domingo, 21 de julho de 2013

Para a plateia

LUIZ GARCIA


Mesmo se for oportunismo do PMDB, seu novo discurso pode dar certo entre os que condenam o gigantismo da máquina do governo 
Arecente agitação nas ruas, apesar do mau comportamento de uma minoria — o que parece ser infelizmente inevitável —, despertou nos políticos brasileiros, cujo instinto de sobrevivência é reconhecidamente notável, o desejo de convencerem a opinião pública de que, como ela, também se preocupam em melhorar o desempenho da administração pública. 
Isso explica a recente crítica do PMDB ao governo federal. Na última terça-feira, a Executiva Nacional do partido, depois de três horas de discussão, divulgou uma nota com críticas tão pesadas quanto surpreendentes à administração da presidente Dilma Rousseff. 
O PMDB chegou a sugerir que ela reduza o número de ministérios, para enxugar a máquina do governo e reduzir os seus gastos. O vice-presidente Michel Temer participou da reunião e se esforçou, sem êxito algum, para baixar o tom das críticas à administração de Dilma. 
Outros aliados do governo, como Amauri Teixeira, vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, acusaram o PMDB do feio pecado de adotar o discurso da oposição. O senador petista Jorge Viana, por exemplo, reconheceu que existe um gigantismo no governo — mas acrescentou que "muitos jogam para a plateia". 
Na verdade, muitos observadores diriam, com razão, que a plateia realmente preferiria menos ministérios e mais ações concretas de verdadeiro interesse público. O PMDB pode estar agindo de forma oportunista, mas certamente procura, pelo menos, ter o aplauso da opinião pública — inclusive dos eleitores que não costumam votar nele. O novo — alguns diriam novíssimo — discurso do partido vai ao encontro do que pensa a fatia do eleitorado que não costuma votar em candidatos aliados do PT. 
Pode dar certo com essa guinada, principalmente — talvez exclusivamente — junto aos cidadãos que enxergam no gigantismo da máquina do governo um dos seus defeitos, talvez o mais grave deles. 
Mas a nova atitude do partido pode também ser vista como puro oportunismo. A resposta da opinião pública talvez tenha essa opinião, concordando com os petistas que acusam o PMDB de "jogar para a plateia". Em geral, como provam diversos episódios da história política do país, o eleitor brasileiro costuma saber a diferença entre posições políticas sinceras e guinadas que têm cheiro de manobras, supostamente sinceras, quando, na verdade, não passam de tentativas de ir ao encontro do que pensa a maioria do eleitorado.
Publicado no Globo

Os Jovens do Restelo

NELSON MOTTA


Há quase um mês, a presidente Dilma comparava os que criticavam o governo ao Velho do Restelo, de Camões, como símbolo do derrotista agourento. Hoje a rainha está nua. E ninguém ousa lhe contar. O mito da grande gestora ruiu: como mostrou a reportagem de José Casado, seu governo não conseguiu gastar em 2012 nem metade das verbas do orçamento para Saúde, Educação e Transporte — o que desmoraliza qualquer gestão. E também é a prova cabal de que não falta dinheiro para investir, mas capacidade de usá-lo em benefício da população. 
Com os assessores e aliados que tem, que se borram de medo dela, a presidente não tem pior adversário do que seu temperamento autoritário, mesmo sendo uma democrata. Um exemplo é a recente sugestão, crítica jamais, do ministro Gilberto Carvalho à presidente, em reunião ministerial para aplacar os protestos: "Temos que estar mais juntos dos movimentos sociais. Esta meninada que está nas ruas antigamente estava com a gente. Não está mais." 
Por que será? rsrsrs 
Uma pista: 74% dos petistas consultados pelo Datafolha são a favor da prisão imediata dos mensaleiros condenados. Eles também se sentem traídos. Como estar mais junto de movimentos sociais espontâneos, sem lideranças nem manadas domesticadas, que não podem ser cooptados com verbas e cargos? Será que ele não entendeu que as jovens multidões estão contra os privilégios, a corrupção e a incompetência dos governos, do PT e dos demais partidos? Ou tem medo de dizer e a rainha gritar "cortem-lhe a cabeça"? 
Na mesma reunião, a ministra Maria do Rosário diagnosticou que "houve um afastamento do governo das demandas dos movimentos sociais. O governo está longe do PT antigo". 
Mas os movimentos sociais da ministra estão longe das ruas, não estão demandando nada além do de sempre, se contentam com verbas e afagos do ministro Gilberto. A UNE, os sindicatos amestrados e os movimentos sociais estatizados não estavam na rua. Quem estava eram os Jovens do Restelo, a classe média, a antiga e a nova, que paga a conta. Para eles, do PT antigo de Zé Dirceu, João Paulo e Genoino, quanto mais longe, melhor.
Publicado no Globo 

Yankees, go home!

ZUENIR VENTURA


Será que Barack Obama vai continuar em silêncio diante da indignação de Dilma Rousseff, que ameaça recorrer à ONU contra a "interferência" da Agência de Segurança Nacional, a NSA americana? Será que ele, tão politicamente correto, não vai fazer nada contra a "violação da nossa soberania e dos direitos humanos"? Como disse o professor de Direito Constitucional Pedro Serrano, é "um ato de agressão".
Essa verdadeira invasão de privacidade revolta não apenas nossas autoridades, mas também os cidadãos em geral, porque é um atentado à individualidade de todos e de cada um de nós. Aliás, já pedi ao José Casado — que teve acesso aos documentos vazados e produziu, com Roberto Kaz e Glenn Greenwald, um extraordinário furo de reportagem — para procurar entre os milhões de mensagens de brasileiros monitoradas pelos EUA os telefonemas e e-mails começando pela letra "Z". Fico imaginando aqueles burocratas fuçando minha intimidade.
É claro que se trata de mania de grandeza, uma herança paranoica da época de nossa ditadura militar, quando a prática do grampo era disseminada entre políticos, jornalistas, artistas, intelectuais em geral (Ziraldo e eu ficamos presos durante meses por causa de uma conversa gravada, tida como perigosamente subversiva). Até há pouco tempo, me surpreendia interrompendo o interlocutor do outro lado da linha: "Isso a gente fala pessoalmente, por telefone é perigoso." Mas aqueles eram tempos de generais e de censura aqui, e de Nixon e guerra do Vietnam lá. Hoje, porém, não será pior? Há pelo menos mais sofisticação, com o advento da globalização, da internet e da revolução da tecnologia da informação. Antigamente, a operação de escuta era demorada: instalação do microfone, gravação, transcrição da fita. Agora, o volume de informações monitoradas é gigantesco. "Só no mês de janeiro deste ano", informa a reportagem, "a NSA rastreou 2,3 bilhões de dados nos EUA", e o Brasil ficou pouco atrás, sendo o país mais espionado da América Latina, e isso sem ser base de terrorismo, só de corrupção.
Em tempos de passeatas e cartazes, não surpreende que desenterrem uma palavra de ordem ao mesmo tempo fora de moda e muito atual: "Yankees, go home."
Honra ao mérito desse jovem D. Quixote, herói real num mundo virtual: o ex-técnico da NSA Edward Snowden, que está vivendo em trânsito, atualmente no aeroporto de Moscou, fugindo dos americanos como um criminoso por ter denunciado essa diabólica rede de espionagem eletrônica.
Essa verdadeira invasão de privacidade revolta não apenas nossas autoridades, mas também os cidadãos em geral.
Publicado no Globo

Homenagem a Graciliano Ramos!

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA


CARLOS VIEIRA
A Feira Literária de Parati fez uma homenagem nesse ano a Graciliano Ramos (1892-1953). O “Velho Graça” completaria 150 de existência. Graciliano nasceu na pequena cidade de Quebrangulo, na zona da mata do Estado de Alagoas. Romancista, cronista, contista, jornalista, político e funcionário público. 
Seus romances, Caetés(1925); São Bernardo(1934); Angústia publicado em 1936; Vidas Secas(1938); Infância publicado em 1945; Insônia, publicado em 1947 e Memórias de um cárcere, publicado postumamente, deixaram um acervo literário que canta em prosa as vicissitudes da realidade social do nordeste brasileiro.. Escreve também, um livro belíssimo de Carta de amor à Heloísa, sua esposa, publicado em 1922. Graciliano teve incursão na política, tendo sido Prefeito de Palmeira dos Índios; Secretário de Educação do Governo de Alagoas e Inspetor Federal de Ensino Secundário do Rio de Janeiro. 
Muitos outros dados biográficos poderiam informar mais sobre o nosso escritor, mas o que desejo enfatizar hoje é um aspecto atualíssimo desse nosso ícone da Literatura Brasileira. 
Em seu livro – Linhas Tortas- lançado pela Editora Record, Rio de Janeiro-São Paulo em 2005 ( 21ª.Edição ) , nova edição baseada na primeira, em 1962 pela Editora Martins Fontes, encontram-se belas crônicas. Quero me referir à crônica que nomeia seu livro, “Linhas Tortas”. 
Preocupado com a reforma da Constituição Brasileira, Graciliano desfila uma denúncia por demais atual, uma denúncia ao Poder Político. Tomo a liberdade de citar fragmentos dessa escrita, uma vez que lendo, pareceu-me que o Alagoano já tinha consciência de fatos que até hoje existem em nosso país. 
“A constituição da república tem um buraco. É possível que tenha muitos, mas sou pouco exigente e satisfaço-me com referir-me a um só. 
Possuímos, segundo dizem os entendidos, três poderes – o executivo, que é o dono da casa, o legislativo e o judiciário, moços de recados, gente assalariada para o patrão fazer figura e deitar empáfia diante das visitas. Resta ainda um quarto poder, coisa vaga, imponderável mas que é tacitamente considerado o sumário dos três 
...Aí está o rombo na constituição, rombo a ser preenchido quando ela for revista, metendo-se nele a figura interessante do chefe político, que é a única força de verdade. O resto é lorota... Todos eles são mais ou menos chefes. Não se sabe bem de que, mas é certo que o são. Graúdos, risonhos, nutridos, polidos, escovados, envernizados, lá estão inchando, inchando. São os grossos batráquios da lagoa republicana. 
Muito menos volumosos, coaxam pelos cantos chefitos incolores, numerosos, em chusma, minúsculas pererecas de poças d’água... São, a um tempo, intendentes ou prefeitos, juízes, promotores, advogados e jurados, conselheiros municipais, comissários de polícia e inspetores de quarteirão. Realizam a pluralidade na unidade! 
E ainda há quem duvide do mistério da Santíssima Trindade... 
Ponha-se, pois, o chefe político no galarim e mande-se à fava o resto. Metam-no, honestamente, em letra de forma. Entre ele, triunfante, com armas e bagagens, em nosso magno estatuto. 
Peguemos o chefe político, agitemo-lo no ar e berremos o estribilho com que a imprensa, há tempos, nos anda a amolar – A constituição da república precisa de uma rescisão. In Jornal de Alagoas – Maceió, AL, março de 1915.”
Carlos.A.Vieira, médico, psicanalista, Membro Efetivo da Sociedade de Psicanálise de Brasília e de Recife. Membro da FEBRAPSI e da I.P.A - London.

O Oscar da Flip

VERISSIMO


Há dias reclamei aqui da pouca atenção dada ao futebol do Oscar, em contraste com a exaltação de outros jogadores da seleção. Os elogios a Neymar etc. não eram descabidos, mas a importância de Oscar não foi reconhecida como, na minha opinião, merecia. Entre parênteses: no texto sobre o Oscar usei, como exemplo de jogador altruísta que joga mais para o time do que para a torcida, o Servílio, acrescentando que não me lembrava qual era seu time, na sua melhor fase. Claro que choveu ajuda para meu cérebro combalido. Servílio foi daquele Palmeiras chamado de "Academia" de tão bom que era, e formava com Tupanzinho uma dupla que rivalizava com a de Pelé e Coutinho no Santos. Fecha parênteses. Coisa parecida com o reconhecimento insuficiente do Oscar aconteceu na Flip deste ano. Sem dúvida a figura mais importante da festa era o Roberto Calasso, mas nem na promoção prévia dos convidados ou no noticiário do evento se deu o devido destaque à sua presença. Calasso foi o Oscar da Flip.
Ele é um daqueles italianos da linha do Umberto Eco (mas bem melhor do que o protótipo), comentaristas culturais que combinam erudição cornucópica com pensamento original e proporcionam uma leitura fascinante para quem tiver paciência com alguns trechos obscuros, quando a erudição e a criatividade se tornam um pouco demais — pelo menos para este cérebro combalido. O romancista e ensaísta Italo Calvino e o crítico literário Franco Moretti são do mesmo time. A obra de Calasso (para ficar só nos livros traduzidos para o português, todos, acho eu, pela Companhia das Letras) incluem "As núpcias de Camdus e Harmonia", um estudo da mitologia grega; "Ka", sobre a mitologia hindu; "K", sobre o Kafka; "As ruínas de Kasch", um longo ensaio sobre a Europa dos séculos dezoito e dezenove concentrado na figura do estadista francês Talleyrand, que conseguiu servir à revolução francesa, a Napoleão e à restauração dos Bourbons sem perder a cabeça ou o prestígio; "Os quarenta e nove degraus" e "Literatura e os deuses". É de Calasso um texto chamado "A loucura que vem das ninfas" que inclui o melhor comentário sobre o "Lolita" do Nabokov já publicado.
Enfim, foi um dos melhores intelectuais que já pisou nas pedras de Paraty sem chamar muita atenção, embora, como Oscar, merecesse todas. A mesa dele foi mediada pelo excelente Manuel da Costa Pinto. Este sabia com quem estava falando.
A figura mais importante da festa era o Roberto Calasso, mas nem na promoção prévia dos convidados ou no noticiário do evento se deu o devido destaque à sua presença.
Publicado no Globo

Só metadados

LUIZ GARCIA


A denúncia de que os Estados Unidos mantêm um sofisticado sistema de espionagem no Brasil, através do acesso ilegal a e-mails e telefonemas, é, sem dúvida, um prato cheio para a presidente Dilma Rousseff. Sendo verdadeira a acusação — e tudo indica que é — cria-se para o governo, e para os partidos políticos em geral, uma esplêndida oportunidade de se manifestar e agir em perfeita consonância com a opinião pública. 
Dilma definiu, e com inteira razão, o comportamento dos EUA — um aliado histórico do Brasil — como uma violação da soberania brasileira e dos direitos humanos. E prometeu uma medida necessária e sensata: apresentar um protesto na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Além disso, anunciou que recorrerá à União Internacional de Telecomunicações, pedindo que garanta a segurança cibernética das comunicações. São as únicas saídas: não seria do nosso interesse uma reação mais severa, como um rompimento de relações ou uma ridícula represália militar. 
O Brasil tem, digamos assim, um peso médio nas Nações Unidas. É suficiente para estabelecer uma discussão do problema na ONU; não lhe faltarão aliados para, pelo menos, constranger o governo americano, forçando-o a dar explicações humilhantes e, quem sabe, uma promessa formal que desativará a espionagem eletrônica. Será, se a diplomacia brasileira agir com severidade e inteligência, uma derrota desagradável, para não dizer humilhante, para Washington. Outros países de peso médio nas Nações Unidas terão uma dupla oportunidade: tanto apoiarem o protesto brasileiro como exigirem que não venham a ser — se é que já não são — vítimas do mesmo tipo de espionagem. 
O governo brasileiro tem duplo interesse no recurso à ONU: tanto conseguir de Washington uma promessa formal de que não faz mais, como descobrir que vantagens ou interesses levaram o governo americano a se interessar tanto pelos e-mails e telefonemas dos cidadãos de um país que é seu aliado histórico.
Pode ser que a tentativa de levar o problema para as Nações Unidas seja frustrada pelos diplomatas americanos: ninguém ignora o prestígio do país mais poderoso do mundo. Por um lado, não faltam aliados de Washington com amizade e dívida que serão obviamente cobradas na ONU. Por outro, certamente não faltam governos, amigos ou não do Brasil, que devem ter forte curiosidade de saber se Washington também tem interesse indevido em seus e-mails e telefonemas. 
A presidente Dilma Rousseff reagiu, até agora, com energia na medida certa. Além da decisão política de recorrer às Nações Unidas, faz bastante sentido o seu pedido à União Internacional das Telecomunicações, solicitando providências técnicas na sua área. Fora isso, só lhe restava esperar a reação de Washington. 
Como em qualquer outra situação parecida, só resta ao governo dos EUA a desagradável tarefa de pedir desculpas e prometer que não faz mais. Por enquanto, só se ouviu a voz do embaixador americano, jurando que o seu país apenas faz o registro de metadados. 
Para quem nunca ouviu falar nisso, como eu, isso significa número de telefones discados, com data, hora e duração da chamada. O que, pelo menos para um leigo, não ajuda muito para garantir a segurança nacional da maior potência do mundo.
Publicado no Globo

A terapia do susto

NELSON MOTTA


Estamos vivendo dias de espanto, com Renan Calheiros se tornando o paladino das forças do bem, ávidas para atender prontamente as reivindicações populares, mesmo cortando na carne do Senado, e com o apoio de Sarney! Estamos dependendo da independência, da grandeza, da integridade e do espírito público do PMDB de Henrique Alves e Eduardo Cunha para evitar desastres armados pelos estrategistas do Planalto e apoiados pelo PT e o PCdoB, como o plebiscito de araque. Que fase! 

Seguindo orientação de Lula, 25 governadores, 37 ministros, a base parlamentar aliada e os movimentos sociais foram recebidos pela presidente, filmados e fotografados, mas não falaram nada e nem foram consultados nas propostas e decisões do governo, só ouviram em silêncio, remoendo sua raiva, frustração e impotência. Os prefeitos pelo menos vaiaram. 

Pela primeira vez na história deste país, prefeitos recebem dinheiro de um governo e vaiam. Mas todo mundo entendeu que eles não querem um jabá, mas negociar democraticamente a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios e depender menos do poder imperial de Brasília. Com o povo de suas cidades bufando nos seus cangotes, os prefeitos querem mostrar serviço, como nunca na história deste país. 

Quando 81% dos brasileiros avaliam os políticos como "corruptos ou muito corruptos", para conter sua voracidade, associada a empresários inescrupulosos e funcionários venais, são criados incontáveis mecanismos de controle, e de controle do controle, aumentando o poder da burocracia e atrasando os projetos e investimentos públicos. Criando mais dificuldades para vender novas facilidades, aumentam a corrupção. São mais mãos a serem molhadas, mas o custo é sempre repassado aos consumidores finais: nós. 

Mas o presidente do PT atribui as dificuldades do governo a falhas de comunicação, como se o governo não gastasse mais de um bilhão de reais por ano em triunfais campanhas publicitárias de João Santana vendendo o Brasil Maravilha de Lula e Dilma. Pelo contrário, o governo é vítima de seu excesso de comunicação, contrastado fragorosamente pela realidade das ruas.
Publicado no Globo