1742—1798).
Kant argumentou que a teoria fornece "princípios de natureza suficientemente geral", ou seja, ela fornece regras gerais.  No entanto, a teoria não diz ao homem como ela deve ser aplicada, diz Kant.  Para isso, faz-se necessário o ato do discernimento próprio:
O conceito da compreensão, o qual pertence à regra geral, tem de ser complementado por um ato de discernimento, por meio do qual o adepto distingue exemplos em que a regra se aplica daqueles em que ela não aplica.[2]
O filósofo prussiano, de maneira efetiva, afirma que qualquer indivíduo atuante tem de respeitar o papel exercido pela teoria:
Aquele que finge ser versado em um determinado ramo do conhecimento e ainda assim trata a teoria com escárnio irá inevitavelmente se expor como um ignorante em sua área.[3]
Em sua obra metodológica, Ludwig von Mises (1881—1973) enfatizou, em seu nível mais fundamental, a importância da teoria para o indivíduo que age, observando que a teoria e a ação humana são inseparáveis. Escreveu Mises:
O pensamento precede a ação. Pensar é deliberar sobre a ação antes de agir, e refletir em seguida sobre a ação efetuada. Pensar e agir são inseparáveis. Toda ação está sempre baseada em uma ideia específica sobre relações causais. Quem pensa uma relação causal, pensa um teorema. Ação sem pensamento e prática sem teoria são inimagináveis. O raciocínio pode ser falso e a teoria incorreta; mas o pensamento e a teoria estão presentes em toda ação. Por outro lado, pensar implica sempre imaginar uma futura ação. Mesmo quem pensa sobre uma teoria pura pressupõe que a teoria é correta, isto é, que uma ação efetuada de acordo com o seu conteúdo teria por resultado um efeito compatível com seus ensinamentos. Para a lógica, o fato de esta ação ser factível ou não é irrelevante.
Com a teoria sendo inseparável da ação humana, a questão crucial passa a ser: Qual é a teoria correta?  Por motivos óbvios, o indivíduo que age estará interessado na teoria correta: "Não importa como ela seja vista, simplesmente não há como uma teoria falsa ter maior serventia a um indivíduo, a uma classe ou a toda a humanidade do que uma teoria correta."[4]
II.
Na versão da ciência econômica que hoje é a dominante, o real valor de uma teoria é definido por meio de testes que seguem a hipótese do "se-então".  Por exemplo, economistas testam se um aumento na oferta monetária leva a um aumento nos preços, ou se um aumento na oferta monetária causa elevação nos preços — ou se o inverso é verdadeiro.
Tal procedimento é típico do positivismo-empiricismo-falsificacionismo — uma abordagem metodológica que, na ciência econômica, não apenas deve ser rejeitada como sendo confusão intelectual[5], como também tem de ser criticada por ser propensa a abusos demagógicos.
Afinal, se alguém é adepto da ideia de que nada pode ser conhecido (com certeza) sem ser testado, então tal pessoa, por definição, tem de colocar em prática todas as suas ideias.  E é aí que jaz o perigo.
Tão logo uma teoria passa a ser vista como boa ou benevolente — tal como a teoria que diz que um aumento na oferta monetária gera prosperidade para todos, ou a teoria que diz que déficits orçamentais criam novos empregos —, as pessoas irão adorar vê-la em prática.
O que é pior, sob o atual reinado do positivismo-empiricismo-falsificacionismo, existem enormes incentivos econômicos para se difundir teorias politicamente eficazes que, obviamente, visam apenas ao bem de políticos — mesmo que tais teorias sejam falsas.  Aqueles que fornecem uma convincente legitimação científica para ações perseguidas pelo governo podem previsivelmente esperar altas recompensas dos burocratas.
Fornecendo uma ilustração metafórica: para fazer com que o roubo seja algo socialmente aceitável, o ladrão estará disposto a dividir uma fatia do seu esbulho com aqueles que estão ajudando a fazer com que, do ponto de vista das vítimas, o crime seja aceitável.  Em suma, o ladrão tem todo o interesse em premiar o intelectual que justifica "cientificamente" seu roubo.
No que concerne a teorias econômicas aparentemente benevolentes, considere os seguintes exemplos:
  • O estado é indispensável para a paz e a prosperidade; sem o estado haveria caos social, agressões impiedosas aos mais fracos e miséria dantesca.[6]
  • A produção e a oferta de dinheiro têm de ser monopolizadas pelo estado, pois simplesmente não há outra maneira de se obter dinheiro de forma confiável.
  • Foi uma boa ideia substituir o dinheiro metálico (ouro e prata) pelo papel-moeda fiduciário de curso forçado, pois apenas esse tipo de dinheiro permite um contínuo e adequado aumento na oferta monetária — aumento este que, por sua vez, é indispensável para que haja crescimento da economia e do emprego.
  • O capitalismo explora a classe trabalhadora e gera um aumento exacerbado da pobreza, guerras e imperialismo; já o socialismo irá manter a paz e elevar o padrão de vida de todos.
  • A democracia (a escolha da maioria) é a única forma de organização política que respeita a liberdade individual e os direitos de propriedade, e que gera cooperação pacífica e prosperidade.
Estes exemplos são suficientes para o meu ponto: tão logo algumas teorias passam a ser consideradas benevolentes, pode-se ter a certeza de que elas serão colocadas em ação.  Quanto mais benevolente uma teoria, maior a possibilidade de ocorrer experimentos sociais.
No entanto, praticar experimentos sociais com o suposto propósito de se estar testando verdades é algo que possui um preço muito alto — às vezes, um preço proibitivamente alto, como deixou evidente o experimento socialista em vários países.
III.
No campo da ciência econômica, no entanto, é possível decidir se determinadas teorias são corretas ou incorretas sem que haja a necessidade de se recorrer a experimentos e testes.
Mises reconstruiu a ciência econômica como sendo uma das áreas da 'lógica da ação humana', que ele chamou depraxeologia (práxis = ação; a lógica da ação).  Sendo uma teoria apriorística, a praxeologia permite a dedução de verdades irrefutáveis — ou apodícticas — partindo-se do irrefutavelmente verdadeiro axioma da ação humana.
Nas palavras de Mises,
A praxeologia não é uma ciência histórica, mas uma ciência teórica e sistemática. Seu escopo é a ação humana como tal, independentemente de quaisquer circunstâncias ambientais, acidentais ou individuais que possam influir nas ações efetivamente realizadas. Sua percepção é meramente formal e geral, e não se refere ao conteúdo material nem às características particulares de cada ação. Seu objetivo é o conhecimento válido para todas as situações onde as condições correspondam exatamente àquelas indicadas nas suas hipóteses e inferências. Suas afirmativas e proposições não derivam da experiência. São apriorísticas, como a lógica e a matemática. Não estão sujeitas a verificação com base na experiência e nos fatos.
A praxeologia fornece uma metodologia que permite separar teorias econômicas corretas de teorias econômicas falsas, tudo em bases apriorísticas — isto é, sem ter de recorrer a experimentos sociais.
Em vista da ilustração dada acima (e sem se aprofundar extensivamente no argumento), podemos saber com toda a certeza que o estado não é a solução, mas sim a raiz dos mais severos conflitos sociais.  (Ver aquiaquiaqui).
Utilizando a praxeologia, também podemos saber com certeza que o dinheiro é uma criação do livre mercado; que o dinheiro-commodity — a escolha lógica das ações incorridas no livre mercado — é a moeda forte; e que o monopólio estatal da produção de dinheiro irá gerar uma moeda fraca e continuamente depreciada. (Ver aqui,aqui e aqui).
Também sabemos com certeza que um aumento na oferta monetária não torna uma economia mais rica; tal aumento irá beneficiar exclusivamente aqueles que primeiro receberem este dinheiro recém-criado, pois terão uma maior renda a preços ainda inalterados.  Seu poder de compra irá aumentar.  Quem perde são todos aqueles que irão receber o dinheiro mais tarde (ou que sequer irão recebê-lo), quando os preços já estarão maiores.  O poder de compra destes foi diminuído.  (Ver aquiaqui e aqui).
Também se pode deduzir da praxeologia que o socialismo leva a uma grande miséria, pois se trata de uma forma de organização social que não tem como funcionar.  Qualquer experimento genuinamente socialista está fadado ao fracasso, sendo o capitalismo a única forma economicamente viável de organização social. (Ver aqui e aqui).
Finalmente, pode-se mostrar com base na praxeologia que a democracia é incompatível com a preservação das liberdades individuais, dos direitos de propriedade e, consequentemente, da prosperidade e da cooperação pacífica. (Ver aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui aqui)
O poder de se desmascarar e desmistificar falsas teorias econômicas utilizando um raciocínio apriorístico — ou seja, sem ter de recorrer a experimentos sociais — é certamente um dos mais fascinantes aspectos da Escola Austríaca de economia.
Em sua introdução à Crítica da Razão Pura (1787), Kant intitula o capítulo 3 como "A Filosofia Necessita de uma Ciência que Determine a Possibilidade, os Princípios e a Extensão de Todos os Conhecimentos "A Priori"".  Para a ciência econômica, Mises fez exatamente isso.